<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214</id><updated>2011-04-21T23:32:26.196+01:00</updated><title type='text'>Irmã Deolinda Serralheiro</title><subtitle type='html'>Reflexões sobre as leituras dominicais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>103</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-3500130436476299741</id><published>2008-10-16T18:13:00.000+01:00</published><updated>2008-10-16T18:14:14.344+01:00</updated><title type='text'>XXIX Domingo do Tempo Comum - A</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;19/Out/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; A liturgia deste domingo garante-nos que é o Senhor, e ninguém mais, que conduz a história da humanidade, e que, por dentro desta história, vai construindo a história da Salvação. A nossa fé cristã leva-nos a acreditar convictamente na acção de Deus na história e a viver cheios de esperança, porque Deus “não dorme”, segundo o aforismo popular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Isaías apresenta Ciro, um rei pagão, a ser chamado pelo Deus de Israel como o “seu ungido”, isto é, o “seu consagrado” ou Christós. Embora só os reis de Israel fossem ungidos, Ciro recebe também o título de ungido (messias), porque ele foi o agente de Deus na libertação do povo de Israel, quando este se encontrava exilado na Babilónia, reconduzindo-o a Israel, sua pátria, e facilitando a reconstrução do templo, que havia sido destruído. Deste modo, a Palavra esclarece-nos sobre o papel que o poder civil, mesmo que seja laico, pode e deve ter na construção da obra de Deus, tornando a vida das pessoas e dos povos mais livre e feliz. Tenho consciência de que com o meu trabalho humano estou a construir a história da salvação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na terceira leitura, Mateus, a propósito da legitimidade ou não de pagar o tributo a César, põe na boca de Jesus uma resposta lapidar: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Se, por um lado, os cristãos, qualquer que seja a sua responsabilidade na Igreja, devem cumprir integralmente os seus deveres cívicos, pois são cidadãos deste mundo; por outro lado, é importante que saibam distinguir o poder temporal do poder espiritual da Igreja. Sabemos que, ao longo da história, tem havido confusão entre estes dois poderes: perseguição à Igreja, por parte do poder civil ou domínio da Igreja sobre o poder civil; “casamento” destes dois poderes, situações de maior ou menor confusão e fases de convivência pacífica, devido à compreensão das funções de cada poder e ao respeito mútuo que cada um mantém face ao outro. Se o Estado é laico, não o é a sociedade civil, porque esta está matizada com diversas confissões religiosas, como se tem afirmado abundantemente. Como me posiciono eu face a estes dois poderes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo incita-nos a activar a nossa fé, a reforçar a nossa caridade e a tornar firme a nossa esperança. Sabemos que somos amados por Deus e, por Ele escolhidos para constituirmos o seu Povo. Por isso, não devemos andar pessimistas e derrotados, como se Deus não fosse capaz de cumprir as suas promessas. A sua actuação no coração da história dos que nos precederam na fé é para nós estímulo e esperança de que Ele realizará o seu projecto salvífico, embora nem sempre visível aos nossos olhos humanos, porque Deus actua em jeito de fermento. Tenho consciência crítica face aos direitos e deveres que me incumbem, enquanto membro da Igreja e do povo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXIX Domingo Comum: Is 45,1.4-6; Sl 96,1-5.7-10 (95); 1 Tes 1,1-5b; Mt 22,15-21&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-3500130436476299741?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3500130436476299741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3500130436476299741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/10/xxix-domingo-do-tempo-comum.html' title='XXIX Domingo do Tempo Comum - A'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1861466621556583556</id><published>2008-10-09T21:56:00.001+01:00</published><updated>2008-10-09T21:58:50.321+01:00</updated><title type='text'>XXVIII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;11.Out.08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo apresenta-nos a imagem do “banquete” como símbolo da Aliança entre Deus e o seu povo. Através desta imagem, a Palavra descreve o mundo de felicidade, de amor, de alegria, de fraternidade, que Deus quer oferecer a todos os seus filhos e filhas. A própria Eucaristia foi instituída no interior de um banquete. À Eucaristia chamamos “sagrado banquete”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na primeira leitura, Isaías anuncia-nos o “banquete” que Deus vai oferecer a todos os povos. Aceitar o convite para participar neste banquete significa aceitar Deus na nossa vida e, como consequência viver em paz e alegria desde aqui e gozar da felicidade eterna a que somos chamados no fim da nossa vida sobre a terra. E esta felicidade que nos advém da participação no “banquete” celeste é oferecida a todos, mulheres e homens, pobres e ricos, cristãos e pagãos, pecadores e fiéis. É um banquete universal! Não há nenhuma condição humana, que nos possa impedir de ter acesso a este banquete, se nós quisermos. O convite ao banquete foi-nos dirigido no dia do nosso baptismo. Como tenho respondido a esta oferta do Pai? Vivo em comunhão com Ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho Mateus, através de uma parábola, retoma a imagem do “banquete”. Aqui percebemos melhor a universalidade do convite ao banquete, quer dizer, ao Reino de Deus, desde aqui e agora. Porém, somos advertidos de que precisamos de tomar a sério o convite de Deus e dar-lhe prioridade, pois nada nos deve distrair das exigências e compromissos que assumimos com o nosso baptismo. A última parte da parábola, no entanto, confunde-nos. “Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?” E, depois do homem ser castigado, o evangelista conclui: “Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos”. Este incisivo é próprio de Mateus, e parece não ligar bem com a primeira parte da parábola. Contudo, esta interpelação quer realçar a importância das boas obras dos que são convidados, da justiça ou santidade, que simboliza a veste nupcial. O convite do Senhor é gratuito e exigente, ao mesmo tempo. Os frutos que eu produzo, frutos de pecado ou de vida, é que me qualificam, de modo a ser realmente chamado e escolhido, ao mesmo tempo. E, desde agora e aqui, onde vivo. Sou sério e coerente com a vida nova que Jesus me deu no meu baptismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo diz-nos que aprendeu a viver na pobreza e na abundância. Não são as coisas materiais, isto é, o ter muito ou pouco, que nos aproxima ou afasta de Deus. O essencial é a nada nos apegarmos, porque só o Senhor é a nossa segurança, só Ele é verdadeiramente rico e magnânimo para fazer face a todas as nossas necessidades. E, quantas vezes, estas são, sobretudo, de natureza espiritual e afectiva. Na minha vida dou prioridade à vida espiritual, de união a Deus e confio nele acima de tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXVIII Domingo Comum: Is 25,6-10a; Sl 23 (22); Fl 4,12-14.19-20; Mt 22,1-14&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1861466621556583556?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1861466621556583556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1861466621556583556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/10/xxviii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXVIII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2941713855470074520</id><published>2008-09-25T23:38:00.001+01:00</published><updated>2008-09-25T23:40:50.485+01:00</updated><title type='text'>XXVI Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;28/Set/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo realça o facto de que Deus chama todos os homens e mulheres a envolver-se na construção do mundo novo. Diante desta chamada de Deus, cada pessoa pode dizer “sim” e colaborar com Ele, ou dizer “não” e escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento. A liturgia exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus, o qual há-de ser traduzido em acções concretas a favor da construção de um mundo melhor, onde a paz, a justiça e a fraternidade sejam pão para todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus. A nós, esta leitura exorta-nos a tomar consciência de que o compromisso assumido no dia do nosso baptismo nos envolve, pessoalmente. Actualmente, há dificuldade em assumir compromissos e em ser coerente com eles. Tudo se relativiza, até as promessas mais sagradas, como o matrimónio e a consagração a Deus. Assumir os nossos compromissos pessoais na construção da comunidade e do mundo significa sentir-se solidário no bem e no mal e não aligeirar a carga quando as coisas correm mal, atirando as culpas para as estruturas ou para as pessoas mais responsáveis. Como me situo diante dos meus compromissos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho conta a parábola dos dois filhos: um que disse “não”, mas obedeceu, e outro, que disse “sim”, mas desobedeceu. Jesus tinha diante de si os gentios, simbolizados no primeiro filho, e os judeus, simbolizados no segundo. Os segundos, cumpridores da lei de Deus, rejeitaram o Messias, que lhes foi enviado pelo Pai, ficando seus adversários; os primeiros, publicanos e mulheres de má vida, desconhecedores da lei de Deus, aceitaram Jesus e a sua mensagem de amor, tornando-se seus discípulos. O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas, mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores e com o seguimento de Jesus Cristo. O verdadeiro crente não é aquele que “dá boa impressão”, que finge respeitar as regras e que tem um comportamento irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais, mas é aquele que cumpre, na realidade da vida, a vontade de Deus. Procuro, de modo habitual, conhecer a vontade de Deus para a por em prática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta aos cristãos de Filipos, actual Macedónia, o exemplo de Cristo. Desta leitura podemos reter o hino cristológico, que ela contém, para que cultivemos entre nós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele que tem o próprio ser de Deus, esvaziou-se (sem perder a condição divina), fazendo-se homem e servo de todos, e rebaixou-se pela sua paixão e morte. Por isso, foi exaltado e constituído Senhor de todos os seres visíveis e invisíveis. Esta é a lógica de Deus: Só pelo caminho da humildade e do amor fraterno nos tornamos grandes aos seus olhos. Como cristão e cristã sinto-me chamado por Deus a seguir Jesus e a viver ao seu jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projectos, por amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras do XXVI Domingo Comum: Ez 18,25-28; Sl 25 (24), 4-9; Fl 2,1-11; Mt 21,28-32&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2941713855470074520?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2941713855470074520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2941713855470074520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/09/xxvi-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXVI Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2967582107527841216</id><published>2008-09-16T09:40:00.000+01:00</published><updated>2008-09-16T09:41:15.253+01:00</updated><title type='text'>XXV Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;19.Set.08&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;A liturgia deste domingo esclarece-nos sobre o amor incondicional de Deus para com todos os seres humanos, independentemente do momento em que eles se voltam para Ele. Convida-nos a descobrir a grandeza e a magnanimidade do nosso Deus, cujos caminhos e pensamentos estão muito acima dos nossos caminhos e pensamentos. Chama-nos a inverter os nossos projectos e a orientá-los para Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura pede aos crentes que procurem o Senhor. Procurar Deus, é um movimento que exige uma transformação radical, uma conversão, para que os nossos pensamentos e acções sejam modelados sobre o modo de pensar e de agir do próprio Deus. A conversão exige que sejamos contracorrente à cultura pós-moderna, que prescindiu de Deus e afirma que a liberdade e a felicidade se constroem à margem dele. O texto interpela-nos sobre a imagem que temos de Deus, pois a conversão implica, também, uma mudança na forma de ver Deus, o que exige uma pessoal relação com Ele. Empenho-me em aprofundar a minha fé e esclarecer a “visão” que tenho de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens e mulheres, sem considerar a sua antiguidade na fé, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma mudança de mentalidade, para que a nossa relação com Ele não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e gratuidade. A parábola mostra-nos que Deus, prefigurado no proprietário da vinha, está sempre a passar por nós, a vir ao nosso encontro, para nos oferecer, gratuitamente, a sua amizade. Mas é necessário que Ele nos encontre vigilantes para nos decidirmos a ir trabalhar para a sua vinha. Na comunidade cristã, é a decisão pessoal de ir trabalhar para a vinha do Senhor que marca a diferença, independentemente do momento da conversão de cada um. Terá alguma lógica, à luz dos ensinamentos de Jesus, pensar que tenho direito a uma maior recompensa por ser mais “antigo” na prestação de serviços a Deus e à comunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Paulo, que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projecto. “Para mim, viver é Cristo”, afirma o apóstolo. Esta frase diz-nos que isto é o essencial e o único necessário para ser discípulo ou discípula do Senhor Jesus. Há muitos cristãos e cristãs, que assim se confessam, mas que não praticam o «Viver Cristo». O mesmo é dizer que não O conhecem tal como o Evangelho no-lo apresenta e, por isso, não podem ser seus imitadores, nem conhecer o Pai, pois conhecer Jesus é conhecer o Pai, pela acção do Espírito Santo. Cristo está, verdadeiramente, no centro da minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXV Domingo Comum: Is 55,6-9; Sl 145 (144); Fl 1,20c-24.27a; Mt 20,1-16a&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2967582107527841216?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2967582107527841216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2967582107527841216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/09/xxv-domingo-do-tempo-comum.html' title='XXV Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4229983452571096915</id><published>2008-09-14T15:21:00.000+01:00</published><updated>2008-09-14T15:21:00.756+01:00</updated><title type='text'>Exaltação da Santa Cruz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste Domingo, Festa da Exaltação da Santa Cruz, orienta o nosso olhar de fé para a cruz de Jesus. Nela contemplamos a prova do maior amor do nosso Deus, que tanto se aproximou de nós, que nos deu o seu Filho e o entregou na ignominiosa morte de cruz para que o pecado e o egoísmo em que vivemos atolados sejam vencidos. Ao morrer na cruz, em total entrega de amor ao Pai e à humanidade, Jesus aponta-nos o caminho do amor, único que nos conduz à vida plena e feliz, em Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura fala-nos da caminhada geográfica e espiritual do povo de Deus pelo deserto. Foi árduo este percurso e nem sempre as opções do povo coincidiram com o projecto de Deus. Porém, o Senhor esteve sempre presente junto do povo para o ajudar a perceber as suas más escolhas e para o convidar a ir sempre mais além em busca da verdadeira liberdade espiritual. A serpente de bronze levantada sobre um poste, através da qual Deus cura o seu povo significa a vontade de Deus em nos dar vida e é um símbolo dessa força salvífica que se derrama da cruz de Cristo. Esta leitura garante-nos que Deus nunca abandona nos abandona e que sempre nos ajuda a perceber o sem sentido das nossas opções erradas, convidando-nos a nunca parar nessa busca da vida e da verdadeira liberdade. Estou atento aos sinais de Deus nos acontecimentos e encontro luz e força para as minhas dificuldades na contemplação da cruz de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, João recorda-nos que Deus nos amou de tal modo, que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Convida-nos a olhar para a cruz de Jesus, a aprender com ele a lição do amor total, a percorrer com ele o caminho da entrega e do dom da vida. Ao contemplar Jesus suspenso da cruz podemos perceber quão importante é cada pessoa aos olhos de Deus. Por nós e para nossa salvação, o Pai entregou o seu Filho até à morte de cruz. Deus quer-nos vivos e felizes. Somos tentados a acusar Deus pelos males que nos afligem, pelas guerras, pelas injustiças, pelas catástrofes que trazem sofrimento e morte a tantos milhares de pessoas. O evangelho de hoje afirma com clareza: Deus ama o ser humano e oferece-lhe a vida. O sofrimento e a morte não vêm de Deus, mas são o resultado das escolhas erradas feitas por nós. Porém, sabemos que pela fé podemos descobrir o amor de Deus por nós mesmo no meio dos males que se abatem sobre nós. Costumo “ler” os acontecimentos negativos à luz da fé, ou revolto-me habitualmente contra Deus diante do mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo afirma que Jesus renunciou aos seus direitos como Filho amado de Deus para escolher o caminho da obediência ao Pai e do serviço à humanidade, até ao dom da sua vida. A cruz é a expressão máxima da opção que fez. É esse mesmo caminho de vida que os crentes de todas as épocas e lugares são convidados a acolher e a percorrer. Na minha vida pessoal sigo, normalmente, o exemplo de Cristo, isto é, o caminho da renúncia e da cruz, sabendo que esta é a via da vitória sobre o mal e a morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras da Festa da Exaltação da Santa Cruz&lt;br /&gt;Num 21, 4b-9; Sl 78 (77); Fl 2,2-11; Jo 3, 13-17&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4229983452571096915?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4229983452571096915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4229983452571096915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/09/exaltao-da-santa-cruz.html' title='Exaltação da Santa Cruz'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8493407663364838883</id><published>2008-09-03T11:33:00.002+01:00</published><updated>2008-09-03T11:35:54.822+01:00</updated><title type='text'>XXIII Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;7/Set/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo leva-nos a reflectir sobre a nossa relação com os irmãos e irmãs que nos rodeiam. Afirma, claramente, que ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão ou irmã e que todos somos responsáveis uns pelos outros pela prática do amor fraterno. A liturgia exorta-nos nos veementemente a praticar uma das mais sublimes formas do amor que é a «correcção fraterna».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura apresenta-nos o profeta como uma “sentinela”, colocada por Deus na casa de Israel. Este profeta é chamado a estar atento aos projectos de Deus e à realidade do mundo, a aperceber-se daquilo que está a destruir os planos de Deus e a impedir a felicidade das pessoas. E como sentinela que é deve alertar, então, a comunidade para os perigos que a ameaçam. Hoje, pelo baptismo, Deus continua a suscitar profetas/sentinelas, que somos todos nós, para alertarem o mundo e as pessoas contra os perigos que correm. Somos chamados a denunciar tudo o que contradiz os projectos de Deus. Para isso, precisamos de auscultar Deus e de conhecer a sua vontade pela oração. Encontro tempo para aprofundar a minha a relação com Deus, meditar a sua Palavra, e perceber a sua vontade para mim e para o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho deixa clara a nossa responsabilidade em ajudar cada irmão e irmã a tomar consciência dos seus erros, através da «correcção fraterna». Esta tem as suas regras evangélicas. A primeira é conversar com o irmão; se isto não resultar, a segunda consiste em pedir a uma terceira pessoa que ajude a um entendimento, de modo a ficarem em paz; na terceira recorre-se à autoridade, se necessário. O objectivo primordial é “ganhar” o irmão ou a irmã, em ordem a uma reconciliação, fruto maduro de um diálogo sincero e aberto, que nasce do amor. Sobretudo, é preciso que a nossa intervenção junto do nosso irmão e irmã não seja guiada pelo ódio, pela vingança, pelo ciúme, pela inveja, mas seja guiada pelo amor. O que é que nos leva, por vezes, a agir e a proceder à «correcção fraterna»: o orgulho ferido, a vontade de humilhar aquele que nos magoou, a má vontade, ou o amor e a vontade de ver o irmão e a irmã reencontrar a felicidade e a paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Roma, e a nós, hoje, a colocar no centro da existência cristã o mandamento do amor. Trata-se de uma “dívida” que temos para com todos os nossos irmãos e irmãs, e que nunca estará completamente saldada. As nossas comunidades cristãs, a exemplo da primitiva comunidade cristã de Jerusalém, são chamadas a ser comunidades fraternas, onde se evidenciam as marcas do amor. Os que estão de fora olham para nós e dizem que nós somos diferentes, somos uma mais valia para o mundo, porque amamos mais do que os outros? Quem contempla as nossas comunidades, descobre as marcas do amor, ou as marcas da insensibilidade, do egoísmo, do confronto, do ciúme, da inveja? Os que vêm de fora, os doentes, os necessitados, os débeis, os marginalizados são acolhidos nas nossas comunidades com solicitude e amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo do XXIII do Tempo Comum&lt;br /&gt;Ez 33,7-9; Sl 95 (94); Rm 13,8-10; Mt 18,15-20&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8493407663364838883?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8493407663364838883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8493407663364838883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/09/domingo-xxiii-do-tempo-comum.html' title='XXIII Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-3721717393516985119</id><published>2008-08-04T21:33:00.002+01:00</published><updated>2008-08-04T21:35:36.512+01:00</updated><title type='text'>XIX Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;10/Ago/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo fala-nos da proximidade de Deus, do modo como Ele se junta a nós para connosco percorrer os nossos caminhos. Revela-nos que a presença de Deus na nossa história se apreende pela fé, através dos sinais que a natureza e a vida nos oferecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura relata-nos o belo episódio da relação íntima entre o profeta Elias e Deus. O Senhor convida-o a aproximar-se dele, a esperar pela sua passagem e faz com que o profeta perceba que Deus se encontra na humildade, na simplicidade e na interioridade. Todos nós experimentamos a dificuldade de encontrar Deus, porque Ele não é evidente, nem o conseguimos detectar com os nossos sentidos externos. Este texto convida-nos a descobri-lo no silêncio, no recolhimento… Faz-nos entender que precisamos de fazer calar o excesso de ruído que nos envolve e interrogar a Palavra de Deus sobre a sua verdadeira identidade. É com o coração que captamos a presença de Deus. Estou consciente de que preciso de tempo para descobrir Deus? Procuro ler e perceber os sinais da vida e da história onde Deus se revela? Estou disposto/a a comprometer-me na transformação do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho apresenta-nos Jesus a caminhar com os seus discípulos. Convida-os a passar “à outra margem”, isto é, a entrar no banquete do Reino, onde lhes oferece o alimento que sacia a sua fome de vida e de felicidade. Este texto é-nos dirigido a nós, hoje, para que deixemos as seguranças das margens e nos lancemos com uma fé viva em Jesus no mar agitado da vida e do mundo, onde são muitas as adversidades e as oposições. Todos nós sabemos que seguir Jesus não é nada fácil e, com isso, nos expomos à irrisão dos não crentes ou dos crentes amorfos. Mas é preciso ter coragem, ser ousado na fé como Pedro, que caminhou sobre as águas ao encontro de Jesus. Como vivo a minha vida cristã? Prefiro ficar “seguro” na margem ou sou capaz de arriscar e caminhar sobre as águas, isto é, sobre o difícil e o inseguro, absolutamente confiado/a em Deus que nunca me deixa ir ao fundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A segunda leitura diz-nos que este Deus próximo nos revela, em Jesus, o seu rosto de bondade e de ternura e que tem uma proposta de salvação/libertação para nos oferecer. Paulo impressiona-nos com a manifestação dos seus sentimentos de tristeza e de dor contínua no coração face à obstinação de Israel. Apesar de todas as manifestações do amor de Deus, o povo eleito mantém a sua auto-suficiência e não aceita Jesus, o Filho de Deus enviado para revelar o projecto salvador de Deus. A resistência ao amor de Deus continua actual em muitos irmãos e irmãs, mesmo baptizados/as, que vivem instalados na sua auto-suficiência, sem qualquer abertura às manifestações da ternura de Deus. Como reajo eu diante desta postura? Sinto-me solidário destes irmãos e irmãs como Paulo? Faço tudo o que posso para lhes testemunhar o amor de Deus, através da minha vida e acção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo XIX do Tempo Comum: 1 Re 19,9.11-13; Sl 85 (84); Rm 9,1-5; Mt 14,22-33&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-3721717393516985119?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3721717393516985119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3721717393516985119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/08/xix-domingo-do-tempo-comum.html' title='XIX Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5786250632897872134</id><published>2008-07-31T18:12:00.001+01:00</published><updated>2008-07-31T18:14:27.996+01:00</updated><title type='text'>XVIII Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;3/Ago/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A palavra deste Domingo faz ressoar aos nossos ouvidos o convite de Deus para que nos sentemos à mesa, que Ele próprio nos prepara, e onde nos oferece gratuitamente o alimento que é capaz de saciar a nossa fome de vida, de perfeição, de imortalidade. Situando-nos no nosso hoje, ouvimos também ressoar o grito das crianças que morrem, diariamente, por não terem alimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o Senhor diz-nos que não é preciso ser rico para saciar a nossa fome e sede. Convida-nos a comprar, “sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite”. Trabalhamos exaustivamente para arranjar muito dinheiro, e gastamo-lo naquilo que não alimenta e não sacia, afirma o profeta. Compreendemos que o texto nos situa em dois níveis: o dos bens materiais e o dos bens espirituais. Como gasto os meus valores materiais e os bens do tempo, das forças e das oportunidades? Corro atrás de coisas falaciosas ou busco o essencial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Mateus narra uma das multiplicações dos cinco pães e dos dois peixes, para dar de comer a uma multidão faminta. E foi tal a abundância, que ainda encheram doze cestos com as sobras. É evidente que esta narrativa nos transpõe, em primeiro lugar, para um outro banquete, o da Eucaristia, onde Jesus Cristo é o alimento por excelência e onde todos podemos comer até ficar saciados, sem gastar dinheiro. Basta para tanto estarmos espiritualmente preparados. Mas, os que se alimentam do Corpo do Senhor e da sua Palavra estão também habitualmente predispostos a “dar de comer” aos estômagos vazios, partilhando com estes as suas vidas e os seus bens. No evangelho, é o próprio Jesus que ordena aos seus discípulos que dêem de comer às multidões. Todos sabemos que no globo há lugar para todos e que a natureza produz alimento para saciar todas as fomes físicas. Contudo, há, por um lado, uma injusta distribuição de bens e, por outro lado, uma exploração dos mais pobres e fracos, por parte dos mais ricos e fortes, acrescida do esbanjamento de muitos produtos, que deveriam ser distribuídos pelos que precisam. As férias estão à porta. Como vou gastar o meu tempo e o meu dinheiro? Estou consciente de que os bens que tenho me são dados por Deus para eu partilhar com os que os não têm?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na segunda leitura, Paulo exorta-nos a estabelecermos uma aliança de amor e de fidelidade com Jesus Cristo. Se assim fizermos, nada nem ninguém nos poderá separar do seu amor. E é, precisamente, este amor que conduz o cristão e a cristã a não se apegar, nem ao dinheiro, nem ao prestígio, nem ao comodismo, e a vencer toda e qualquer resistência, como a dor, o sofrimento, a perseguição, o medo, de modo a comprometer-se no serviço dos mais carenciados, partilhando com eles o que é e tem, sempre confiante na magnanimidade de Deus, que a todos sacia generosamente. Vivo de coração sereno, desprendido das coisas efémeras e totalmente confiado no amor de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo do XVIII do Tempo Comum: Is 55,1-3; Sl 145 (144); Rm 8,35.37-39; Mt 14,13-21&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5786250632897872134?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5786250632897872134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5786250632897872134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/07/xviii-domingo-do-tempo-comum.html' title='XVIII Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-257201227930234809</id><published>2008-07-21T15:58:00.001+01:00</published><updated>2008-07-21T16:02:30.976+01:00</updated><title type='text'>XVI Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;20/Jul/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo, toda ela está impregnada de sabedoria bíblica, coloca o assento no “ser”, bem ao contrário da sociedade contemporânea que é, fundamentalmente, caracterizada pela ânsia do ter, por isso se chama sociedade do consumo. Os actores bíblicos deste domingo escolhem o “melhor”, isto é, não o ter muitas coisas, mas aquilo que dá verdadeiro sentido ao seu ser. Diríamos que privilegiam o “ser” sobre o “ter”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura relata-nos o pedido que o rei Salomão faz a Deus. Ele teve possibilidade de pedir tudo ao Senhor. Contudo, o que pediu, foi um “coração inteligente para saber distinguir o bem do mal”, para bem governar o seu povo. Este pedido foi tão agradável a Deus, que lhe prometeu dar um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes dele nem haverá depois dele. Não há nenhum crente que não peça muitas coisas a Deus. Mas será que sabemos pedir? Talvez insistamos mais nos bens materiais, na saúde, no êxito... e não ponhamos em primeiro lugar o pedido da sabedoria, pois é ela que governa toda a nossa vida! O que peço eu, habitualmente, na minha oração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No evangelho, Jesus narra três breves parábolas do Reino. Nas duas primeiras, trata-se de um homem que fez um bom discernimento ao trocar tudo o que tinha para comprar o campo ou a pérola, porque no campo havia um tesouro escondido e, a pérola era preciosa. É evidente que estas imagens exprimem o Reino de Deus e a sua busca pela nossa parte. O cristão e a cristã, que têm um coração sábio e esclarecido, como o que o Senhor deu ao rei Salomão, sabem orientar a sua vida pelos valores evangélicos. Entre mil e uma coisa que têm a fazer, entre mil e um bem material que podem adquirir, sabem distinguir, pela acção do Espírito Santo, aquilo que lhes dá maior felicidade. Sabem hierarquizar os valores e são capazes de escolher. Então, optam por Jesus e pelo seu seguimento, e conseguem, por exemplo, renunciar a um prazer imediato para usufruir de um bem durável. Dão o primeiro lugar à oração de louvor e acção de graças, não deixando também de pedir os bens de que precisam. Guardam o domingo como o grande dia da oração comunitária, da família, do convívio e da caridade. Participam na Eucaristia, porque sabem que é a grande festa da comunidade cristã. Procuram, em primeiro lugar, Deus e a santidade, porque sabem que o resto lhes será dado pelo Pai que vela por eles. Para isso, é preciso pensar e decidir, saber optar. Como organizo a minha vida e o meu tempo? Sei distinguir o que é essencial do acessório? Dou a Deus o lugar que lhe cabe na minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A segunda leitura diz-nos que nada temos a temer, porque Deus sabe bem o que é melhor para nós; se amamos a Deus, sabemos que tudo o que nos acontece concorre para o nosso bem.  Por isso, se vivermos com Jesus, como filhos do Reino, nada nos faltará, porque somos felizes a partir do nosso interior. Invisto no esforço de me assemelhar a Jesus, vivendo o discipulado, e tenho consciência de que, quanto ao resto, nada me faltará?&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1 Re 3,5.7-12; Sl 119 (118); Rm 8,28-30; Mt 13,44-52&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-257201227930234809?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/257201227930234809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/257201227930234809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/07/xvi-domingo-do-tempo-comum.html' title='XVI Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-6288644461872178506</id><published>2008-07-19T15:59:00.001+01:00</published><updated>2008-07-21T16:01:54.714+01:00</updated><title type='text'>XV Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;13/Jul/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo põe diante dos nossos olhos a importância da Palavra de Deus nas nossas vidas, e incita-nos a preparar o terreno do nosso coração para a receber frutuosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura fala-nos da fecundidade da Palavra de Deus. Assemelha-a à chuva e à neve que caiem do céu e que não voltam para lá sem terem produzido o seu fruto. Assim, a Palavra que vem de Deus e que cai nos nossos corações não volta para Deus sem ter produzido os seus frutos. Ela é eficaz, porque nos indica caminhos de felicidade, de alegria e de vida verdadeira; revela-nos os projectos de Deus para cada um de nós e para o mundo e leva-nos a comprometer-nos com a transformação da sociedade. Porém, a palavra nem sempre actua de acordo com os nossos critérios e prazos, que, muitas vezes, são mesquinhos e egoístas. Tenho eu paciência para esperar a acção da Palavra em mim e no mundo, ao ritmo de Deus? Acredito na sua eficácia, embora ela actue dentro de prazos, que não são os da minha imediatez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho propõe-nos uma reflexão sobre o modo como acolhemos a Palavra. Jesus contou e explicou a parábola da semente, que assemelhou à Palavra de Deus, isto é, a todo o conjunto de mensagens divinas que nos vêm do texto bíblico e da Igreja e que se destinam a ensinar-nos a viver a nossa vida pessoal, familiar e social, de modo a encontrarmos a verdadeira felicidade e a construirmos o Reino de Deus, desde já. As estatísticas dizem-nos que poucos cristãos lêem a Palavra de Deus e, daqueles que a escutam, poucos a põem em prática. Será que ainda não percebi a importância da Palavra de Deus para me construir como filho e filha de Deus e como agente transformador da sociedade? Será que não vislumbro os muitos “espinhos” e o “terreno calcado e rochoso” em que vivo? Sem profundidade, arrisco-me a mergulhar no sem sentido, no absurdo da vida, no oportunismo, e a cair em toda a espécie de vícios que me corrompem a mim e à sociedade. Será isto que quero para mim e para os meus vindouros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta a solidariedade existente entre o ser humano e o resto da criação. Na sequência do tema das outras duas leituras, podemos entender que só a Palavra de Deus nos fornece os critérios para que possamos viver “segundo o Espírito”, de modo a construir “o novo céu e a nova terra”, onde viveremos plenamente como filhos e filhas de Deus. Contudo, dada a estreita relação entre nós e o resto da criação, as minhas opções de vida afectam, para o bem ou para o mal, os meus irmãos e irmãs e o resto do mundo. Tenho consciência disto? Estou ciente de que o futuro ideal, a que aspiro, é começado a construir desde já, na medida em que me disponho a viver “segundo o Espírito”, escutando a Palavra e pondo-a em prática? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XV Domingo: Is 55, 10-11; Sl 65 (64); Rm 8,18-23; Mt 13,1-23&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-6288644461872178506?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6288644461872178506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6288644461872178506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/07/xv-domingo-do-tempo-comum.html' title='XV Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7026551330771963255</id><published>2008-07-01T22:36:00.001+01:00</published><updated>2008-07-01T22:38:40.438+01:00</updated><title type='text'>XIV Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;6/Jul/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo sublinha a importância da simplicidade e da humildade na caminhada cristã e no seguimento de Jesus Cristo. No reino de Deus é o amor, a justiça e a paz que vencem e não a as armas e a violência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura dá-nos a sensação de que foi escrita, exactamente, para o tempo em que vivemos. Jerusalém encontra-se inundada de armas de guerra e os seus habitantes respiram ódio e violência uns face aos outros. O profeta, porém, tem um bom anúncio a fazer, tem uma chave para acabar com esta situação. O Rei de Israel vai chegar, simples e humilde. Entrará na cidade montado numa pequena jumenta. Ele vem destruir todo o arsenal de guerra e restabelecer a paz. No nosso tempo, o Rei de Israel, Jesus Cristo, já chegou há mais de dois mil anos. Veio anunciar a paz e ensinar às pessoas o caminho para a construir. Contudo, as pessoas continuam a proceder como nos tempos primitivos, agredindo-se e matando-se umas às outras, sem respeito algum pela dignidade do ser humano. Diante de situações conflituosas, no meu ambiente, como reajo? Procuro ser pacificador/a, construtor/a de paz, ou exalto-me, tornando o ambiente ainda mais tenso e agitado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Jesus faz uma oração ao Pai, exultante de alegria, precisamente porque Ele se apraz em conceder a sua sabedoria aos humildes ou pequenos, que em linguagem evangélica significa a mesma realidade. O próprio Jesus viveu em permanente atitude de humildade e, por isso, tinha maior autoridade para proclamar esta virtude como indispensável para qualquer tipo de crescimento humano e espiritual. Ele identifica-se com o rei justo e salvador, descrito na primeira leitura, que vem ao nosso encontro, para anunciar a paz até aos confins da terra, e diz que é manso e humilde de coração. “Manso” e “humilde” são atitudes que caracterizam os que entram a fazer parte do reino de Deus, aqueles para quem as verdadeiras riquezas são os tesouros deste reino. Sinto-me membro do reino de Deus? Como se manifesta, no quotidiano, esta minha pertença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na segunda leitura, Paulo é peremptório: “Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis”. É que só a vida no Espírito produz paz, concórdia, harmonia, bom entendimento, perdão, fraternidade. Só a acção do Espírito potencia a criação da civilização do amor contra a do ódio e da violência que continua a devastar o nosso planeta e a nossa sociedade. Quem nos poderá dar a paz? Quem poderá aliviar a tensão das nossas vidas? Quem nos poderá descomprimir de tanta ansiedade que nos habita? Quem poderá dar às pessoas a serenidade de que carecem e a certeza de que para serem felizes basta terem um coração manso e humilde? Procuro, em Deus e na oração a resposta para estas questões? Sou habitualmente uma pessoa pacífica e pacificadora? É que só por aqui entra o reino de Deus, onde eu me insiro e com o qual me comprometi no dia do meu baptismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo XIV do Tempo Comum: Zac 9, 9-10; Sl 145 (144); Rm 8, 9.11-13; Mt 11, 25-30&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7026551330771963255?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7026551330771963255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7026551330771963255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/07/xiv-domingo-do-tempo-comum.html' title='XIV Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-3365659139184023079</id><published>2008-06-24T17:40:00.001+01:00</published><updated>2008-06-24T17:41:53.394+01:00</updated><title type='text'>Solenidade de S Pedro e S Paulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;29/Jun/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras fundamentais na Igreja e a apreciar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo, até ao ponto de darem o seu sangue por Ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho convida os discípulos de Jesus, de ontem e de hoje, a confessarem a sua fé nele. Quem é Jesus para nós? Como o vivemos e testemunhamos aos que não acreditam nele? Pedro, tomando a palavra em nome de todos, confessou que Jesus era o Messias, o Filho de Deus vivo. E nós, quem dizemos que é Jesus?” É uma pergunta que deve, frequentemente, ressoar aos nossos ouvidos e ao nosso coração. Para responder a esta questão não servem tanto os conceitos que aprendemos na catequese ou que lemos nos livros de teologia, mas antes perceber o que nos diz o nosso coração. Que lugar ocupa Jesus na minha existência? Para responder a esta questão devo pensar no significado que Cristo tem na minha vida, na atenção que dou às suas inspirações e recomendações, na importância que os valores que Ele propõe assumem nas minhas opções quotidianas, no esforço que faço para caminhar no seu seguimento. Foi da adesão a Cristo que nasceu a Igreja, convocada e organizada à volta de Pedro. É do acolhimento que cada um de nós faz de Jesus que a Igreja cresce e se desenvolve. Que lugar ocupa Jesus na minha experiência de caminhada em Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura mostra-nos como Pedro foi milagrosamente liberto das cadeias que o detinham na prisão, graças à oração que a comunidade dos fiéis fazia por ele. Nesta acção libertadora de Deus se revela a sua solicitude para com a sua Igreja, representada aqui por Pedro, assim como por todos os discípulos de Jesus. A história de Pedro, que hoje nos é proposta, assegura-nos que, nos momentos de perseguição e de oposição, Deus não nos abandona. Ao contrário, Ele vem sempre ao nosso encontro com a sua presença reconfortante e libertadora, dando-nos a coragem para continuarmos a nossa missão e para darmos testemunho dos valores do Reino. O cristão não tem medo porque sabe que Deus está com ele e que, por isso, nenhum mal lhe acontecerá. Como reajo eu diante das injustiças e das oposições que me fazem quando actuo na minha qualidade de discípulo/a de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta o “testamento” de Paulo. O Apóstolo recorda a sua resposta generosa ao chamamento que Jesus lhe fez e o seu compromisso total com o Evangelho. Olhando para o seu exemplo, ficamos deslumbrados com o modo como o conhecimento de Cristo foi determinante na sua vida e como ele se identificou totalmente com Ele. Sem nunca hesitar, anunciou o Evangelho cheio de convicção e de entusiasmo e, no meio das mais violentas perseguições e calúnias, nunca se calou, porque a força do anúncio de Cristo o impelia e a palavra do Senhor não podia estar presa. Diante desta figura magna do cristianismo, como reajo eu? Sinto-me audaz, corajoso/a para anunciar o Evangelho de Jesus no ambiente adverso em que vivo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Solenidade de S. Pedro e S. Paulo: Act 12,1-11; Sl 34 (33); 2 Tm 4, 6-8.17-18; Mt 16, 13-19&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-3365659139184023079?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3365659139184023079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3365659139184023079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/06/solenidade-de-s-pedro-e-s-paulo.html' title='Solenidade de S Pedro e S Paulo'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-232968115525314433</id><published>2008-06-17T18:56:00.000+01:00</published><updated>2008-06-17T18:57:35.594+01:00</updated><title type='text'>XII Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;22/Jun/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo ajuda-nos a tomar consciência de que as dificuldades e as perseguições estão sempre do lado daqueles que intentam viver como discípulos/as do Senhor. E assegura-nos que Deus está do lado dos que sofrem por causa do Evangelho e que cuida de cada um com desvelo e solicitude paterna/materna. O cristão e a cristã não devem ter medo, não porque sejam mais corajosos e destemidos que os outros, mas porque a sua segurança está em Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Mateus dirige-se à sua comunidade, em tempo de perseguição, por causa do Evangelho. Há muitas vozes que se levantam contra os discípulos de Jesus, e é preciso ter coragem para dar um testemunho iniludível da fé cristã. É preciso proclamar bem alto, por palavras e com a vida, o que o Senhor viveu e ensinou, dizê-lo às claras, dizê-lo “à luz do dia”. Mas há muita gente que não suporta a Verdade, sobretudo quando esta incomoda e obriga a mudar o modo de pensar e de viver. O que é incómodo rejeita-se, naturalmente. Jesus, porém, insiste em que não devemos temer aqueles que apenas nos podem matar o corpo, real ou simbolicamente. É mais importante temer a falta de coerência e a cobardia, quando as coisas se tornam difíceis para o testemunho evangélico. “Não temais”, adverte-nos Jesus, quando nos perseguirem e rejeitarem por causa dele, porque o Pai nos protege sempre. Ele até sabe quantos cabelos temos na nossa cabeça, isto é, Ele conhece o nosso íntimo, sabe tudo sobre nós. Porque temer? Vivo, habitualmente, a minha vida cristã na confiança e no abandono a Deus, ou estou sempre receoso/a sobre o que pensam e dizem de mim, com medo das consequências do meu ser e agir cristão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Jeremias queixa-se da perseguição que sofre por parte dos seus conterrâneos. O povo de Israel multiplicou as infidelidades a Deus e, por isso, vai ser abandonado a si mesmo e vai sofrer os terrores do cativeiro. Jeremias denuncia esta situação e convida o povo à mudança de vida. Torna-se incómodo. Perseguem-no e acabam por matá-lo, acusado de traição à pátria. O profeta, porém, não se intimida face à dificuldade da sua missão, porque sabe que o Senhor está consigo, “como herói poderoso” e que os seus perseguidores acabarão por ser vencidos. Porque temer diante do perseguidor e da morte? Tenho a coragem de dar claro testemunho de Cristo? As críticas injustas e a solidão a que me votam, alguma vez me impediram de cumprir a missão que o nosso Deus me confiou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo afirma que Jesus venceu o pecado e a própria morte, entregando a sua própria vida e, por Ele, a graça de Deus foi concedida em abundância a todas as pessoas. Jesus mostra-nos, então, que fazer da nossa vida um dom a Deus e às pessoas não é um caminho de fracasso, mas de libertação, um caminho que traz a este mundo dinamismos de vida nova, de vida autêntica, de vida definitiva. É urgente o testemunho cristão, mesmo entre os que se dizem cristãos, mas vivem como se não fossem. Eu estou disposto a arriscar, a fazer da minha vida um dom, para que a vida plena atinja e liberte os meus irmãos e irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo do XII do Tempo Comum: Jr 20,10-13; Sl 69 (68); Rm 5,12-15; Mt 10,26-33&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-232968115525314433?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/232968115525314433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/232968115525314433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/06/xii-domingo-do-tempo-comum.html' title='XII Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1473691071206036431</id><published>2008-06-10T22:30:00.000+01:00</published><updated>2008-06-10T22:32:12.904+01:00</updated><title type='text'>XI Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;15/Jun/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo dá-nos a conhecer a ternura de Deus para com o seu Povo, que Ele quer cuidar e salvar. E fá-lo de tal modo que, na palavra escrita, se revela o amor divino com entranhas de compaixão, o que muito o aproxima do modelo materno. A tradição bíblica e cristã diz-nos que o amor de Deus e, portanto, o de Jesus, é um amor caracterizado, particularmente, pelos atributos do amor materno. “Deus é Pai e Mãe”, afirmava João Paulo I.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Mateus apresenta-nos Jesus cheio de enternecimento e preocupação, porque o povo de Israel, a quem foi enviado, andava exausto e alquebrado, como “ovelhas sem pastor”, porque era grande a “seara”, isto é, o número de pessoas a evangelizar e poucos os que se dispunham a trabalhar ao jeito dele nesta seara. Mas, não tinha Deus enviado tantos profetas a Israel, antes de Jesus? Não existiam tantos doutores da Lei que ensinavam, tantos fariseus, peritos na prática escrupulosa desta Lei, e tantos sacerdotes, que, continuamente, ofereciam orações e sacrifícios no templo? Apesar disto, Jesus constata que o povo não está satisfeito, robustecido, alimentado, porque lhe falta uma outra atenção: a do cuidado prodigalizado por Jesus, repassado de entranhas maternas como as de seu Pai/Mãe. A mãe é a alavanca da família! Tudo faz gratuitamente e com muita ternura. Não contabiliza as horas de trabalho, de dedicação, de falta de descanso, de doação, sempre que é preciso estar e cuidar. É assim o amor de Deus e o de Jesus. É este o meu jeito de me dar no serviço à comunidade humana e cristã? Face às pessoas de hoje que andam abatidas, estafadas, mal-humoradas, descontentes, infelizes, sou uma gota de bálsamo e desperto nelas a coragem e a confiança na vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura conta-nos, em linguagem materna, como Deus transportou “sobre asas de águia” o povo que padecia e se lastimava no Egipto, sob a opressão do faraó. Deus como que o carregou ao colo e, qual mãe carinhosa, fez dele um povo santo, um povo especial, estabelecendo com ele uma aliança de amor. É esta recordação que Jesus evoca. É este gesto materno que Ele quer repetir com os seus contemporâneos. É este movimento que Jesus pretende imprimir nos seus discípulos e discípulas, de ontem e de hoje. Já aprendi este jeito de amar de Jesus? Como o manifesto no meu dia-a-dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura insiste em que Deus nos deu uma grande prova de amor gratuito, ao entregar o seu Filho à morte, apesar de sermos pecadores. Éramos seus inimigos, e Ele reconciliou-nos consigo pela morte de Jesus. Este é efectivamente o maior certificado do seu amor: como a mãe que, da sua vida, dá vida ao ser que cresce no seu seio, sem perder a sua própria vida, assim Deus, pelo seu Filho, nos dá a sua vida, sem se esvaziar, tornando-nos, deste modo, seus amigos, isto é, reconciliados consigo. Já experimentei em mim mesmo as entranhas do amor materno de Deus, amor que Jesus viveu e testemunhou junto do seu povo? Sou também capaz de me enternecer diante dos irmãos e irmãs, que andam cansados e desiludidos da vida, e de ser generoso/a para lhes dar de graça, a graça da vida que, incansavelmente, recebo de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo do XI do T. C.: Ex 19,2-6a; Sl 100 (99); Rm 5,6-11; Mt 9,36-10,8&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1473691071206036431?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1473691071206036431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1473691071206036431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/06/xi-domingo-do-tempo-comum.html' title='XI Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4373244424454838352</id><published>2008-06-05T19:21:00.001+01:00</published><updated>2008-06-05T19:23:22.091+01:00</updated><title type='text'>X Domingo do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;8/Jun/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo encontra-se repassada da ideia de “misericórdia”. A misericórdia é um dos maiores atributos do nosso Deus: “Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos”. Isto significa que, para o nosso Deus, conta mais uma adesão interior do coração ao seu chamamento e à sua proposta de salvação, do que os actos exteriores de culto ou os muitos sacrifícios que lhe possamos oferecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Oseias denuncia a falta de sinceridade da sua comunidade, cujo amor a Deus era superficial, “como o orvalho da madrugada que se evapora”. Os seus actos de culto não significavam nada para Deus, porque não se traduziam em abertura de coração à aliança com Ele e em verdadeiro amor ao próximo. Como vivo eu a minha relação a Deus? Repetindo rotineiramente orações e gestos, ou aderindo interiormente à vontade de Deus e concretizando esta adesão em obras a favor os irmãos e irmãs, como gestos de ternura e de misericórdia que os levem a visualizar o amor de Deus espelhado no meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho relata-nos o escândalo dos fariseus face a Jesus, porque Ele come com os pecadores e os publicanos, em casa de Mateus. O texto apresenta-nos este antagonismo de concepções relativamente ao mesmo Deus, por parte de Jesus e por parte dos seus adversários. Jesus insiste em que é preciso conhecer Deus e recorda-lhes também a sua missão: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes”. Porque Jesus veio chamar os que são e se reconhecem pecadores e não os que se auto-designam justos. Os fariseus ficam muito incomodados face à atitude misericordiosa de Jesus para com os pecadores, porque se consideram judeus de primeira. E eu, também faço clivagens relativamente às pessoas que Deus chama e que lhe respondem fielmente? Considero-me cristão de primeira? Desprezo os outros a quem Deus também chama, sem fazer acepção, independentemente da sua situação anterior de pecado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos o projecto de Deus. Diante da miséria dos homens e das mulheres que Ele criou com tanto amor, decide refazer a sua criação, chamando um homem e uma mulher sem vigor e com fraca vitalidade, Abraão e Sara, para darem início a um novo povo. E este casal acreditou na misericórdia de Deus, o que os fortaleceu na fé. É a misericórdia de Deus que actua, sempre que é necessário consertar o mal, mudando-o em graça e perdão. Como reajo ao bem que vai surgindo nas pessoas e nas instituições, sobretudo quando ele sai de quem considero inferior a mim? Alegro-me ou escandalizo-me como se isso fosse uma ameaça para mim? Quanto farisaísmo há dentro de cada um de nós! E como é urgente conhecermos o nosso Deus e nos deixarmos impregnar pela sua misericórdia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;X Domingo do Tempo Comum: Os 6,3-6; Sl 49 (50); Rm 4,18-25; Mt 9,9-13&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4373244424454838352?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4373244424454838352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4373244424454838352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/06/x-domingo-do-tempo-comum.html' title='X Domingo do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5303391693086738320</id><published>2008-05-23T00:32:00.001+01:00</published><updated>2008-05-23T00:33:43.723+01:00</updated><title type='text'>VIII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;25/Mai/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo convida-nos a colocar toda a nossa confiança em Deus, que cuida de nós, e a viver um dia de cada vez. Se assim fizermos viveremos em paz, sem sobressaltos nem ansiedades, porque Deus Providente provisiona as nossas necessidades e aspirações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura, num brevíssimo texto, utiliza a imagem do amor materno para nos falar do amor de Deus. Por vezes queixamo-nos de que Deus se esquece de nós e nos abandona. Porém, pergunta o profeta, falando em nome de Deus: “Poderá a mulher esquecer a criança que amamenta e não ter compaixão do filho das suas entranhas?” É evidente que não, segundo a lei natural. Mas ainda que a mãe esqueça o seu filho e o maltrate, Deus nunca nos esquecerá. Deus, fonte e origem de todo o amor, que se espelha no coração da mãe e do pai, mantém na existência a obra das suas mãos, a sua criação, com especial atenção aos seus filhos e filhas. É esta confiança em Deus Pai/Mãe, que leva o salmista a exclamar: “Só em Deus descansa, ó minha alma”. Quem é Deus para mim? Olho-o como um Pai/Mãe extremoso que me cuida, e no qual eu posso confiar totalmente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O evangelho proclama, com insistência, a fé na Providência de Deus e a confiança na protecção divina. Jesus recrimina os seus ouvintes por se preocuparem demasiado com as necessidades materiais, que só poderão ser satisfeitas com o dinheiro. A sociedade actual enfatiza o consumo de bens materiais, fazendo deles o seu deus. Daí uma preocupação exagerada pelo que produz riqueza, sacrificando os bens espirituais que tão preciosos deveriam ser à pessoa humana, porque a vida vale mais que o alimento e o vestuário. Como consequência, a pessoa contemporânea vive em stress, em angústia, em infelicidade, sem paz interior. Todavia, o evangelho diz-nos que se Deus cuida das ervas, das flores e dos pássaros que criou, quanto mais não cuidará de nós, que somos suas filhas e filhos queridos? E convida-nos a procurar, em primeiro lugar, a construção do Reino, pela prática da verdade, da justiça, da caridade… e o resto Deus no-lo dará em abundância. Qual é a minha preocupação dominante? Creio-me protegida/o por Deus, envolvida/o pela sua Providência? Vivo um dia de cada vez, ou alieno-me do presente para ruminar o passado ou preocupar-me com o futuro?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A segunda leitura dá-nos conta das contendas existentes na comunidade de Corinto e adverte-nos de que como administradores dos bens que Deus nos confia, havemos de ser fiéis e abster-nos de rivalidades e intrigas. Paulo, também alvo das críticas dos coríntios, afirma que só Deus é verdadeiro juiz e exorta-nos a que não julguemos ninguém, nem a nós próprios. Só Deus nos conhece profundamente e, por isso, só Ele pode iluminar o que está oculto e manifestar os desígnios dos corações, porque conhece as intenções de cada um. A comunidade a que pertenço vive do amor e da confiança em Deus ou é também assolada por divisões e contendas? Qual o meu papel diante destas situações? Sou parte do problema ou procuro estabelecer a paz e a concórdia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII Domingo Comum&lt;br /&gt;Is 49,14-15; Sl 62 (61); 1 Cor 4,1-5; Mt 6,24-34&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5303391693086738320?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5303391693086738320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5303391693086738320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/05/viii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='VIII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5245312676516203937</id><published>2008-05-09T15:00:00.001+01:00</published><updated>2008-05-09T15:02:35.682+01:00</updated><title type='text'>Santíssima Trindade (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;18/Mai/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; A solenidade que hoje celebramos abre, na Liturgia Cristã, o Tempo Comum, como que a lembrar-nos que toda a nossa vida dimana de Deus Trindade e para Ele se encaminha. Ele é a origem e o fim de todo o nosso ser e existir. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo, afirmando-se, deste modo, a unidade da Santíssima Trindade. Para vincar esta unidade, a Tradição da Igreja elaborou o termo “pessoa”, distinguindo-o de “natureza”. Assim, a Trindade define-se por ser três pessoas iguais e distintas numa só natureza. Cada uma das pessoas é constituída pela relação específica que a une às outras. Mas as pessoas inscrevem-se na unidade da mesma natureza divina e não a multiplicam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na primeira leitura, o Deus da comunhão e da aliança, determinado em estabelecer laços familiares com o ser humano, apresenta-se a si mesmo: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia. Em razão do seu amor e da sua ternura, ninguém tem receio de se aproximar deste Deus, porque acima de tudo, Ele tem um coração paternal e maternal, estando sempre disposto a amar e a perdoar. Nós, seres humanos, somos chamados a participar no mistério trinitário de Deus, que se revela desde todos os tempos e, de forma total, em Jesus, ao mesmo tempo, como o Deus mais próximo e o mais transcendente, relativamente à pessoa humana. Para penetrarmos no mistério de Deus precisamos de estabelecer com Ele uma relação de intimidade. Procuro no meu dia-a-dia, pela oração, escutar a Palavra e dialogar com Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na segunda leitura, Paulo expressa, através da fórmula litúrgica: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”, a realidade de um Deus que é comunhão, que é família, e que pretende atrair todos os homens e mulheres para esta dinâmica de amor. No início de cada celebração litúrgica somos saudados com esta fórmula de Paulo dirigida aos Coríntios. De facto, é a presença da Trindade que constitui a comunidade cristã. Ela é a fonte da comunhão e a origem do amor mútuo, da paz e da alegria fraterna. Pelo baptismo entrámos nesta comunidade do amor trinitário. As minhas relações com os irmãos e irmãs reflectem este amor que é o timbre da família de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     No evangelho, João convida-nos a contemplar um Deus cujo amor por nós é tão grande e tão maravilhoso, que o levou a enviar ao mundo o seu Filho único, a fim de que ninguém se perca, mas todos se salvem. E Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de nos oferecer a vida definitiva, começada aqui e plenificada no além, na parusia. Nesta assombrosa história de amor plasma-se a grandeza do coração do nosso Deus! Deus quer comunicar connosco, isto é, dar-se a nós e fazer-se conhecer, porque, em si mesmo, Ele é comunhão e dom: é amor. O seu projecto é introduzir-nos na sua própria vida de comunhão, porque é só pelo amor que nos realizamos totalmente como pessoas humanas. É nisto que consiste a salvação. Tenho consciência de que é só pelo amor que me realizo e alcanço a salvação?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Santíssima Trindade&lt;br /&gt;Ex 34, 4b-6.8-9; Dn 3,52-56; 2 Cor 13,11-13; Jo 13,16-18 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5245312676516203937?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5245312676516203937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5245312676516203937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/05/santssima-trindade.html' title='Santíssima Trindade (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4653325272781490691</id><published>2008-05-07T22:37:00.003+01:00</published><updated>2008-05-09T15:02:13.960+01:00</updated><title type='text'>Domingo de Pentecostes (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;11/Mai/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Celebramos a solenidade do Espírito Santo, exactamente 50 dias após a Páscoa e, por isso, se chama também domingo de “Pentecostes”. Esta festa fazia já parte do calendário judaico, e era celebrada como festa da ceifa do trigo, tornando-se mais tarde a festa da Lei. Nós celebramos o dom do Espírito Santo que dá vida, transforma, constrói a nova comunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     No evangelho, João apresenta-nos Jesus ressuscitado no meio dos seus discípulos a desejar-lhes a paz: “A paz esteja convosco” e, logo de seguida, comunica-lhes o Espírito Santo, dizendo: “Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos”. É pelo perdão dado e recebido que alcançamos a paz. O Senhor Jesus deixa no meio do seu Povo mais um sinal do seu amor: o dom da reconciliação, que é também um fruto do Espírito Santo. Só pela perdão e reconciliação a nova criação, inaugurada com a ressurreição do Senhor, pode ser projectada até à última vinda de Cristo, sem se destruir nem anular. O mundo em que vivemos é um vulcão de ódios e de antagonismos. A nível de conflitos entre povos, nações e religiões, e também entre grupos sociais e familiares. A minha forma habitual de estar entre as pessoas é construtora de paz ou de divisão? Tendencialmente sei perdoar e aceito o perdão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na primeira leitura, Lucas relata-nos o facto maravilhoso da descida do Espírito Santo sobre a comunidade reunida em oração. Nesse dia, os discípulos do Senhor, em número de cerca de 120 pessoas, homens e mulheres, estavam reunidos no mesmo lugar, quando, no meio de um turbilhão, viram aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas. Esta manifestação de Deus, ou teofania, através do vento e das línguas de fogo, evoca o poder de Deus, comunicando aos discípulos do Senhor o dom de falar uma linguagem nova, que todos serão capazes de entender, e prefigura a universalidade da mensagem cristã. E, por esta razão, a festa do Pentecostes proclama a nova lei do Espírito, a do Amor, no novo Povo de Deus. A igreja, de que faço parte, é este espaço de comunhão, de liberdade e de fraternidade? Sou capaz de acolher a todos sem distinção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na segunda leitura Paulo afirma que a linguagem do amor, aquela que provém do Espírito Santo, seja ela falada, escrita ou gestual, é uma linguagem entendida por todos, qualquer que seja a sua língua e cultura. É a linguagem que une as pessoas, diferentes em dons e carismas, na unidade de um só Corpo, o de Cristo, porque é o mesmo Espírito que distribui os seus multiformes dons, em ordem ao bem comum. Porém, cada um de nós, que gosta de ser original, tem dificuldade em aceitar o outro ou a outra na sua diferença, ainda que esta seja uma mais valia para a comunidade humana ou cristã. Persevero na oração e na escuta da Palavra, para que o Espírito Santo se manifeste em mim como dom da aceitação mútua e do amor fraterno, refazendo em nós a unidade no meio da diversidade? Sinto-me a ser parte integrante da minha comunidade cristã e a tomar parte nas suas decisões?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domingo de Pentecostes&lt;br /&gt;Act 2,1-11; Sl 104 (103); 1 Cor 12,3b-7.12-13; Jo 20,19-23&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4653325272781490691?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4653325272781490691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4653325272781490691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/05/domingo-de-pentecostes.html' title='Domingo de Pentecostes (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4520248280130722075</id><published>2008-05-04T22:17:00.000+01:00</published><updated>2008-04-28T22:18:03.646+01:00</updated><title type='text'>Ascensão do Senhor (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Liturgia da Ascensão do Senhor, que hoje celebramos, revela-nos com clareza que nos aguarda uma vida definitiva, de comunhão com Deus, depois da caminhada deste mundo, em amor e entrega incondicional aos outros, como fez Jesus. Revela-nos, ainda, que Jesus é, doravante, a autoridade máxima do novo povo, que está a nascer da sua Páscoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho fala-nos do último encontro de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, no cimo de um monte da Galileia. Aí, a comunidade dos discípulos, depois de o reconhecer como Senhor e de adorar, recebe a missão de continuar no mundo a sua acção, isto é, a construção do Reino de Deus. Esta missão orienta-se a todo o discípulo e discípula do Senhor, nomeadamente a tarefa de evangelizar, catequizar, levar ao aprofundamento da fé e iniciar na oração, a qual incumbe a todo o cristão e cristã, sem distinção de sexo, ou de condição eclesial. Esta missão pertence-lhes por direito próprio, direito que lhes conferido por Jesus, que tem todo o poder no céu e na terra. Evidentemente, que esta tarefa é sempre exercida em comunhão com o ministério ordenado, uma vez que é a ele que está confiada a missão de fazer a unidade e de ordenar os carismas do povo de Deus. Sinto o dever de anunciar o evangelho de Jesus? Preocupo-me em conhecer bem os seus ensinamentos, em os aplicar à minha vida e em transmiti-los aos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura repete a mensagem do evangelho. Recorda-nos que Jesus, ao partir, nos deixou o seu Espírito Santo, para nos lembrar tudo quanto Ele disse e fez e, sobretudo, o modo como conviveu com os seus discípulos, distribuindo tarefas e sendo o elo de comunhão entre todos, como quem serve e não como dono, apesar de o Pai lhe ter dado todo o poder. Repensemos o nosso modo de ser e de estar na Igreja, comunidade onde Jesus detém o máximo poder. Costumo colocar-me sob a acção do Espírito Santo, dispondo-me a assumir o mandato de aprender e de ensinar tudo o que Jesus me mandou, e de o fazer em verdadeiro espírito de serviço e em comunhão fraterna? Sou discípulo/a comprometido/a na transformação da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura sugere-nos que, apesar de Jesus não poder ser visto senão pelos olhos do nosso coração, Ele continua a ter poder sobre o seu povo e sobre cada discípulo/a. É a Ele que devemos a obediência máxima. É dele que devemos escutar o mandato “ide”. Por isso, tanto os “pastores ordenados” como os “pastores leigos/as”, se devem colocar à escuta do seu Senhor e, em comunhão, discernirem os caminhos mais adequados para a missão, traçarem objectivos, elaborarem projectos e distribuírem tarefas, de acordo com as competências específicas e os carismas próprios. O mandato do Senhor ainda está por cumprir, porque nós retardamos a comunhão, pela dificuldade que temos no agir em comum. Vivo eu em comunhão total com o Senhor e em solidariedade incondicional com os membros do mesmo “corpo”, que é a Igreja? Que faço para construir a comunhão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras da Ascensão do Senhor&lt;br /&gt;Act 1,1-11; Sl 47 (46); Ef 1,17-23; Mt 28,16-20&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4520248280130722075?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4520248280130722075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4520248280130722075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/05/ascenso-do-senhor.html' title='Ascensão do Senhor (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7435943988572375262</id><published>2008-04-27T20:29:00.000+01:00</published><updated>2008-04-23T20:31:55.639+01:00</updated><title type='text'>Domingo VI da Páscoa (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da Palavra deste domingo revela-nos que Deus quer abrir os nossos espíritos para compreendermos a condição para nos tornarmos discípulo/a de Jesus, isto é, diz-nos que é necessário conhecer e interiorizar tudo quanto Ele nos ensina e pô-lo em prática, no nosso quotidiano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, João apresenta-nos Jesus a preparar os discípulos para a sua partida definitiva deste mundo, ou seja, para o fim da sua carreira terrestre. Ele vai para o seio do Pai como nosso intercessor. Vai pedir-lhe que nos envie outro Defensor e Consolador - o Espírito Santo, a terceira pessoa da SS.ma Trindade, designada pelo Amor personalizado que une o Pai e o Filho. O Espírito Santo é o grande agente da evangelização, isto é, dinamiza toda a actividade dos discípulos de Jesus, de modo a que ela frutifique e cresça o número daqueles e daquelas que aderem ao Senhor. A vinda do Espírito Santo, que a comunidade cristã celebra daqui a duas semanas, no Pentecostes, é tão importante que é o próprio Jesus quem a prepara junto dos seus amigos. Estou disponível para me deixar iluminar e fortalecer pelo Espírito, esse Consolador que me é dado? Quero tomar decisões sérias e duradouras relativamente ao meu ser discípulo/a de Jesus na Igreja e no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura narra-nos um evento das primitivas comunidades cristãs. Por intermédio do diácono Filipe, que estava a evangelizar na Samaria, o Senhor realizava muitas conversões e prodígios, de tal modo que isto chegou aos ouvidos da comunidade de Jerusalém. Então, Pedro e João deslocam-se lá, a fim de comunicarem o Espírito Santo àqueles novos cristãos, pela oração e imposição das mãos. Este modo de proceder lembra-nos a prática pastoral dos nossos dias: os catequistas preparam as pessoas e o bispo passa pelas paróquias a rezar e a impor-lhes as mãos, ministrando a Confirmação, para que recebam a plenitude do Espírito Santo. Estas e outras práticas da Igreja são queridas por Jesus, como forma normal de participação na vida de Deus, que nos quer santificar. São acções de fé, que exigem a fé tanto dos que as praticam como dos que as recebam; não são ritos sem sentido, nem magias. Estou convicto/a de que a recepção do Espírito Santo no Baptismo, na Confirmação e nos outros Sacramentos da Igreja, supõe e exige uma longa e séria caminhada de catequese, feita por catequistas que conhecem e guardam a Palavra de Jesus e são habitados por Deus, tornando-se, assim, suas testemunhas? Estou disponível para aprofundar a Palavra e para a transmitir aos menos instruídos no conhecimento de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura Pedro afirma que os discípulos/as do Senhor estão prontos/as para responder sobre a razão da sua esperança "com brandura e respeito" naquilo mesmo em que forem caluniados/as, de modo a que sejam confundidos os que dizem mal do seu bom procedimento em Cristo. Para nós, cristãos convictos, já não há lugar para atitudes cobardes e dúbias: É urgente que cada cristão e cristã, precisamente no local do seu trabalho, família e diversão, dê um testemunho claro da sua fé e saiba responder adequadamente sobre as razões da sua esperança cristã. Para isso, é necessário aprofundar os conteúdos da fé, estudando e rezando, para que sejam credíveis as razões que apresenta. Quantas vezes as minhas preocupações pelo "sucesso" humano abafam as raízes da minha fé e da minha esperança? Disponho-me a aprofundar, no estudo e na oração, as razões que me levam a crer, de modo a tornar mais sólido e credível o dom da fé que recebi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 6º Domingo de Páscoa&lt;br /&gt;Act 8,5-8.14-17; Sl 66 (65); 1 Pe 3, 15-18; Jo 14,15-21&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7435943988572375262?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7435943988572375262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7435943988572375262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/04/domingo-vi-da-pscoa.html' title='Domingo VI da Páscoa (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7065924670983591246</id><published>2008-04-20T18:43:00.000+01:00</published><updated>2008-04-16T18:45:14.373+01:00</updated><title type='text'>Domingo V da Páscoa (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo fala-nos da Igreja, povo sacerdotal, fundado em Jesus Cristo Sacerdote. Na Igreja, toda ela ministerial, cada baptizado recebe dons especiais do Espírito Santo para exercer um serviço próprio a favor de toda a comunidade.&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Pedro afirma que "nós somos geração eleita, sacerdócio real". Esta afirmação convida-nos a reflectir na nossa condição de novo povo de Deus, saído das águas do baptismo, adquirido pela mediação de Jesus Cristo. Apesar desta carta ser quase tão antiga como a existência do cristianismo e de o concílio Vaticano II ter "restituído" ao povo de Deus, maioritariamente constituído por cristãos leigos, a sua dignidade de "sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo", o certo é que nós, cristãos não ordenados, temos dificuldade em nos compreendermos e chamarmos sacerdotes e em tomarmos consciência de que podemos e devemos oferecer a Deus o culto espiritual da nossa existência, porque em Jesus foi inaugurado o sacerdócio existencial. Cada baptizado une-se tão estreitamente a Cristo, que participa da sua condição de sacerdote, profeta, santificador e pastor. E, por isso, todos constituímos um sacerdócio santo, ou um sacerdócio comum real e não apenas "espiritual", que nos habilita para aceder imediatamente a Deus, anunciar a sua Palavra, oferecer sacrifícios espirituais, participar activa, consciente e responsavelmente na liturgia e participar nas tribulações de Cristo. Como vivo a dimensão sacerdotal da minha vida cristã? Ofereço-me em sacrifício a Deus como um verdadeiro culto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira leitura afirma que só Jesus sacerdote é o caminho, a verdade e a vida. É por Ele que todos temos acesso ao Pai. Não temos que ficar detidos &lt;&gt;, como se fôssemos impuros, para implorar a graça através dos que receberam o sacramento da ordem, à maneira do Antigo Testamento, porque todo o cristão e cristã está numa situação de imediatez radical face a Deus. A mediação do sacerdócio ministerial, sendo legítima, deve ser compreendida a partir da situação cristã. Também é no sacerdócio comum que se enraíza a nossa capacidade de participar activamente na liturgia e de anunciar a Palavra de Deus. Que consciência tenho eu da minha realidade sacerdotal, como baptizado/a? Como vivo a minha condição cristã, com tudo o que isso implica de dignidade e de responsabilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A primeira leitura informa-nos que as primeiras comunidades cristãs sentiram a necessidade de repartir tarefas, para que todos os serviços se desenvolvessem e a comunidade crescesse. Hoje, todos nós, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, cristãos e cristãs, somos chamados a repensar a pastoral das nossas comunidades, a descobrir o verdadeiro lugar de cada um e de cada uma e a compartilhar os diversos serviços e ministérios, de acordo com a nossa vocação específica. Todos formamos um sacerdócio real, uma nação santa, um povo adquirido por Deus. Não se trata, evidentemente, de querer fazer da Igreja uma sociedade democrática, mas de formarmos a nossa consciência no sentido de percebermos que somos a família de Deus, onde todos temos voz e vez, porque em todos nós habita o mesmo Espírito, que nos move. Na minha comunidade potenciam-se os mecanismos de diálogo e de participação? A autoridade é exercida como um serviço que desperta e convoca cada membro à descoberta dos caminhos do Espírito, em ordem ao bem comum? Todos nos sentimos responsáveis pelo crescimento da comunidade cristã em qualidade e em quantidade? Em Jerusalém, segundo os Actos, o número dos discípulos aumentava consideravelmente, por causa do bom testemunho da comunidade cristã. E entre nós?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 5º Domingo de Páscoa&lt;br /&gt;Act 6,1-7; Sl 33 (32); 1 Pe 2,4-9; Jo 14,1-12&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7065924670983591246?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7065924670983591246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7065924670983591246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/04/domingo-v-da-pscoa.html' title='Domingo V da Páscoa (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1560927102008298659</id><published>2008-04-13T14:05:00.000+01:00</published><updated>2008-04-11T14:06:43.594+01:00</updated><title type='text'>Domingo IV da Páscoa (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo apresenta-nos o tema do “Bom Pastor”. Jesus, ao retomar este tema, usando a analogia do pastor e do rebanho para exprimir a sua própria missão, faz referências claras aos escritos de vários profetas, nomeadamente a Ezequiel 34. O Salmo 23 é, igualmente, dedicado a Deus na qualidade de bom pastor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O evangelho apresenta-nos Jesus como o pastor segundo o coração de Deus, anunciado pelos profetas. Ele não é como os outros pastores de Israel, que exploravam as ovelhas, em vez de se entregarem por elas, e que abandonavam o rebanho quando este corria perigo. Jesus é um pastor único e excepcional: conhece cada ovelha pelo seu nome, ele próprio é o seu alimento e o lugar do seu refúgio. Jesus é, ainda, a porta por onde as ovelhas entram no redil. Todas as ovelhas conhecem a sua voz. Ele é, de facto, o Bom Pastor por excelência. Hoje, na comunidade cristã, temos pessoas que colaboram com Jesus na sua missão de Pastor. Pode ser o bispo, o pároco, a religiosa, o/a catequista, o/a agente de pastoral, o/a professora, o pai e a mãe, isto é, aquela pessoa que se entrega com total dedicação a “cuidar” de um grupo de pessoas, que lhe foram confiadas. A missão destes pastores há-de de ser realizada ao jeito de actuar de Cristo. Aquelas pessoas que na comunidade cristã têm a missão de pastorear prestam ao seu “rebanho” os cuidados que Jesus prodigalizou ao povo de Israel e quer continuar a dispensar-nos hoje através delas? Ensinam-nos a boa nova do Senhor, guiam-nos pelos caminhos rectos da doutrina e da moral cristã, educam-nos para os bons costumes e orientam-nos sempre para Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura Pedro anuncia-nos que Jesus, o Bom Pastor é o nosso único Salvador. Ele suportou os nossos pecados no seu corpo: pelas suas chagas fomos curados. Somos convidados a seguir este “Pastor”, respondendo à injustiça com o amor e ao mal com o bem. Para mim, Cristo é o meu modelo de vida, a minha referência, o que inspira e conduz os meus sentimentos e o meu agir na luta pacífica contra a injustiça e a maldade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura interpela-nos, com veemência, sobre a nossa conduta, de modo a percebermos as nossas incoerências, face ao nosso ser de baptizados, e a tomarmos a decisão de mudança de vida. Que havemos de fazer? Perguntavam os ouvintes de Pedro neste texto. Também eu aceito questionar-me e procuro sinceramente o caminho certo que me conduz a Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este domingo, denominado de “Bom Pastor”, é dedicado à especial oração pelas vocações ao ministério ordenado e à vida consagrada. Na sua mensagem para este dia, sob o título: “Vocações ao serviço da Igreja-missão”, o Papa Bento XVI enaltece o papel que muitos homens e mulheres assumem, dedicando totalmente a sua vida a Cristo, tanto os que receberam o sacramento da ordem, como os que professaram os conselhos evangélicos. Mas para que a Igreja possa continuar a desenvolver a sua missão e para que nunca faltem os evangelizadores, o Papa apela a que as comunidades cristãs e as famílias apostem numa educação cristã dos seus filhos e desenvolvam a fé dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 4º Domingo de Páscoa&lt;br /&gt;Act 2,14.36-41; Sl 23 (22); 1 Pe 2,20-25; Jo 10,1-10&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1560927102008298659?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1560927102008298659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1560927102008298659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/04/domingo-iv-da-pscoa.html' title='Domingo IV da Páscoa (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5965984123123684652</id><published>2008-04-06T11:14:00.000+01:00</published><updated>2008-04-04T11:15:27.672+01:00</updated><title type='text'>Domingo III da Páscoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo conduz-nos à descoberta de Cristo ressuscitado, que continua percorrendo os nossos caminhos, como outrora os da Palestina, animando-nos com a sua palavra e congregando-nos à volta do seu pão partido e partilhado. Convida-nos a sermos suas testemunhas diante da incredulidade de muitos dos nossos contemporâneos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O evangelho coloca-nos diante de dois discípulos, naturais de Emaús, que abandonaram o grupo dos seus condiscípulos, decepcionados com tudo o que se passara por ocasião da morte de Jesus. Para eles tudo tinha acabado. “É verdade que algumas mulheres do nosso grupo vieram dizer que lhes tinham aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Mas a Ele não o vimos”, confessam ao companheiro, que deles se aproximou e fez caminhada com eles. Esse companheiro era o próprio Jesus ressuscitado, que eles não reconheceram, senão no fim da jornada, quando entrou com eles em casa e, sentando-se à mesa, “tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho”. Nesse preciso momento os seus olhos abriram-se e recordaram quanto lhes dissera pelo caminho, e como os seus corações estavam incandescentes e arrebatados. O companheiro de viagem era o próprio Jesus vivo e glorioso! Motivados pela experiência que fizeram, voltaram para trás e foram dar testemunho junto dos seus condiscípulos. É a mesma incredulidade e decepção dos discípulos de Emaús que perpassam nos cristãos dos nossos dias. Também cada um de nós tem crises e zonas de obscuridade, onde a fé parece extinguir-se diante de situações que nos desencantam e desalentam. Como costumo reagir nessas ocasiões? Procuro a palavra de Deus, sabendo que Jesus me fala e me aponta caminhos de esperança através dela? Costumo animar os irmãos desanimados com as palavras de Jesus e com os meus gestos de amor e de serviço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura, utilizando o exemplo do próprio Jesus, mostra-nos como uma vida entregue é uma vida ressuscitada, porque uma vida gasta numa dinâmica de amor e de serviço nunca termina no fracasso, apesar de, por vezes, nos sentirmos frustrados e criticados pelos nossos companheiros de viagem. É este testemunho existencial que somos chamados a dar numa sociedade onde só conta o sucesso e o triunfo. Jesus mostra-nos que é morrendo que nos dá a vida verdadeira e plena. Vivo habitualmente estes valores de Jesus ou deixo-me arrastar pela lógica do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A segunda leitura conduz-nos a contemplar o projecto salvador de Deus e a grandeza do seu amor por nós, até ao ponto de nos enviar o seu próprio Filho e de o entregar à morte por nosso amor e para nossa salvação. Na sociedade em que vivemos é difícil compreender esta lógica, porque, no geral, as pessoas vivem mais voltadas para si mesmas e para os seus sonhos e projectos, do que para a felicidade e o bem-estar dos outros. Costumo contemplar a gratuidade do amor de Deus e inspirar-me nela para ser fiel e coerente na minha vida de filho e filha de Deus? O que predomina mais em mim: o egoísmo e o orgulho ou a auto-doação e a humildade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 3º Domingo de Páscoa&lt;br /&gt;Act 2,14-33; Sl 16 (15); 1 Pe 1,17-21; Lc 24,13-35&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5965984123123684652?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5965984123123684652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5965984123123684652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/04/domingo-iii-da-pscoa.html' title='Domingo III da Páscoa'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-75871081577853241</id><published>2008-03-23T18:06:00.000Z</published><updated>2008-03-18T18:07:36.552Z</updated><title type='text'>Domingo de Páscoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A maior notícia da liturgia deste domingo é que o túmulo, onde fora depositado o corpo de Jesus, após a sua morte no Calvário, está vazio. Porém, de pouco valia a confirmação de que o túmulo estava vazio, se não fossem as aparições de Jesus Ressuscitado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No evangelho, João relata-nos que Maria Madalena, discípula fiel do Senhor, mal acabara o repouso sabático, corre pressurosa ao sepulcro e “viu a pedra retirada”. Assustada, corre a avisar Pedro e João de que tinham roubado o Senhor e que não sabia onde o tinham colocado. Estes dois discípulos, acompanhados pela mulher fiel, correm, por sua vez, até ao sepulcro e, ao entrarem, vêm o sepulcro vazio. Ao verem o sepulcro vazio, os discípulos acreditam e entendem a Escritura, “segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos”. Maria e João são a figura do discípulo fiel, que ama Jesus e entende a entrega radical da sua vida na cruz, da qual só pode brotar uma vida nova e plena. Por sua vez, Pedro é a figura do discípulo obstinado, animado pela lógica humana, segundo a qual da entrega da vida só pode resultar o fracasso. Porém, a ressurreição de Jesus prova que a transfiguração da nossa realidade limitada só pode ser alcançada pelo amor que se entrega até às últimas consequências. Que tipo de discípulo/a sou eu? Em que direcção conduzo a minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na primeira leitura, Pedro, depois de ter percebido que Jesus de Nazaré é o Salvador de todos, judeus e pagãos, afirma que Aquele que foi suspenso na cruz, Deus o ressuscitou ao terceiro dia, e permitiu-lhe manifestar-se a nós e a todo o povo, constituindo-nos suas testemunhas. Nós não vimos o sepulcro de Jesus vazio, nem experienciámos as suas aparições depois de ressuscitado. Mas todos os dias fazemos a experiência de que Ele está vivo e actuante na nossa história. Tenho consciência disso? Sou testemunha da ressurreição de Cristo pela paz, pela alegria, pelo amor partilhado, pela certeza de que Ele venceu todo o mal e me deu acesso à vida em plenitude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo confirma-nos na fé deste acontecimento fundamental do Cristianismo. Incita-nos a viver como pessoas ressuscitadas, em Cristo, deixando de lado o pecado e a vida mesquinha, para nos afeiçoarmos às coisas espirituais, às que nos vêm de Deus, por Jesus Cristo, de modo que a nossa vida dê, também, testemunho de que a vitória alcançada por Ele sobre o pecado e a morte é concretizada no nosso modo de ser e de agir em privado e em público. Vivo em coerência com a dinâmica da vida nova que começou com o meu baptismo? A minha vida é conduzida pelo Espírito Santo, que ressuscitou Jesus, e que me ressuscita também, desde aqui e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do Domingo de Páscoa&lt;br /&gt;Act 10,34a 37-43; Sl 118 (117); Cl 3,1-4; Jo 20,1-9&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-75871081577853241?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/75871081577853241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/75871081577853241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/03/domingo-de-pscoa.html' title='Domingo de Páscoa'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5293112884471144022</id><published>2008-03-16T23:50:00.000Z</published><updated>2008-03-11T23:51:32.419Z</updated><title type='text'>Domingo de Ramos (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Este é o último domingo da Quaresma que dá entrada na Semana Santa. A liturgia convida-nos a contemplar o Deus de amor que, em Jesus, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se nosso servo e deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou os seus projectos. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Iavé” a figura de Jesus. Este texto serviu-lhes para interpretar o mistério de Jesus: Ele é a Palavra de Deus feita carne, que oferece a sua vida para trazer a salvação/libertação à humanidade. Jesus, ao morrer na cruz, entrega a sua vida como dom a favor de todos. A sua glorificação testemunha-nos que uma vida vivida deste modo não termina no fracasso, mas gera vida nova. Tenho consciência de que ao aceitar com amor a minha cruz estou a gerar nova vida para o mundo com Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A segunda leitura é constituída por um hino, em que o exemplo de Cristo Jesus é nomeado do princípio ao fim. Este hino descreve o “aniquilamento” de Cristo: Ele não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas aceitou fazer-se homem, assumindo com humildade a condição humana, para nos revelar totalmente o ser e o amor do Pai. Este “aniquilamento” conduziu Jesus a aceitar uma morte infame, para nos ensinar a máxima lição do amor radical. É esta lição que a Palavra de Deus nos propõe. O cristão e a cristã devem ter como exemplo este Cristo, servo sofredor e humilde, que fez da sua vida um dom a todos, para uma vida plena. Como posso viver estes valores de Jesus no seio de um mundo de competição, onde estou mergulhado/a? Cultivo a humildade e o serviço fraterno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O evangelho convida-nos a contemplar Jesus na sua paixão e morte. A morte de Jesus é a consequência lógica das tensões e resistências que a proposta do “Reino” provocou entre os que dominavam o mundo. Por isso, da cruz surge o Novo Ser Humano, o modelo da pessoa que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Novo Ser Humano vai assumir como missão a luta contra o pecado, isto é, contra todas as causas que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração e morte. Celebrar a paixão e a morte de Jesus é mergulhar na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil. Contemplar a cruz significa assumir a atitude de Jesus e solidarizar-se com todos os que são “crucificados” neste mundo. Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão e a cristã sabem que amar como Jesus amou é viver a partir de uma dinâmica que a morte não pode vencer, porque o amor gera sempre vida nova e introduz no nosso ser os dinamismos da ressurreição. Denuncio, habitualmente, as injustiças e sou capaz de entregar a minha vida solidarizando-me com aqueles que, neste tempo, continuam a ser “crucificados”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano A&lt;br /&gt;Is 50,4-7; Sl 22 (21); Fil 2,6-11; Mt 26,14 – 27,66&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5293112884471144022?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5293112884471144022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5293112884471144022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/03/domingo-de-ramos.html' title='Domingo de Ramos (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4581879152290199110</id><published>2008-03-09T23:50:00.000Z</published><updated>2008-03-03T23:50:51.242Z</updated><title type='text'>Domingo V da Quaresma (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo centra-se sobre a vida definitiva que supera a própria morte, vida que nos é oferecida por Cristo ressuscitado pela força do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Deus oferece ao seu Povo exilado, desesperado e sem futuro, uma vida nova que vem pelo Espírito. Deus irá recriar o coração do Povo e inseri-lo numa dinâmica de obediência a Deus e de amor ao próximo. O mais significativo é que, mesmo quando tudo parece perdido e sem saída, Deus lá está, transformando o desespero em esperança e a morte em vida. O Deus da vida encontra sempre formas de transmitir vida ao seu Povo. Na nossa existência pessoal passamos, muitas vezes, por situações de desespero, em que tudo parece perder o sentido. A Palavra de Deus assegura-nos que Deus caminha ao nosso lado, oferecendo-nos o seu Espírito transformador e renovador, tirando vida da morte, dando-nos coragem para “sair do túmulo” e avançar ao encontro da vida plena. O que vemos, ouvimos e lemos nos noticiários dá-nos a impressão de que a morte predomina sobre a vida, a destruição sobre a construção de uma cidade nova conduzida por Deus. Porém, como crentes, sabemos que é Deus quem dirige a história e que Ele se serve de nós para lançar palavras e gestos de vida verdadeira, como sementes de esperança no mundo dividido e destroçado. Tenho consciência desta minha missão? Como a desempenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho atesta que Jesus veio realizar o desígnio de Deus e dar-nos a vida definitiva. A ressurreição de Lázaro fala da vida que é o próprio Cristo no mistério pascal. O Espírito que ressuscitou Jesus é o mesmo que pôs de pé o povo de Israel, sepultado na sua desgraça. A questão essencial da leitura é a afirmação de que não há morte para os “amigos” de Jesus, isto é, para aqueles que acolhem a sua proposta e aceitam fazer da sua vida uma entrega ao Pai e um dom aos irmãos e irmãs. Marta manifesta ser “amiga” de Jesus e confessa a sua fé no Senhor que dá a vida. No dia do nosso baptismo, também escolhemos ser “amigos” de Jesus e entrar na vida plena e definitiva. Se vivermos deste modo, havemos de experimentar a morte física, mas não morremos: viveremos para sempre em Deus. A minha vida tem sido coerente com a graça do meu baptismo, vivendo em partilha de amor, em serviço generoso, em edificação de paz e de unidade, ou sou promotor de discórdia e de divisão que conduzem à morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura recorda-nos que, no dia do nosso baptismo, nos decidimos por Cristo e pela vida nova que Ele veio oferecer. O texto convida-nos à coerência: a fazermos as obras de Deus e a vivermos “segundo o Espírito”, pois é Ele que confere a vida. “Viver segundo o Espírito” significa viver no amplexo de Deus; ao passo que “viver segundo a carne” significa viver à margem de Deus. No dia do nosso baptismo optámos pela vida do Espírito. A partir daí, escolhemos identificar-nos com Cristo, vivendo na obediência ao Pai e no dom da vida aos irmãos e irmãs. O exemplo de Cristo garante-nos que uma vida gasta deste modo não termina no fracasso, mas na vida definitiva, na felicidade total, na ressurreição. Creio nisto? Vivo desde já como pessoa ressuscitada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 5º domingo da Quaresma – Ano A&lt;br /&gt;Ez 37,12-14; Sl 130 (129); Rm 8,8-11; Jo 11,1-45&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4581879152290199110?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4581879152290199110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4581879152290199110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/03/domingo-v-da-quaresma.html' title='Domingo V da Quaresma (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5332107826801212513</id><published>2008-03-02T11:09:00.000Z</published><updated>2008-03-03T23:52:31.898Z</updated><title type='text'>Domingo IV da Quaresma (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Começando no passado domingo, a liturgia da Palavra orienta-se para a inserção dos catecúmenos na Igreja, propondo símbolos baptismais. No passado domingo, foi o da água e, neste, é o símbolo da luz, que cura a cegueira da humanidade, cegueira de nascimento. Por isso, o baptismo foi chamado “sacramento da iluminação”. A experiência cristã afirma-se como um “viver na luz”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”. O “cego” desta narrativa é símbolo de todos os que vivem na escuridão, privados da “luz”, prisioneiros das cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. A missão de Jesus, como luz, é libertar-nos das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Consentir na proposta de Jesus é seguir por um caminho de liberdade e de realização, que conduz à vida em plenitude. Esta Palavra convida-nos a um processo de renovação interior, que nos leve a deixar tudo o que impede que brilhe em nós a “luz” de Deus. Receber a “luz” que Cristo oferece é tornar-se um Novo Ser, elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito, e é, também, acender a “luz” da esperança no mundo. Este mundo sofre de trevas que se traduzem em situações de guerra, de violência, de alienação, de malquerenças. Jesus convida-nos a viver na “luz” e a ser “luz” para o mundo. Como me situo eu face a este desafio do evangelho? Habitualmente adiro a Jesus, como o cego de nascença, para que também eu me transforme em “luz”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que renunciem a viver à margem de Deus e que escolham a “luz”. Viver nas “trevas” é recusar as propostas de Deus, viver prisioneiro das paixões e dos falsos valores. Ao contrário, viver na “luz” é acolher o dom da salvação, que Deus oferece, aceitar a vida nova que Ele propõe, escolher a liberdade, tornar-se “filho e filha de Deus”. Os cristãos são aqueles e aquelas que escolheram viver na “luz” e, mais ainda, franquear as “trevas” e denunciar as obras do egoísmo, da mentira, da escravidão e do pecado. Que aspectos devo eu cuidar na minha vida para que me transforme em testemunha da “luz”? Habitualmente tenho coragem para denunciar o que à minha volta é “trevas” e colaborar na construção da “luz”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura não contém de modo directo o tema da “luz”. Contudo, narra a escolha de David para rei de Israel e a sua unção. Neste sentido, sugere uma simbologia baptismal: a unção, que recebemos no dia do nosso baptismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo. Este texto mostra-nos que Deus tem critérios diferentes dos nossos: “Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração”, e convida-nos a entrar na lógica de Deus e a aprender a ver com o coração. Como “vejo” eu as pessoas: pela sua aparência no vestir, no falar, no ter… ou costumo olhá-las com os olhos de Deus, isto é, respeito a sua dignidade como filhas de Deus e como minhas irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 4º domingo da Quaresma – Ano A&lt;br /&gt;1 Sam 16,1b-6-7.10-13a; Sl 23 (22); Ef 5,8-14; Jo 9,1-41&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5332107826801212513?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5332107826801212513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5332107826801212513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/03/domingo-iv-da-quaresma.html' title='Domingo IV da Quaresma (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8420157823681769144</id><published>2008-02-24T18:06:00.000Z</published><updated>2008-02-24T18:07:48.099Z</updated><title type='text'>Domingo III da Quaresma (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo apresenta-nos, sob a simbologia da água, o constante dom de Deus, oferecido em Jesus Cristo, no decurso da nossa história pessoal e comunitária. Este dom atinge a sua máxima plenitude na entrega que Ele nos faz do seu Espírito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A primeira leitura fala-nos da caminhada dos hebreus pelo deserto, a qual é figura da nossa própria caminhada pela vida, e dá-nos a chave para entendermos a pedagogia de Deus, manifestada em cada episódio da história da salvação. Se estivermos atentos, todos os dias fazemos a experiência de um Deus libertador e salvador, situado do nosso lado, a estender-nos a mão, para nos ajudar a passar da escravidão para a liberdade. Ao atravessarmos o deserto da vida, sentimo-nos, frágeis e limitados. Muitas vezes experimentamos dificuldades, sofrimentos e desencantos face aos acontecimentos da vida e face aos nossos companheiros de viagem. Nesses momentos, tendencialmente, duvidamos do amor de Deus. Mas o texto que hoje lemos assegura-nos que Deus está ao nosso lado a oferecer-nos, com gratuidade e amor, a água que mata a nossa sede de vida e de felicidade. Como costumo reagir diante dos constrangimentos da vida? Esforço-me por confiar sempre em Deus, apesar de tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A terceira leitura apresenta, também, a temática da água viva, que Jesus oferece à Samaritana. Habituámo-nos a esperar do mundo, modernizado pela ciência e pela técnica, todas as respostas às nossas necessidades. Porém, as respostas da modernidade não são susceptíveis de silenciar as nossas sedes de felicidade, de plenitude, de eternidade. O evangelho assegura-nos que só Jesus Cristo oferece a água que mata definitivamente a nossa sede. Quem acolhe o dom de Deus, recebido no baptismo, e aceita seguir Jesus como "o salvador do mundo" torna-se um Novo Ser, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva. Que consciência prática tenho eu do meu baptismo? Experimento que ele é a fonte donde promanam todas as graças que me conduzem na via da santidade? Procuro em Jesus Cristo a "água" que mata as minhas sedes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A segunda leitura repete o ensinamento da primeira leitura: Deus acompanha o seu Povo em marcha pela história e, apesar do pecado e da infidelidade, insiste em lhe oferecer a salvação, de forma gratuita e incondicional. Este texto convida-nos a contemplar o amor de um Deus que nunca desiste de nós e que sabe sempre encontrar formas de vir ao nosso encontro e de caminhar connosco. Vivo uma relação diária de intimidade com Deus, ou só o procuro nos momentos de dificuldade? Experimento a amizade com Deus, através da pessoa de Jesus Cristo, que é a plena expressão do amor de Deus? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 3º domingo da Quaresma – Ano A&lt;br /&gt;Êx 17,3-7; Sl 94 (95); Rm 5,1-2.5-8; Jo 4,5-42&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8420157823681769144?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8420157823681769144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8420157823681769144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/02/domingo-iii-da-quaresma.html' title='Domingo III da Quaresma (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5814545012778334045</id><published>2008-02-17T23:06:00.000Z</published><updated>2008-02-12T23:07:44.910Z</updated><title type='text'>Domingo II da Quaresma (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo convida-nos a escutar Deus, que nos chama a percorrer o caminho que Ele nos indica, de modo a colaborarmos na realização do seu plano de amor. O verdadeiro discípulo/a escuta Deus atentamente e obedece aos seus projectos que são sempre salvadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos a figura de Abraão como modelo de todos os crentes. Abraão sabe ler e interpretar os sinais de Deus e responde aos seus desafios com uma obediência e confiança total. Esta figura questiona o ser humano moderno que vive completamente enredado na teia do quotidiano e instalado nos bens que já usufrui. Alheado de Deus e do seu plano de salvação, nem sequer tenta arriscar em direcção a uma vida nova e autêntica. Tenho eu tempo para encontrar Deus e perceber os seus sinais nos acontecimentos do meu dia-a-dia? Estou disposto/a mudar, a “pôr-me a caminho” em direcção a uma vida de maior comunhão com o Deus vivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho coloca-nos diante da cena da transfiguração do Senhor. Em Jesus, Deus revela-nos que chegou o momento de concretizar o seu plano de amor, pelo dom total de seu Filho até à morte de cruz. A transfiguração mostra-nos que vale a pena empenhar toda a nossa vida na obediência ao Pai e na realização do seu projecto de salvação, mesmo na dor e na ignomínia. A obra assim realizada nunca termina em fracasso. Nós, por vezes, somos tentados pelo desânimo, porque não percebemos a pedagogia de Deus, como os discípulos que acompanharam Jesus e preferiam fixar-se naquele momento de gozo do que acompanhar o Mestre nas suas horas de vitupério e de crucifixão. Porém, Jesus sacode-os e envia-os ao mundo, depois de terem sido confirmados pela voz do Pai: “Este é o meu Filho, escutai-O”. O cumprimento dos meus deveres religiosos ajuda-me a comprometer-me mais na sociedade e com as pessoas com quem convivo? Liberta-me da tentação do alheamento que me adormece no meu comodismo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura recorda-nos que nós, cristãos e cristãs, somos as testemunhas de Deus e do seu projecto de amor para a humanidade e para o mundo. Nada nem ninguém nos deve distrair da responsabilidade de conhecer este projecto e de colaborar na sua efectivação. Sabemos que não é fácil, porque os valores do mundo são contrários aos do evangelho, mas temos a certeza do amor incondicional de Deus, que se nos manifestou por Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade. Levo a sério a minha vocação cristã, por mais difícil que ela seja? Sou sinal vivo do amor, da ternura e da misericórdia de Deus junto dos meus irmãos e irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 2º domingo da Quaresma – Ano A&lt;br /&gt;Gn 12, 1-4a; Sl 33 (32); 2 Tm 1, 8b-10; Mt 17, 1-9&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5814545012778334045?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5814545012778334045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5814545012778334045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/02/domingo-ii-da-quaresma.html' title='Domingo II da Quaresma (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2334742425489490733</id><published>2008-02-03T23:16:00.000Z</published><updated>2008-01-30T23:18:19.166Z</updated><title type='text'>Domingo IV do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia diz-nos que Deus escolhe as pessoas que, na sociedade, são pobres e humildes para com elas construir o seu projecto de amor sobre nós, isto é, o seu “Reno”. Na verdade, Deus não faz acepção de pessoas, mas toma o partido dos excluídos. Exactamente, porque Deus ama todas as pessoas e as quer libertar e salvar, toma o partido daquelas que, dada a sua condição económica e social estão excluídas dos bens religiosos, culturais e sociais. Nesta perspectiva, a Bíblia apresenta-nos uma mensagem revolucionária, que ganha mais ênfase com a palavra e o gesto de Jesus de Nazaré.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta denuncia a violência dos poderosos sobre os mais fracos e a degradação dos costumes religiosos, que se instalara em Judá, e garante aos mais humildes, que agora se vêm espezinhados pelos grandes da terra, que, se procurarem o Senhor, nele encontrarão protecção. O profeta apela-nos à conversão da mente e do agir. Estou disposto/a a esta conversão? A renunciar à lógica da imposição, da prepotência, do orgulho, do autoritarismo e da auto-suficiência, na minha relação com Deus e com as outras pessoas? Situo-me do lado dos que “escravizam” ou dos que libertam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira leitura apresenta-nos a carta magna do “Reino”: as bem-aventuranças. O evangelista mostra o Mestre a dirigir-se às multidões e, em especial aos seus discípulos. Jesus proclama solenemente a revolução que Ele vem trazer à terra. Doravante, os felizes ou bem-aventurados são aqueles e aquelas que aos olhos do mundo, e segundo os seus critérios, são realmente desgraçados e tristes, são infelizes. Esta carta magna traz-nos, ainda, uma outra mensagem: é que os pobres e infelizes, os que choram e têm fome... podem, desde aqui e agora, começar a saborear a bem-aventurança de Jesus, através da imensa solidariedade humana e social que tantos homens e mulheres de boa vontade vão semeando nos seus caminhos. É certo que esta alegria é passageira. Contudo, é urgente que a solidariedade humana aconteça, porque só ela pode revelar aos mais pobres e infelizes o amor preferencial de Deus para com eles e, ao mesmo tempo, ser portadora da esperança e do anúncio dos novos e definitivos tempos, inaugurados por Jesus. Que impacto tem em mim esta página do evangelho? Costumo ser solidário/a como Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo recorda aos Coríntios, e a nós também, a nossa própria condição: Não há, entre nós, muitos sábios, naturalmente falando, nem muitos influentes, nem muitos de “sangue azul”. Porém, Deus escolheu-nos para manifestar ao mundo que também aqueles que parecem vis e desprezíveis, aos olhos do mundo, têm valor diante dele. Não se trata de valorizar a pobreza em si mesma, ou de apresentar Deus como o lidere de um sindicato da classe operária, a reclamar o poder para as classes desfavorecidas. Trata-se, sim, de revelar o verdadeiro rosto de um Deus que se solidariza com os pobres, com os humilhados, com os ofendidos, com os explorados, e que a todos oferece a salvação. É este o Deus que eu adoro e sirvo? Como O testemunho no meu viver quotidiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 4º. Domingo do Tempo Comum&lt;br /&gt;Sf 2,3;3,12-13; Sl 146 (145); 1 Cor 1,26-31; Mt 5,1-12&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2334742425489490733?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2334742425489490733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2334742425489490733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/02/domingo-iv-do-tempo-comum.html' title='Domingo IV do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-3197314356898582563</id><published>2008-01-27T23:01:00.001Z</published><updated>2008-01-23T23:03:03.171Z</updated><title type='text'>Domingo III do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da palavra deste domingo fala-nos do plano de Deus para o mundo e para os homens e mulheres: a implementação do seu “Reino”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia-nos que Deus irá fazer brilhar uma luz por cima do caminho do mar, que porá fim às trevas que inundam todos aqueles que estão prisioneiros da morte, da injustiça, do sofrimento, do desespero. Na verdade, esta profecia encontra o seu sentido pleno em Jesus, pois é Ele que ilumina o mundo com uma aurora de esperança. Ele é a luz que se levantou para vencer as cegueiras que ocultavam a esperança e para inaugurar o novo mundo da justiça, da verdade, da paz, da fraternidade. A luz de Jesus é, hoje, perceptível como uma realidade viva, actuante na história humana? Acolher Jesus é aceitar o plano de Deus, efectivando aqui e agora o seu “Reino”. Como me posiciono diante das situações de desigualdade social, de ocultação e marginalização dos mais fracos, de guerra, de divisão? Sinto-me responsável pela instauração deste “Reino de Deus” no tempo e local em que me é dado existir e actuar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho descreve a realização da promessa: Jesus é a luz que começa a brilhar na Galileia e propõe aos homens e mulheres, de toda a terra e de todos os tempos, a Boa Nova da chegada do “Reino”. À chamada de Jesus, respondem logo os primeiros discípulos. Eles serão também os primeiros receptores da sua proposta e as testemunhas encarregadas de levar o “Reino” a toda a terra, isto é, a Boa Nova de que na Pessoa e na Mensagem de Jesus começa a construir-se o “Reino de Deus”. O que é que nas estruturas da nossa sociedade ainda impede a efectivação do “Reino”? O que é que nas minhas opções e comportamentos é obstáculo à instauração deste “Reino”? A história do compromisso de Pedro e André, Tiago e João com Jesus e com o “Reino”, é uma história que define os traços essenciais da caminhada de qualquer discípulo. A resposta pronta e decidida destes discípulos de Jesus faz-me pensar, por oposição, na lentidão das nossas respostas a Deus. Porque é que não sou mais pronto e radical na minha entrega a Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta-nos as rivalidades dos discípulos de uma comunidade cristã de Corinto, que se esqueceram de Jesus e da sua mensagem. Paulo exorta-os insistentemente a redescobrirem os alicerces da sua fé e das promessas assumidas no seu baptismo. O texto lembra-nos que a experiência cristã é, basicamente, um pessoal encontro com Jesus Cristo, pois é só nele e dele que nos vem a salvação. A vivência da nossa fé não pode, pois, estar dependente do carisma de tal pessoa, ou estar ligada à celebridade deste ou daquele presbítero que preside à nossa comunidade. É a Jesus Cristo que o nosso compromisso baptismal nos liga. Cristo é, de facto, a minha referência fundamental? É à volta dele e da sua mensagem que a minha experiência de fé se constrói?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 3º. Domingo do Tempo Comum&lt;br /&gt;Is 8,23b–9,3; Sl 27 (26); 1 Cor 1,10-13.17; Mt 4,12-23&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-3197314356898582563?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3197314356898582563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3197314356898582563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/01/domingo-iii-do-tempo-comum.html' title='Domingo III do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8617525370116904944</id><published>2008-01-20T23:26:00.000Z</published><updated>2008-01-14T23:28:39.150Z</updated><title type='text'>Domingo II do Tempo Comum (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Iniciamos, na liturgia da Igreja, o Tempo Comum, que arranca do Baptismo do Senhor e, progressivamente, vai celebrando, domingo após domingo, o mistério de Cristo, de modo que, ante os olhos da comunidade cristã, se vá desenvolvendo toda a vida histórica de Jesus sobre a terra. O Tempo Comum permite-nos captar melhor o carácter de santificação do tempo que tem o ano litúrgico, ao desenrolar todos os aspectos do mistério de Cristo, sempre sob a luz pascal, uma vez que o fulcro deste tempo é também o domingo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liturgia deste domingo convida-nos a aceder a Deus, que aqui é definido como sendo a LUZ; convida-nos a deixarmo-nos iluminar por ela, porque também cada um e cada uma de nós são escolhidos por Deus para reflectir esta mesma luz. Uma luz que invade todos os recantos, que vai até ao mais profundo do ser humano, que ilumina as mais densas trevas e que opera o discernimento entre o bem e o mal, que abre a inteligência, isto é, a capacidade de vermos as coisas e os acontecimentos por dentro, que quebra o gelo da indiferença e abrasa de esperança e entusiasmo as mais arrojadas e desconcertantes generosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura esta Luz é identificada com a salvação que nos vem de Deus. “Vou fazer de ti a luz das nações”, escreve o profeta Isaías, “para que a minha salvação chegue até aos confins da terra”. O profeta anuncia que Israel, apesar de estar arruinado, pode voltar a Jerusalém, reconstituir-se como povo de Deus e tornar-se a “luz das nações”; que apesar de se sentir ultrajado, será restabelecido, honrado pelos estrangeiros e tornar-se aliança para a humanidade; que Jerusalém será escolhida, será repovoada com muitos filhos e será libertada, e por ela todas as pessoas poderão reconhecer o Salvador. Encontro-me neste texto? A minha presença é luz reflectida de Deus? Torna claras as situações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, João utiliza outros termos para evocar a mesma realidade. O evangelista serve-se da metáfora do cordeiro, que no Antigo Testamento carregava os pecados do povo, o chamado “bode expiatório”, que era enviado para o deserto, ou o cordeiro que, na Páscoa, era imolado, em memorial da libertação do Egipto, para nos assegurar que, doravante, é Jesus Cristo, aquele que nos traz a salvação. João Baptista dá testemunho de que viu descer sobre Ele o Espírito Santo; por isso atesta que Ele é o Filho de Deus. Na simbologia bíblica e cristã o Espírito Santo é também representado pelo fogo que ilumina e aquece, que queima e abrasa. Ele é, portanto, luz reflectida do próprio Deus, na qual se distinguem a pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Refiro-me com frequência a Jesus Cristo? Acredito que só por Ele me vem a salvação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo atesta que somos santificados, em Cristo, e todos chamados à santidade, porque a graça, isto é, o amor ou a luz de Deus e a paz, sinal da sua presença, estão connosco. Compreendo, à luz da palavra deste Domingo, que Deus me chama à santidade, tal como sou e onde me encontro. Costumo pedir a luz de Deus, a sua salvação? Procuro ser testemunha desta luz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 2º. Domingo do Tempo Comum – Ano A&lt;br /&gt;Is 49, 3.5-6; Sl 40 (39); 1 Cor 1, 1-3; Jo 1, 29-34&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8617525370116904944?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8617525370116904944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8617525370116904944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/01/domingo-ii-do-tempo-comum.html' title='Domingo II do Tempo Comum (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1071912589627391552</id><published>2008-01-13T14:08:00.000Z</published><updated>2008-01-07T14:08:56.853Z</updated><title type='text'>Baptismo do Senhor (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Liturgia da Igreja apresenta-nos, hoje, a festa do Baptismo do Senhor. E este acontecimento, aliás como o nosso próprio baptismo, participa do sentido popular que damos à palavra “baptismo”. Por ele, cada um de nós, experimenta a salvação de Deus, que nos chama, como seus filhos e filhas, a entrarmos na grande família dos cristãos. Jesus, pelo seu baptismo, inaugurou a sua vocação/missão de Messias ou Cristo, no meio do povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Isaías anuncia um “servo” escolhido e enviado por Deus, sobre o qual actua o Espírito de Deus, para que leve a justiça às nações, com humildade e tolerância. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus, a quem o Pai confiou uma missão, segundo a palavra do profeta: “tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas”. Esta missão estende-se às ilhas longínquas, isto é, a todos os povos de todas as nações sobre a terra. Estou consciente de que, como baptizado, também estou investido na missão de renovar e transformar o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No evangelho concretiza-se a promessa de Isaías. Jesus é o “Servo”, enviado pelo Pai, sobre o qual repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação/salvação de todas as pessoas. O baptismo de Jesus, ministrado por João Baptista, no rio Jordão, abre uma nova etapa na história da salvação: daqui em diante Deus fala-nos por seu Filho Jesus e, nele, cada um de nós pode conhecer o verdadeiro “rosto” do Pai, cheio de ternura e de misericórdia para com todos. Podemos aperceber-nos, pela narrativa, que o baptismo de Jesus foi uma ocasião para a revelação messiânica que o Pai reservou para seu Filho. Por ocasião deste baptismo dá-se uma teofania, isto é, uma manifestação de Deus: o Pai fala para autenticar a autoridade da palavra de Jesus e desvendar a sua identidade e o Espírito Santo, em forma de pomba, repousa sobre Jesus, ungindo-o com a sua força. É a revelação do mistério trinitário de Deus, Pai e Filho e Espírito Santo. No nosso baptismo, a Santíssima Trindade também está presente, porque somos baptizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo para nos tornarmos participantes da missão de Jesus. Como baptizado/a tenho sido testemunha comprometida na missão de Jesus, empenhando-me nela, como Jesus, até estar disposto/a a dar a minha própria vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Pedro atesta que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para realizar o seu projecto de salvação, estendido a todas as pessoas, sem qualquer acepção. Como baptizado/a e, portanto, comprometido/a no plano salvador de Deus, reconheço a igualdade fundamental de todas as pessoas? Empenho-me em libertar as pessoas oprimidas pelo egoísmo, sofrimento, exploração, solidão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do Baptismo do Senhor – Ano A&lt;br /&gt;Is 42,1-4.6-7; Sl 28 (29); Act 10,34-38; Mt 3,13-17&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1071912589627391552?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1071912589627391552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1071912589627391552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/01/baptismo-do-senhor.html' title='Baptismo do Senhor (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-6837519615951811334</id><published>2008-01-06T14:32:00.000Z</published><updated>2008-01-02T14:33:47.593Z</updated><title type='text'>Epifania do Senhor (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Celebra a Igreja, neste dia, a solenidade da manifestação do mistério de Cristo, alargada a todos os povos. É um sinal revelador de que Jesus Cristo, feito homem Deus, e permanecendo no seio da humanidade, não é pertença exclusiva de alguns. Ele é uma luz que se acende na noite e atrai todos os povos da terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, já o profeta Isaías predissera a universalidade da salvação. A sua profecia refere-se ao nascimento de Jesus. O projecto salvador, que Deus veio apresentar a todas as pessoas, é essa luz que vence as trevas do erro e do pecado e nos restitui a esperança da vida plena e feliz. Reconheço em Jesus a luz libertadora de Deus? Estou disponível para aceitar que esta luz me liberta do egoísmo e do pecado em que muitas vezes mergulho? Deixo que esta luz brilhe, através de mim, para todas as pessoas e realidades onde Jesus ainda não habita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho Mateus apresenta-nos a concretização da promessa de que essa luz há-de brilhar até aos confins da terra. Assim aconteceu com uns magos, que perceberam numa estrela especial o anúncio do nascimento de Alguém, o Rei dos Judeus, que seria o Messias há muito prometido e esperado. Deste modo o mistério profundo do nascimento do Filho de Deus como homem, é adorado, quase em primeiro lugar, pelos pagãos, representados nos Magos. Mas é verdade também que o Pai, ao dar-nos o seu Filho querido como salvador, o oferece a toda a humanidade, e não apenas ao povo escolhido. Assim, a solenidade que hoje celebramos, abre o nosso coração às dimensões do de Deus, a recordar-nos que todos os povos, nações, raças e línguas são chamados a proclamar, a seu modo, as maravilhas do amor de Deus e a adorar o seu Filho, feito ternura e proximidade numa criança, pela qual nos vem a salvação. Como os magos sou uma pessoa atenta aos sinais de Deus, que se me revela nos acontecimentos da minha vida e da história humana? Sou capaz de me desinstalar para responder à chamada de Deus através desses sinais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo testemunha que o mistério de Cristo lhe foi dado a conhecer por uma revelação: “os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho”. De facto, a Igreja é a comunidade daqueles que acolhem o mistério de Cristo. Tenho consciência de que é nesta comunidade de crentes que se revela hoje o projecto de salvação que Deus tem para oferecer a todos os povos? Acredito que Deus quis, na sua bondade e amor, salvar todas as pessoas de todos os tempos e lugares, pela acção e mediação de Jesus Cristo?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras da Epifania do Senhor: Is 60,1-6; Sl 72 (71); Ef 3,2-3.5-6; Mt 2,1-12&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-6837519615951811334?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6837519615951811334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6837519615951811334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2008/01/epifania-do-senhor.html' title='Epifania do Senhor (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7556888695328003719</id><published>2007-12-23T15:48:00.000Z</published><updated>2007-12-17T15:49:01.950Z</updated><title type='text'>Domingo IV do Advento (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo centra-se nesta verdade: Jesus, nascido em Belém, é o “Deus-connosco”, o Emanuel, que desceu até nós para nos oferecer a sua própria vida, a salvação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura o profeta Isaías anuncia que Deus está sempre com o seu povo, caminhando com ele, sobretudo nos momentos mais duros da sua história. O rei Acaz duvidava da protecção de Deus ao povo de Israel, que ele governava. E porque a sua mulher ainda não lhe tinha dado descendência, queria fazer alianças com povos estrangeiros, indo, assim, contra a Lei de Deus. Contudo, Isaías anuncia-lhe um sinal de Deus: a sua mulher irá ter um filho, Ezequias, e este filho será uma prova de que Deus continua a proteger o seu povo, de que Deus está com ele, é o “Emanuel”. Este texto interroga-nos sobre em quem pomos nós a nossa segurança: nos exércitos, no dinheiro, no poder? Por mais enigmáticos que sejam os nossos caminhos, Deus é o “Emanuel”. A palavra lança-nos um forte apelo à fé e à esperança cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Mateus aplica esta profecia de Isaías à Virgem Maria e a seu filho Jesus. Este é o grande sinal de que Deus está connosco, de que é o “Emanuel”. Mas nesta perícopa surge uma figura escondida, não menos importante: é José. Se, por um lado, ele manifesta estranheza que a sua noiva esteja grávida sem que ele concorresse para isso, e por este facto, resolve abandoná-la em silêncio, por outro lado, este homem crente, fiel e honesto, é também chamado por Deus a colaborar no processo de salvação da humanidade, que tinha a sua plenitude com o aparecimento de Jesus. José é esclarecido intimamente pelo próprio Deus, e é a ele que Deus confia o encargo de dar o nome ao filho de Maria: “Tu pôr-lhe-ás o nome de Jesus, porque ele salvará o povo de seus pecados”. Dar o nome, em linguagem bíblica, significa ter poder sobre a pessoa a quem se atribui o nome. Assim, Deus confere a José o título de pai legal de Jesus, com os direitos e deveres inerentes a esta missão. Maria e José souberam acolher os projectos de Deus sobre eles em ordem à salvação da humanidade. E eu, como me situo face àquilo que percebo ser vontade de Deus para mim? Estou disponível, interiormente, para acolher Jesus neste Natal? É Ele que ocupa o primeiro lugar nas minhas preparações? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura Paulo indica-nos que do nosso encontro com Jesus deve brotar o testemunho de vida. Jesus de Nazaré, nascido da descendência de David, na linha genealógica de José, é o Filho de Maria e do Deus Altíssimo. Ele é aquele que tinha sido prometido pelas Escrituras e que pela sua ressurreição de entre os mortos foi constituído Filho de Deus em todo o seu poder. É por Ele que recebemos a missão de levar a fé a todos os que o ignoram, ainda hoje, e estão mergulhados no erro e na morte do pecado. Na primeira e na terceira leitura deste domingo descobrimos que Deus confia uma missão a cada um dos actores das cenas bíblicas. Paulo afirma que também a cada um de nós é confiada a missão de anunciar Jesus. E podemos perguntar-nos: como estou eu a cumprir aqui e agora a missão que Deus me confia, relativamente ao anúncio de Jesus e da sua boa nova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras do 4º Domingo do Advento – Ano A&lt;br /&gt;Is 7,10-14; Sl 24 (23); Rm 1,1-7; Mt 1,18-24&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7556888695328003719?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7556888695328003719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7556888695328003719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/12/domingo-iv-do-advento.html' title='Domingo IV do Advento (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5818785160530458038</id><published>2007-12-16T11:42:00.000Z</published><updated>2007-12-11T11:43:44.875Z</updated><title type='text'>Domingo III do Advento (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo lembra-nos que está próxima a libertação que Deus nos quer dar e acende no nosso coração a luz da esperança. A Palavra tranquiliza-nos e convida-nos à alegria, porque esta libertação está mesmo a chegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Isaías diz-nos que os sinais da chegada de Deus já se vislumbram e que é Ele, o próprio Senhor, que nos vem salvar. De facto, Deus apareceu no meio do seu povo, na pessoa de seu Filho, Jesus de Nazaré. Meteu-se na nossa história e geografia concreta, revestiu a nossa “carne”, veio viver no meio dos homens e das mulheres. Não enviou emissários, nem ficou nas alturas da sua grandeza e dignidade divina. Ele próprio veio habitar entre nós. É este o grande mistério, iniciado no Natal do Senhor, a grande prova da ternura do amor de Deus para connosco. Acredito nesta presença de Deus em mim e no mundo com toda a esperança? Estou disposto a recebê-lo e a deixar que Ele me liberte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O evangelho anuncia que o Messias/Senhor já chegou e está actuando no meio do seu povo: “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres”. Ele chegou, realmente, na sua primeira vinda, segundo a carne, que não se repetirá. Mas, até à sua última vinda, no fim dos tempos, há um paciente tempo de espera. Este tempo não pode ser vazio, mas intensamente preenchido pela acção dos homens e das mulheres de boa vontade, que, no seguimento da pessoa e da mensagem de Jesus Cristo, devem ir repetindo os sinais da visibilidade da salvação. Apercebemo-nos, no entanto, que aumentam as doenças e os conflitos, e que o mal se vai revestindo das formas mais desumanas e insuspeitas. Será que o Messias salvador está mesmo no meio de nós? Se está, porque é tão difícil reconhecê-lo? Porque somos nós, hoje, que temos de nos responsabilizar pelos “sinais” da presença libertadora de Deus junto dos irmãos e irmãs em situação de necessidade. Não com discursos, mas com acções libertadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura somos convidados a manter viva a esperança e a lutar contra o desespero, aguardando pacientemente a vinda do Senhor e a sua libertação. Temos dificuldade na visualização dos sinais salvadores, devido à espessura do mal que alastra sempre mais no mundo e à falta de clarividência do nosso olhar na fé. Já assim acontecia na era apostólica, o que motivou esta carta de Tiago: “Esperai com paciência a vinda do Senhor”. E, para melhor compreensão dos seus ouvintes, apresenta-lhes a imagem do agricultor que “espera pacientemente o precioso fruto da terra aguardando a chuva temporã e a tardia”. O Advento é o tempo das interrogações crentes e da conversão do olhar e do agir. Será que eu tenho alguma coisa a ver com a visibilidade da salvação? Enquanto espero pacientemente, o que é que eu faço? Limito-me a censurar o estado do mundo ou ponho mãos ao projecto salvador de Deus, investindo as minhas energias a melhorar o que de mim depende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 3º Domingo do Advento – Ano A&lt;br /&gt;Is 35,1-6a.10; Sl 146 (145); Tg 5,7-10; Mt 11,2-11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5818785160530458038?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5818785160530458038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5818785160530458038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/12/domingo-iii-do-advento.html' title='Domingo III do Advento (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8883128466991355749</id><published>2007-12-09T19:34:00.000Z</published><updated>2007-12-03T19:37:04.103Z</updated><title type='text'>Domingo II do Advento (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia indica-nos a importância da conversão, e a palavra de Deus muito nos ajudará a compreender esta necessidade na nossa caminhada cristã. Somos convidados a despojarmo-nos dos valores caducos e egoístas e a interiorizar os valores fundamentais do Reino de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Isaías apresenta um enviado de Iavé, sobre o qual repousa a plenitude do Espírito de Deus e que tem por missão construir a harmonia cósmica e universal. Nós, cristãos, vemos nesta personagem Jesus Cristo, o Messias, que veio concretizar este sonho, inaugurando um Reino de justiça, de harmonia, de paz sem fim. Cheio do Espírito Santo, convida-nos a tornarmo-nos filhos de Deus e a vivermos no amor, na partilha, na solidariedade, na compreensão mútua. As nossas comunidades cristãs dão testemunho de harmonia, de entendimento entre as pessoas, de partilha e de amor sem fronteiras? E eu próprio, com as minhas atitudes e comportamentos, estou a trabalhar para que o Reino de Jesus se vá implantando sobre a terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, João Baptista anuncia que a efectivação deste Reino está muito próxima. Mas para isso, João convida os seus contemporâneos a mudar de mentalidade e a assumir novas atitudes e valores para que esta promessa do Reino seja concretizada. O Messias, ao propor um novo baptismo no Espírito pretende fazer de nós filhos e filhas de Deus capazes de viver a dinâmica do Reino. Não é suave a menagem deste evangelho. Deus está cansado das nossas aparências e incoerências. A presença do Messias no coração das pessoas e no mundo produz uma acção radicalmente transformadora, constrói a harmonia cósmica e universal, de que fala a primeira leitura. Esta presença efectiva-se em cada um de nós. Sou eu que, cheia do Espírito do Senhor, devo chicotear o mal com a minha palavra, inspirada na palavra de Deus, e devo pronunciar sentenças justas, segundo a verdade e não pelas aparências. Em que medida sou eu audacioso para correr o risco profético de «comer» a palavra de Deus para, com ela, debelar o mal que em mim existe e denunciar o que está mal à minha volta? Serei eu cristão a tempo inteiro, ou apenas nos actos de culto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo recomenda aos cristãos de Roma, que receberam a proposta do Reino, e a nós também, que alimentemos sentimentos convergentes uns face aos outros, sentimentos que provoquem harmonia, embora, com maneiras de pensar e culturas bastante diferentes. Que nos acolhamos uns aos outros como Cristo nos acolheu. Que nos disponhamos a servir uns aos outros, como Cristo, que se fez servo de todos. Como vive a minha comunidade cristã a partilha com os mais pobres, a ajuda mútua, o dom da vida? Estas atitudes só são possíveis com a ajuda de Deus, que renova e converte o nosso coração. Costumo pedir ao Senhor esta graça? Deixo-o actuar no meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2º Domingo do Advento – Ano A&lt;br /&gt;Is 11,1-10; Sl 72 (71); Rm 15,4-9; Mt 3,1-12&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8883128466991355749?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8883128466991355749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8883128466991355749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/12/domingo-2-do-advento.html' title='Domingo II do Advento (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7572016314749426853</id><published>2007-12-02T22:34:00.000Z</published><updated>2007-11-26T22:36:17.432Z</updated><title type='text'>Domingo I do Advento (A)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Igreja convida-nos a entrar em mais um ano litúrgico, que se inicia com o 1º domingo do Advento. A liturgia deste domingo apela-nos à vigilância, porque “o Senhor está a chegar”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura interpela-nos fortemente no contexto de conflitos armados em que nos encontramos. Isaías tem uma visão dos tempos messiânicos: nesses dias, já não haverá guerras, nem discórdias entre povos e nações. Os instrumentos de guerra transformar-se-ão em instrumentos de trabalho e de bem-estar comunitário, porque Ele, o Senhor, será o juiz e o árbitro, e todos se guiarão pela sua palavra. Depois de mais de vinte séculos de cristianismo, parece-nos que estamos ainda bem longe da realização desta profecia. Como explicar isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho faz um veemente apelo à vigilância. Como aconteceu nos dias de Noé em que as pessoas viviam a sua vida normal e não deram pelo dilúvio e todos pereceram, excepto Noé e a sua família, também nos tempos de Jesus as pessoas faziam a sua vida normal e algumas não se aperceberam da sua vinda, como o Messias esperado. Hoje, também, as pessoas compram, vendem, trabalham, descansam, divertem-se, casam-se..., mas podem estar distraídas do essencial, que é uma vida honesta e transparente, vivida segundo os critérios e valores do Evangelho. Ninguém sabe a que horas chega o "ladrão" ou seja, a morte, o encontro definitivo com Jesus Cristo. Cada dia Ele nos chama à proximidade com Ele e à vivência do amor fraterno, onde Ele está escondido no irmão e na irmã. Por várias vezes, Jesus advertiu os seus discípulos e continua a advertir-nos a nós, mediante a sua palavra, de que é preciso aprendermos a “ler” os sinais de Deus presente na nossa história pessoal e colectiva. É deste modo que Deus se nos revela e acompanha o nosso caminhar. O cristão e a cristã deveriam perguntar-se, diariamente: “Senhor, que me dizes a mim e nos dizes a nós, comunidade ou humanidade, através deste acontecimento? É que há sempre um apelo, uma interpelação, um rasgar caminho, que se esconde atrás dos sinais que vemos e que nos concernem, agradável ou desagradavelmente. O cristão e a cristã têm de ser profetas de olhos rasgados, a olhar o longe e o distante, porque Deus caminha à nossa frente, na travessia do nosso deserto. Costumo reflectir nisto? Estou predisposto/a a descobrir Deus nos acontecimentos da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na segunda leitura, Paulo dá conselhos muito práticos e em coerência com o Evangelho, para que os cristãos vivam na atitude de vigilância, recomendada por Jesus: "Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos da armas da luz". Ou, por outras palavras, deixemos uma vida centrada no imediato e no materialismo, abandonemos as tendências consumistas e hedonistas, e abramo-nos ao essencial, que é Deus presente nas nossas vidas. Chegou a hora! A hora de Deus! A hora da oferta da salvação em Jesus Cristo está sempre a chegar a cada um de nós, através de tantos auxílios espirituais e de tantas mediações que o Senhor nos concede. Como desenvolvo eu a atitude de vigia e de escuta dos sinais de Deus? Como vou viver este novo ano litúrgico? Na minha família, no meu trabalho, com os vizinhos, na comunidade cristã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 1º Domingo do Advento – Ano A&lt;br /&gt;Is 2,1-53; Sl 122 (121); Rm 13, 11-14; Mt 24, 37-44&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7572016314749426853?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7572016314749426853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7572016314749426853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/11/domingo-i-do-advento.html' title='Domingo I do Advento (A)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1337040853394404690</id><published>2007-11-25T15:40:00.000Z</published><updated>2007-11-21T15:41:54.659Z</updated><title type='text'>Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste último domingo do ano litúrgico conduz-nos à reflexão sobre a realeza de Jesus Cristo, mas adverte-nos de que este Rei não pode ser entendido à maneira deste mundo. O reinado de Jesus constrói-se na justiça, na verdade, no perdão, na caridade, no amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura fala-nos do momento em que David foi escolhido e ungido como rei de Israel. O reinado de David trouxe ao povo uma era de desenvolvimento e de paz que ficou na memória colectiva de todo o Povo de Deus. Ao longo dos séculos, o Povo ansiava por voltar a essa época fecunda e sonhava com a restauração do reinado de David e os profetas iam prometendo a chegada de um descendente de David que iria realizar esse sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho apresenta-nos a realização dessa promessa: Jesus é o Messias/Rei enviado por Deus, que veio tornar realidade o velho sonho do Povo de Deus e apresentar o “Reino”. Mas que tipo de rei e de realeza estão encerrados naquele que não se pôde salvar a si mesmo e que agora está moribundo e pendente de uma cruz? Ele é o Rei do Reino de Deus, seu Pai, pelo seu próprio ser, isto é, o Reino de Deus está vinculado à pessoa de Jesus. Daqui a exigência de aceitarmos a sua pregação e de vivermos com Ele a filiação divina. Em Jesus Cristo se concluiu a aliança definitiva entre o Pai e toda a humanidade, aliança que reunirá num só povo todas as gentes. E este gesto divino é irreversível. Porém, esta unidade ainda não está atingida, porque não há paz entre os povos, nem adesão plena à pessoa de Jesus e à sua mensagem, mesmo por parte dos cristãos. Contudo, embora caiam as civilizações e os grandes impérios se desmoronem, esta vinculação de Cristo Rei do Universo ao povo, que Ele próprio resgatou pela sua cruz, não será abalada. Este Reino que foi começado na pessoa de Jesus, ficou no meio de nós e, não sendo deste mundo, constrói-se no aqui e agora do nosso tempo, exactamente no espaço geográfico e no grupo social e comunitário onde estamos inseridos. Que decisão pessoal devo eu tomar para que a força da pessoa de Jesus e do seu Evangelho actuem em mim como o fermento na massa? E eu próprio, como discípulo de Jesus, como devo actuar na massa da comunidade humana e cristã, onde vivo, ao jeito de fermento evangélico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo dá-nos a chave de compreensão da realeza de Jesus Cristo. O texto que hoje lemos é um hino cristológico, litúrgico e sapiencial, que celebra a grandeza universal e cósmica de Cristo, e sublinha a relação existente entre a criação e a redenção. Ele é o Homem-Deus, Jesus Cristo, o Filho de Deus Pai, constituído Rei do Universo e centro de toda a criação. A 1ª estrofe deste hino (vv. 15-18a) descreve-o como criador e refere-se à pré-existência de Cristo, especialmente ao seu papel na criação e no desígnio salvífico universal; a 2ª estrofe (vv. 18b-20) descreve-o como redentor e refere-se a Cristo mediador da redenção ou da reconciliação. Na verdade, Jesus de Nazaré nasce da linhagem do rei David, como indica a primeira leitura, mas Ele é Rei ontologicamente, desde toda a eternidade, o centro do universo. Cristo é de facto o centro de referência da Igreja no seu todo e de cada uma das nossas comunidades cristãs em particular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo&lt;br /&gt;2 Sm 5,1-3; Sl 122 (121); Cl 1,12-20; Lc 23,35-43&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1337040853394404690?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1337040853394404690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1337040853394404690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/11/nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do.html' title='Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7921210028312867593</id><published>2007-11-18T16:32:00.000Z</published><updated>2007-11-21T15:43:15.025Z</updated><title type='text'>XXXIII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo fala-nos de algo de novo para onde caminhamos, um novo céu e uma nova terra definitiva em Deus, que não se alcançará sem dor e luta. Porém nada temos a temer, porque Deus está connosco e acompanha-nos com ternura. Chama-nos à esperança cristã que nos revestirá de coragem para enfrentar todas as adversidades e para lutar por esse novo “Reino” que chegará no “dia do Senhor”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta anuncia que Deus não abandonou o seu Povo, mas vai intervir no mundo, vai derrotar o que oprime e rouba a vida e vai fazer com que nasça esse “sol da justiça” que traz a salvação. Esse dia da libertação é descrito como um grande dia de sol, no qual brilhará a justiça e a salvação para o povo ressequido com as amarguras do Exílio e, agora, descontente diante da grande tarefa de reconstrução do templo e do país. Está desanimado e não quer trabalhar. O profeta conforta-o, incutindo-lhe a esperança de que esse dia chegará sem tardar. Diante deste texto, havemos de ter consciência de que a intervenção libertadora de Deus não deve ser projectada apenas para o “último dia” do mundo, pois ela acontece a cada instante. Somos interpelados a estar numa espera vigilante e activa, a fim de sabermos reconhecer e acolher com esperança a intervenção salvadora e libertadora de Deus no quotidiano da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho oferece-nos uma reflexão sobre a caminhada que a comunidade de crentes é chamada a fazer, até à segunda vinda de Jesus. A missão dos discípulos na história é comprometer-se na transformação do mundo, para que a velha realidade desapareça e nasça o “Reino”. Esse caminho será percorrido no meio de dificuldades e perseguições, mas os discípulos terão sempre a ajuda e a força de Deus. Jesus não nega algo de terrífico que irá acontecer, mas adverte os seus discípulos para um “antes de tudo isto”. É para este antes que nos devemos preparar por uma conversão de vida e pela adesão de coração a Jesus, porque somos chamados a ser suas testemunhas diante dos que nos odeiam e perseguem e até nos podem causar a morte. Aos crentes pede-se que reconheçam os “sinais” do “Reino” e que se esforcem, todos os dias, por tornar possível essa nova realidade. A nossa vida tem de ser um compromisso sério e empenhado, para que floresça o mundo novo da justiça, do amor e da paz. Quais são os sinais de esperança que eu contemplo e que me fazem acreditar na chegada iminente do “Reino”? O que posso fazer, no dia a dia, para apressar a chegada do “Reino”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura reforça a ideia de que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça e no comodismo, alheando-nos das grandes questões do mundo e evitando dar o nosso contributo na construção do “Reino”. Se é certo que o “Reino de Deus” é uma realidade que atingirá o ponto culminante na vida futura, ele começa a construir-se aqui e agora e exige o esforço e o empenho de todos. A minha atitude é a de quem se comprometeu com o “Reino” e procura construí-lo em cada instante da sua existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXXIII Domingo Comum&lt;br /&gt;Ml 3,19-20; Sl 98 (97); 2 Ts 3,7-12; Lc 21,5-19&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7921210028312867593?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7921210028312867593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7921210028312867593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/11/xxxiii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXXIII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5245249798251050576</id><published>2007-11-11T00:39:00.000Z</published><updated>2007-11-07T00:41:44.304Z</updated><title type='text'>XXXII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na liturgia deste domingo perpassa a confissão de fé na ressurreição dos mortos e na vida eterna, pois o Deus dos cristãos "não é um Deus de mortos, mas de vivos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na primeira leitura, "sete irmãos", fiéis ao Deus de Israel, o Deus dos vivos, preferem ser torturados e mortos sob a autoridade da rei da Síria, que perseguia os judeus, do que infringir as suas leis religiosas. Os irmãos confessaram a sua fé na ressurreição dos mortos, de vários modos. Todos, porém, afirmaram que a vida presente é efémera e que "vale a pena morrer às mãos dos homens, porque têm esperança em Deus de que Ele os ressuscitará para a vida eterna". E nós, somos capazes de defender, com verdade e rectidão, aquilo em que acreditamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira leitura, Lucas relata-nos o facto de alguns saduceus se terem aproximado de Jesus, a fim de o interrogaram sobre a vida futura. "Havia sete irmãos" que casaram sucessivamente com a viúva sem deixarem descendentes. "De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?". Sabemos que a obrigação de uma viúva casar sucessivamente com os irmãos do primeiro marido até obterem descendência, decorria de uma lei de Moisés, chamada Lei do Levirato. Sabemos, igualmente, que o grupo dos saduceus não acreditava na ressurreição dos mortos. De facto, é uma cilada que eles lhe lançam. Jesus, porém, aproveita a ocasião para nos transmitir um ensinamento da máxima importância para a nossa vida humana e cristã sobre a ressurreição dos mortos. Hoje, há muitas vidas sem sentido, porque as pessoas não acreditam na vida futura em Deus, que dá uma direcção ao que vivemos e fazemos, uma direcção que nos aponta para o além, para a vida eterna. Porém, a certeza da ressurreição não deve ser, apenas, uma realidade que esperamos, mas uma realidade que influencia, desde já, a nossa existência terrena, de modo a que o novo céu e a nova terra, que nos esperam, comecem a desenhar-se desde já. Em que acreditamos nós, cristãos, a respeito da vida futura? "Cremos na ressurreição da carne e na vida eterna", confessamos nós no Credo. Esta fé conduz-nos à prática da caridade e das boas obras e, sobretudo, a uma imensa confiança em Deus que nos criou para a vida sem fim, para a vida feliz, nele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura Paulo convida-nos a manter o diálogo e a comunhão com Deus, enquanto esperamos que chegue a segunda vinda de Cristo e a vida nova que Deus nos reserva. Só com a oração será possível mantermo-nos fiéis ao Evangelho e ter a coragem de anunciar a todos as pessoas a Boa Nova da salvação. Tenho consciência de que é da oração que brota a minha fidelidade ao Evangelho, ou considero que as minhas vitórias e conquistas, neste campo, se devem apenas a mim, aos meus méritos e qualidades?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXXII Domingo Comum&lt;br /&gt;2 Mac 7,1-2.9-14; Sl 17 (16); 2 Ts 2,16-3,5; Lc 20,27-38&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5245249798251050576?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5245249798251050576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5245249798251050576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/11/xxxii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXXII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-3939073055963873643</id><published>2007-11-04T12:14:00.000Z</published><updated>2007-11-01T12:16:39.553Z</updated><title type='text'>XXXI Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo convida-nos a contemplar o amor de Deus. Apresenta-nos um Deus que ama a todos, sem excluir ninguém, nem sequer os pecadores, os maus, os marginais, os “impuros”. Revela-nos que só o amor é capaz de transformar. O Senhor de todos se compadece, porque é omnipotente no amor e não olha para os nossos pecados, até que deles nos arrependamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura apresenta-nos a imagem de um Deus condescendente, cheio de bondade e misericórdia, que não quer a morte do pecador, mas a sua conversão. É esta a imagem de Deus que nós conhecemos e amamos? Já a interiorizámos? Interiorizar esta imagem de Deus significa impregnar-nos da lógica do amor e da misericórdia e deixar que ela transpareça em gestos concretos para com os nossos irmãos e irmãs. Ás vezes, pensamos que certos males que nos incomodam são castigos de Deus pelo nosso mau proceder. No entanto, este texto deixa claro que Deus não está interessado em nos castigar, mas procura fazer-nos perceber, com a pedagogia de um pai/mãe cheio de amor, a falta de sentido de algumas opções que fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho apresenta a história de um homem pecador, marginalizado e desprezado pelos seus concidadãos, que se encontrou com Jesus e descobriu nele o rosto do Deus que ama. Jesus convidou-o a sentar-se à mesa com Ele. Aí esse homem, egoísta e pecador, deixou-se transformar pelo amor de Deus e tornou-se um homem generoso, capaz de partilhar os seus bens e de se compadecer com a sorte dos pobres. “Hoje entrou a salvação nesta casa”, disse Jesus a Zaqueu, depois deste lhe ter manifestado sentimentos e propósitos de uma verdadeira conversão. É bem claro que este “hoje” acontece no tempo e na história de cada um e do povo. Mas ele não se refere apenas a uma temporalidade cronológica, pois está para além e para aquém da história. É a temporalidade humana, onde Deus actua. Em linguagem teológica, chamamos-lhe “kairós”, palavra grega que significa o tempo de Deus, o tempo da salvação, o “aqui e agora”, o “hoje” de cada pessoa que acolhe esse tempo no seu coração. Como acolhemos e tratamos os que têm comportamentos socialmente inaceitáveis? Percebemos que Deus tem um “tempo” certo para salvar essas pessoas e que nós podemos ser ou não veículo dessa salvação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura Paulo exorta-nos a que permanecemos dignos deste amor criador de Deus, deste chamamento que Ele faz à salvação, pelo conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para tanto, é necessário ter bons propósitos e trabalhar na fé. Fazê-la crescer e desenvolver pelo estudo, oração e perseverança nas boas obras. O cristão e a cristã, assim fortificados, não temem os anúncios proféticos falsos de um fim de mundo iminente, de uma catástrofe mundial, como se fossem as pessoas deste mundo que comandassem a história. A palavra de hoje apela-nos à confiança e segurança em Deus, que é poderoso no amor e ama a obra das suas mãos. Tenho consciência de que a salvação não é uma conquista minha, mas um dom de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXXI Domingo Comum&lt;br /&gt;Sab 11,22-12,3; Sl 145 (144); 2 Ts 1,11-2,1; Lc 19,1-10&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-3939073055963873643?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3939073055963873643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3939073055963873643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/11/xxxi-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXXI Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4794984688152659113</id><published>2007-10-28T13:18:00.000Z</published><updated>2007-10-25T13:19:38.773+01:00</updated><title type='text'>XXX Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo volta a falar-nos da oração. Diz-nos que Deus tem uma predilecção pelos humildes, pobres e marginalizados e que estes, no seu despojamento, humildade e até pecado, estão mais perto da salvação, pois são os mais disponíveis para acolher o dom de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na primeira leitura apercebemo-nos de que Deus é um “juiz justo”, que não se deixa comprar pelas ofertas desses poderosos que praticam injustiças na comunidade; em contrapartida, esse Deus justo ama os humildes e escuta sempre a oração do pobre, do órfão e da viúva, pessoas descriminadas e injustiçadas naquele tempo, porque “o Senhor é um juiz que não faz acepção de pessoas”. A oração destas pessoas em estado de sofrimento, provocado pela injustiça opressora dos que detêm algum poder sobre elas, é feita com humildade e persistência. Por isso, não pode deixar de ser escutada pelo Senhor, que ouve a voz do pobre que clama e está perto do coração atribulado (Sl 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho descreve a atitude correcta que o crente deve assumir diante de Deus. Recusa a atitude dos orgulhosos e auto-suficientes, convencidos de que a salvação é o resultado natural dos seus méritos e propõe a atitude humilde de um pecador, que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher o dom de Deus. É essa atitude de “pobre” que Lucas propõe aos crentes do seu tempo e de todos os tempos. De pé, no primeiro banco da “igreja”, o orgulhoso fariseu vangloriava-se diante de Deus e troçava do pobre publicano. Por sua vez, ao fundo da “igreja” o publicano batia no peito e confessava as suas culpas. O primeiro orante cumpriu literalmente toda a lei, mas esqueceu-se de ser humilde e de praticar o amor fraterno, por isso saiu da oração com o coração mais carregado de culpas. Afinal, foi o segundo orante que saiu puro, justificado do seu pecado, após a sua humilde oração. “Todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”. É este o conhecido aforismo com que Lucas termina a perícopa do seu evangelho. Quem, de entre nós, não experimentou já situações de profunda humilhação, provocada por mil e uma circunstância, vinda de nós próprios ou de outros, que se arvoram em juízes injustos e implacáveis, por se considerarem acima de nós? Quem de entre nós, não experimentou já, também, situações de exaltação, que nos levaram a espezinhar e a excluir irmãos nossos, considerando nós que emitimos um juízo justo sobre eles? Estas são as situações da nossa existência. São, também, as atitudes humanas que a palavra deste domingo contesta, porque nos afastam de Deus, único juiz que não faz acepção de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, temos um convite a viver o caminho cristão com entusiasmo, entrega e ânimo, a exemplo de Paulo. Na sua carta, Paulo queixa-se do abandono a que foi votado, aquando da sua prisão, momento em que se sentiu profundamente humilhado. Porém, Paulo tem a certeza que combateu o bom combate, que permaneceu na fé e, por isso, “o Senhor, justo juiz” lhe dará a coroa da justiça. O Senhor o livrará de todo o mal e lhe dará a salvação no seu reino celeste, apesar de todos o abandonaram, quando ele mais precisava de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXX Domingo Comum&lt;br /&gt;Sir 35,15-17.20-22; Sl 34 (33); 2 Tm 4,6-8.16-18; Lc 18,9-14&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4794984688152659113?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4794984688152659113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4794984688152659113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/10/xxx-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXX Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2840247628362978171</id><published>2007-10-21T11:05:00.000+01:00</published><updated>2007-10-17T11:05:57.101+01:00</updated><title type='text'>XXIX Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Palavra que a liturgia de hoje nos oferece convida-nos a manter com Deus uma relação de proximidade, uma comunhão íntima, um diálogo insistente na oração: só assim nos será possível aceitar os projectos de Deus sobre nós e sobre o mundo, compreender os seus silêncios, respeitar os seus tempos e ritmos, acreditar no seu amor sem nunca esmorecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura revela-nos que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-se, muitas vezes, da nossa acção, desde que esta esteja em relação com Deus pela oração. O texto fala-nos da vitória de Israel sobre os Amalecitas, alcançada não tanto pela força das armas, mas pela oração contínua de Moisés. É bem claro que o conceito que este povo antigo tinha de justiça, feita por suas próprias mãos e, através da guerra, não pode ser o nosso de hoje, discípulos de Jesus Cristo, embora a conjuntura actual nos mostre idênticas concepções e práticas bélicas. Hoje, a Igreja e os cristãos esclarecidos insistem mais no diálogo e nas negociações diplomáticas, apelando a que se deixe cair o recurso a qualquer tipo de armamento. Contudo, o que a palavra de Deus nos quer inculcar é o valor da oração. É a sua força que vence inimizades e levanta barreiras. Se tens um inimigo, reza por ele, insiste na oração, e começarás a ver nessa pessoa um amigo, um irmão e uma irmã. Esta leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho coloca na boca de Jesus uma pergunta inquietante, no final do trecho que hoje lemos: “Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?”. A questão da existência ou não de fé, no contexto deste evangelho encontra-se relacionada com a oração, feita com assiduidade e perseverança. Há muita gente que afirma que, hoje, não se reza, salvaguardando, como é óbvio, muitas e boas excepções. E isto, porque a própria vida pastoral é muito agitada e as exigências técnicas e pedagógicas são tantas, que não deixam tempo suficiente para a oração e, em alguns casos, quase a substituem. Será que a nossa fé, é bastante grande para percebermos que sem tempos diários de oração a nossa existência, preenchida com tudo o que fazemos de bom para nós e para os outros, pode arriscar-se a ser apenas natural, sem alcance divino, e por conseguinte, frágil? Mas, será que ainda há fé sobre a terra, de modo a que os homens e as mulheres dos nossos dias acreditem que, pela oração, conseguem de Deus o impossível aos olhos humanos? É esta a grande questão dos nossos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura fala-nos do valor da oração feita a partir da Bíblia: ela ensina-nos, persuade-nos, corrige-nos e forma-nos segundo a justiça. Por isso, Paulo aconselha-nos a viver desta palavra, a proclamá-la, insistindo a propósito e fora de propósito, a argumentar, ameaçar e exortar com a palavra inspirada, com muita paciência e boa doutrina. Empenho-me na minha formação cristã a partir da Bíblia? Procuro participar em encontros e cursos que me ajudam a perceber melhor a Palavra de Deus, que está contida na Bíblia? Neste domingo, e no contexto da formação cristã, vou comprometer-me a empregar algum meio para melhor estudar e orar pela minha Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXIX Domingo Comum&lt;br /&gt;Ex 17,8-13; Sl 121 (120); 2 Tm 3,14-4,2; Lc 18,1-8&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2840247628362978171?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2840247628362978171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2840247628362978171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/10/xxix-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXIX Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1367437765048363773</id><published>2007-10-14T17:13:00.000+01:00</published><updated>2007-10-08T17:17:53.426+01:00</updated><title type='text'>XXVIII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo afirma-nos que Deus oferece a sua salvação a todos os povos, em Jesus Cristo, e que, muitas vezes, os pagãos e os adeptos de outras religiões não cristãs têm uma confissão de fé mais pura e são mais agradecidos para com Deus do que nós, cristãos e cristãs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos a história de um leproso, o sírio Naamã. O episódio revela que só Iavé nos oferece a vida e a salvação, sem limites nem excepções; a nós, resta-nos acolher o dom de Deus, reconhecê-lo como o único salvador e manifestar-lhe a nossa gratidão. Assim sucedeu com Naamã, que, ao descobrir que o profeta o tinha liberto da sua lepra, em nome do Deus de Israel, confessou a sua fé no único Deus, mostrou-me grato, afirmando que doravante não ofereceria nem holocaustos nem sacrifícios a outros deuses. Este texto convida-nos a interrogar-nos sobre em quem pomos a nossa confiança e a nossa esperança de felicidade: em Deus, ou nos ídolos: videntes, espíritas, dinheiro, sucesso…?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho mostra-nos um grupo de leprosos que se encontram com Jesus, e que através de Jesus descobrem a misericórdia e o amor de Deus. Eles representam toda a humanidade, envolvida pela miséria e pelo sofrimento, sobre quem Deus derrama a sua bondade, o seu amor, a sua salvação. Hoje a lepra é uma doença muito rara e tem cura. No passado, era um flagelo incurável e altamente contagioso, tal como a SIDA, hoje. O povo bíblico tinha leis muito severas sobre os leprosos. Quem fosse vitimado com esta doença tornava-se impuro; tinha de se afastar para lugares recônditos, para não contagiar os outros, e, por este facto, não podia participar nas celebrações judaicas, na sinagoga ou no templo. Porém, tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus declara o seu repúdio por estas leis. Manifesta um profundo amor por estes excluídos, curando a lepra física de alguns e concedendo-lhes o dom da fé. Nos textos de hoje, este dom foi concedido a israelitas e estrangeiros. O curioso é que só os estrangeiros reconheceram o dom da cura, aderindo intimamente a Deus e a Jesus Cristo, através de uma maravilhosa expressão de fé. Como lidamos nós com aqueles que a sociedade marginaliza? Que fazemos por eles ao jeito de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura define a existência cristã como identificação com Cristo. Quem acolhe o dom de Deus, torna-se discípulo: identifica-se com Cristo, vive no amor e na entrega aos irmãos e chega à vida nova da ressurreição. Numa Igreja missionária de que faço parte, sinto eu, como Paulo, o imperativo de anunciar as maravilhas de Deus pela minha vida e palavra, pois que não podemos “prender” a palavra de Deus? Em que medida a minha fé é pura, esclarecida, agradecida, até me levar à audácia de sofrer e morrer com Cristo, na certeza de que com Ele hei-de viver e triunfar? Neste novo ano pastoral, quero-me empenhar no “tratamento” da abundante miséria humana e espiritual que avassala a nossa sociedade, sob diversas formas, inserindo-me em grupos apostólicos na minha comunidade paroquial, como gente que sabe apontar o caminho da cura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXVIII Domingo Comum&lt;br /&gt; 2 Re 5,14-17; Sl 98 (97); 2 Tm 2,8-13; Lc 17,11-19&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1367437765048363773?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1367437765048363773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1367437765048363773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/10/xxviii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXVIII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8412339280543626136</id><published>2007-10-06T13:18:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T13:19:26.957+01:00</updated><title type='text'>XXVII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O tema essencial da liturgia deste domingo diz-nos que o justo viverá pela sua fidelidade, o mesmo é dizer, que o cristão e a cristã que conseguem romper a bruma do tempo e o emaranhado das situações actuais, permanecendo convictamente praticantes, conseguem-no graças à sua fidelidade a Deus, isto é, à sua permanência na fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 1ª leitura, o profeta Habacuc quase que desespera da salvação prometida por Deus ao povo de Israel, porque este vive subjugado pelo regime babilónico. O Senhor chama-o à esperança, baseada na fidelidade do crente a Deus, que é sempre fiel e infinitamente paciente. Deixa que as pessoas usem bem ou mal da sua liberdade, mas, na sua hora, ou kairós, como dizemos em teologia, manifesta o seu poder salvador junto daqueles que perseveram na fé e na esperança, tanto nas alegrias como nas adversidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho, proposto por Lucas, apresenta-nos, também, Jesus a interpelar os seus discípulos sobre a fé: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te daí...’ e ela obedecer-vos-ia”. A fé profunda e esclarecida em Deus e na sua mensagem salvadora, impele-nos a permanecer servos fieis e inúteis, isto é, a estar convencidos de que é nosso dever de amor, entregarmo-nos a Deus e aos irmãos, gratuitamente, como Ele o faz por nós. Para isso, não nos basta a catequese infantil ou adolescencial que temos. Precisamos de crescer na nossa fé até sermos adultos em Cristo. Precisamos de uma formação cristã contínua e integral, que atinja a nossa inteligência e o nosso coração, em ordem à prática cristã empenhada na comunidade eclesial e nos postos sociais e políticos onde intervimos, como cidadãos activos e cristãos conscientes. Basta de ignorância religiosa e cristã e de irresponsabilidade diante das situações. Temos de ser testemunhas verdadeiras de Jesus Cristo e da sua mensagem. Havemos de viver da fé e testemunhá-la, na permanência das situações difíceis, dolorosas e complicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo é directo: “Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor”. Para isso, não sejas tímido, mas forte, vive a caridade e sê moderado em tudo. Presta atenção à boa doutrina, que vais aprendendo comigo, continua Paulo, sofre pelo Evangelho e confia no poder de Deus. E, sem medos, porque o Espírito Santo, que nos habita, auxilia-nos constantemente. Que belas recomendações! Que acertado programa de vida cristã! A fé é um dom de Deus e uma resposta livre da pessoa humana. Baseia-se, não em doutrinas, por mais seguras e maravilhosas que sejam, mas na adorável pessoa de Jesus Cristo, que nos convida à comunhão íntima com o Pai, no Espírito, através da sua mediação. Acreditar em Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, não é apenas uma questão de palavra, de proclamação do Credo na missa dominical, é uma questão visceral, íntima, de coração e de inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXVII Domingo Comum&lt;br /&gt;Hab 1,2-3; 2,2-4; Sl 95 (94); 2 Tm 1,6-8.13-14; Lc 17,5-10&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8412339280543626136?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8412339280543626136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8412339280543626136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/10/xxvii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXVII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8526581303778150243</id><published>2007-09-30T19:07:00.000+01:00</published><updated>2007-09-24T19:11:29.295+01:00</updated><title type='text'>XXVI Domingo do tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo contesta com veemência a acentuada desigualdade social entre ricos e pobres e, sobretudo, a passividade de uns tantos que vivem na opulência sem reparar na miséria que os circunda, e sem nada fazer para inverter a ordem social, de modo a abater o fosso que separa uns dos outros. Isto constitui um escândalo social intolerável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Amós tece duras críticas aos que vivem regalados, dormindo em leitos de marfim, comendo os melhores animais dos seus rebanhos, bebendo o vinho em sumptuosas taças, perfumando-se com os unguentos mais finos e cantando as suas melodias, sem se afligirem com a ruína e a miséria dos outros. O Senhor olha para estes ricos como um bando de voluptuosos, que Ele castigará, enviando-os, em primeiro lugar, para o exílio de Babilónia e, assim, acabará com eles. É dura esta crítica do profeta Amos! Todos nós corrermos o risco de fazer parte deste “bando de voluptuosos” se formos prisioneiros do consumismo e nos esquecermos do pobre, do doente, do que vive só, mesmo ao nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas apresenta-nos a parábola do rico avarento, que se banqueteava todos os dias, e do pobre Lázaro, que jazia junto do seu portão coberto de chagas. Jesus retrata nesta parábola a realidade de ontem e de hoje, em que uma minoria da população mundial é detentora de bens, riquezas e poder, em desfavor da grande maioria, que vive miseravelmente, sem direito ao mínimo essencial. De facto, Jesus não condena o rico por ser rico. Critica, sim, e com firmeza o rico avarento, o egoísta, o que despreza o pobre e o ignorante. Porque os bens deste mundo são propriedade de todos, cabendo, no entanto, a sua administração apenas a alguns, que a devem fazer com justiça e imparcialidade. Que adianta praticar a religião se nos esquecemos do essencial evangélico que é a prática da caridade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo pede a Timóteo que pratique a justiça, a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão. Refere-se, ainda, ao empenho no combate da fé e na conquista da vida eterna, de acordo com a profissão de fé que Timóteo e nós também fizemos, no dia do nosso baptismo, e que renovamos, comunitariamente, em cada eucaristia dominical. Vivendo estas virtudes travamos o “bom combate” contra as seduções do mundo e pomos em prática as obras de misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade actual quer afirmar-se pelo poder económico, fruto da riqueza de uma pequena franja da população, que tenta aniquilar a outra parte, a qual constitui a grande maioria. Todos bradamos com Jesus e Paulo e Amós que se faça justiça evangélica, que se acabe com a dominação arrogante, a favor de uma humanidade mais fraterna, onde cada nação se preocupe com a outra, onde todos vivam tranquilamente, tenham um leito para descansar, pão para comer, vinho para beber e cantem alegremente as canções da sua existência. Porque, um dia, todos seremos julgados e a morte é a consciência crítica desta vida, onde Deus fará justiça à injustiça e fará a verdade da mentira. Tudo se prepara neste mundo, porque, quer acreditemos, quer não, há, efectivamente, outra vida, a Vida Eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXVI Domingo Comum&lt;br /&gt;Am 6,1.4-7; Sl 146 (145); 1 Tm 6,11-16; Lc 16,19-31&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8526581303778150243?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8526581303778150243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8526581303778150243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/09/xxvi-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXVI Domingo do tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4717762651612897308</id><published>2007-09-23T18:17:00.000+01:00</published><updated>2007-09-17T18:17:31.377+01:00</updated><title type='text'>XXV Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo propõe-nos uma profunda reflexão sobre o lugar que os bens materiais devem ocupar na nossa vida de discípulos de Jesus. Convida-nos a lutar contra a ganância e o desejo imoderado de riqueza, sobretudo quando ela nos pode advir mediante a prática de injustiças e de exploração dos outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Amós manifesta-se escandalizado com a avidez e fraude dos comerciantes ricos do seu tempo: espezinham o pobre, aumentando o preço dos cereais e construindo medidas falsas, vendendo-lhe o que já não presta, no intuito de se tornarem ainda mais ricos. Esta atitude, censurada pelo profeta, faz-me pensar nas inúmeras fraudes dos nossos tempos, como a manutenção das guerras nos países mais pobres, porque dá proveito aos ricos; a proibição de investigar a cura de algumas doenças, como, por exemplo, a malária, que mata milhões de pessoas, porque o laboratório que produz o medicamento não o permite... E, se nos detivermos em casos mais particulares e até pessoais, poderemos descobrir nas nossas práticas quotidianas, mil e uma circunstância em que estamos longe de ser honestos e de praticar a justiça, ou melhor, a caridade evangélica. Espezinhamos o fraco e o humilde, tanto por palavras como por obras, sempre que nos fazemos donos da verdade e das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Jesus conta a parábola de um administrador infiel, que desperdiçava os bens do seu patrão, primeiramente, para, em seguida, ao ser despedido pela sua má gerência, se considerar dono desses mesmos bens a favor dos devedores e em seu proveito pessoal. Jesus elogia a esperteza deste administrador, porque foi hábil em granjear amigos para o acolherem ao ser despedido, utilizando para esse efeito os bens alheios, os do seu patrão. Todos sabemos que hoje há formas bem mais espertas e sofisticadas de roubo e exploração. Porém, na parábola de hoje, Jesus quer oferecer aos seus discípulos o exemplo de um homem que percebeu como os bens deste mundo eram frágeis e precários e que os usou para assegurar valores mais duradouros e consistentes… Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo aconselha veementemente a rezarmos pelos nossos governantes, para que nos conduzam a uma vida tranquila e pacífica, com piedade e dignidade. Porque a sua missão primordial é serem bons administradores dos bens públicos e velarem por que se reponha a justiça onde quer que esta seja lesada. Porém, hoje ninguém acredita nos governantes, porque são vistos, sobretudo, como pessoas que fazem reverter em seu favor os bens que são de todos nós, e que deviam gerir em proveito do povo. A corrupção de muitos detentores de poder, com todos os seus contornos, vai-se desmascarando no dia-a-dia. E, no entanto, os governantes têm como missão ser os garantes de uma sã organização social e de uma justa distribuição dos recursos. Por isso, é bom seguir o conselho de Paulo: rezar por eles para que cumpram a sua missão e não caiam nas malhas das tentações a que estão sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXV Domingo Comum&lt;br /&gt;Am 8,4-7; Sl 113 (112); 1 Tm 2,1-8; Lc 16,1-13&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4717762651612897308?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4717762651612897308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4717762651612897308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/09/xxv-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXV Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7818399922197701308</id><published>2007-09-09T11:04:00.000+01:00</published><updated>2007-09-06T11:06:41.643+01:00</updated><title type='text'>XXIII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; A liturgia da palavra deste domingo insiste na ideia de que todos necessitamos da assistência do Espírito Santo para discernirmos sobre a nossa vida, como baptizados, e tomarmos as melhores decisões, aquelas que mais se coadunam com o Evangelho com o qual nos comprometemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na primeira leitura, o autor do livro da Sabedoria, depois de uma breve reflexão sobre a nossa incapacidade de pensar e de compreender os desígnios de Deus, no dia-a-dia, para nós mesmos e para a humanidade, conclui: “Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios, se vós não lhe dais a sabedoria, e não lhe enviais o vosso espírito santo?”. De facto, sem a preciosa ajuda do Espírito Santo quem poderá realizar a sério o compromisso do seu baptismo e escalar a montanha da santidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      No evangelho, Jesus Cristo é peremptório. Há só uma condição para o seguir: ter preferência por Ele, no amor, isto é, colocá-lo acima do pai, da mãe, do marido, da esposa, dos irmãos e dos filhos, e tomar a cruz de cada dia, seguindo-o, na qualidade de discípulo e discípula. Esta exigência refere-se a cada um dos baptizados e não se dirige apenas às pessoas especialmente consagradas a Deus, como às vezes pensamos. Por isso, antes de tomar a decisão de receber o baptismo ou de o pedir para os seus filhos, a pessoa deve reflectir e calcular as suas forças, para ver se é capaz de assumir tal responsabilidade. É como aquele que, segundo a parábola de Jesus, “antes de construir uma torre se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la. Não suceda que se mostre incapaz de a concluir. Ou, como o rei, que se senta primeiro a considerar se com dez mil soldados é capaz de se opor ao outro rei que vem contra ele com vinte mil”. Daí a necessidade de recorrermos à ajuda do Espírito Santo, por causa da debilidade do nosso pensamento e da incoerência nas nossas opções.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na segunda leitura, Paulo, num pequeno bilhete que escreveu a Filémon, sugere-lhe uma nova atitude face ao seu antigo escravo Onésimo, porque este, pelo baptismo, se tornou seu irmão em Cristo. O conteúdo deste bilhete mostra-nos que nem sempre é fácil viver as exigências baptismais, segundo os requisitos de Cristo. Contudo, a leitura atenta, meditativa e orante da palavra de Deus, que nos dá a sabedoria e nos conduz à permanente revisão de vida, é luz e força para nos deixarmos construir pelo Espírito Santo, até à plena identificação com Jesus Cristo. Jamais podemos desistir desta tarefa, apesar das nossas fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A vivência radical do Evangelho não se compadece com a existência de cristãos e cristãs mornos, apáticos e infiéis, que tentam viver, ao mesmo tempo, para Deus e para si mesmos. Manifestam, assim, a sua incapacidade de colocar em segundo lugar todos os bens, por causa do único e grande amor que é Cristo, condição única para realizar a vida baptismal com que se comprometeram. Estes são os cristãos que desacreditam a Igreja e que não tornam cativante o rosto de Cristo para os mais novos e para aqueles que ainda o não conhecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXIII Domingo Comum&lt;br /&gt;Sb 9,13-19; Sl 90 (89); Flm 9b-10.12-17; Lc 14,25-33 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7818399922197701308?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7818399922197701308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7818399922197701308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/09/xiii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXIII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8788583063537329428</id><published>2007-09-02T11:02:00.000+01:00</published><updated>2007-09-06T11:06:22.224+01:00</updated><title type='text'>XXII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; A liturgia da palavra deste domingo apela-nos à virtude da humildade, que é o caminho de quem se quer identificar com Jesus, estabelecendo com Ele uma relação de íntima comunhão, e de quem se submete à mesma autoridade divina, numa convergência de vontades, como Ele. No início de um novo ano pastoral é bom recordar que sem a virtude da humildade se torna impossível a relação fraterna e um bom trabalho em equipa, como é próprio da comunidade cristã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na primeira leitura, o autor do livro de Ben-Sirá adverte-nos: “Humilha-te e encontrarás graça diante do Senhor”. Quanto mais importante fores, mais te deves humilhar, porque só os humildes são dignos de cantar as glórias do Senhor. A humildade é uma disposição espiritual, não congénita, mas adquirida com o auxílio da graça de Deus. Há pessoas tendencialmente mais humildes e, outras, mais orgulhosas. Fundamentalmente, todos somos inclinados à soberba, vício contrário à virtude da humildade. Umas vezes por defeito, outras vezes por excesso. Isto é, há pessoas que não nutrem por si próprias uma verdadeira auto-estima e, por isso, consideram-se inferiores, sem qualidades, muito vulneráveis...Ao inverso, há outras pessoas que, excedendo o amor de si próprias, consideram-se as maiores, as mais bem dotadas, as intocáveis...Porém, ambas as atitudes revelam uma grande falta de humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     No evangelho, o Senhor conta-nos uma parábola sobre a importância da humildade, concluindo com a frase que todos nós bem conhecemos: “Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”. Ben-Sirá e Jesus dizem-nos que uma pessoa pode ser e considerar-se «importante», bem dotada, poderosa e ser muito humilde. A pessoa que decide ser humilde, colaborando com a ajuda que Deus lhe dá, fá-lo por motivos de ordem sobrenatural, para se identificar mais com Jesus que, ao encarnar, apesar de ser Filho de Deus, não reclamou para si próprio esse direito, antes se rebaixou, tomando a forma de escravo, como escreve Paulo aos Filipenses. É por isso, que Jesus nos aconselha a que sejamos de tal modo humildes que, quando damos ou nos damos a alguém, o façamos discretamente e sem esperar retribuição. O nosso Pai do céu vê-nos e isso nos basta, porque aos seus olhos encontrámos agrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus lembra-nos que a verdadeira grandeza nos vem de Deus, de quem nós nos podemos aproximar com muita confiança, através de Jesus, o mediador da nova aliança. Ao encarnar humilhou-se para nos elevar da nossa pobreza e indignidade diante de Deus e nos aproximar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Maria, a Mãe de Jesus, ao proclamar o seu Magnificat, ao mesmo tempo que exalta Deus pelas maravilhas que nela realizou, confessa-se a mais pequena das suas criaturas, a humilde serva do Senhor! Reconheçamos, nós também, os dons que Deus nos concede, fazendo-os render e pondo-os ao serviço dos outros com simplicidade. É esta a humilde atitude de quem deseja ser discípulo e discípula de Jesus, à imitação de Maria.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;XXII Domingo Comum&lt;br /&gt;Sir 3,19-21.30-31; Sl 67 (68); Heb 12,18-19.22-24; Lc 14,1.7-14&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8788583063537329428?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8788583063537329428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8788583063537329428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/09/xii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XXII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-6643313410520003578</id><published>2007-07-15T11:21:00.000+01:00</published><updated>2007-07-16T11:22:31.406+01:00</updated><title type='text'>XV Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Liturgia da Palavra deste domingo procura definir o caminho para encontrarmos a vida eterna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta uma reflexão sobre o amor a Deus. Convida os crentes a fazer de Deus o centro da sua vida e a amá-lo de todo o coração. Como? Escutando a sua voz no íntimo do coração e percorrendo o caminho dos seus mandamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um hino que propõe Cristo como centro, à volta do qual se constrói a história e a vida de cada crente. Se Cristo é o centro a partir do qual tudo se constrói, convém escutá-lo atentamente e fazer do amor a Deus e aos outros a exigência fundamental da nossa caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho sugere que essa vida plena não está no cumprimento de determinados ritos, mas no amor a Deus e aos irmãos e irmãs. Como exemplo, apresenta a figura de um samaritano – um herege, um infiel, segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de estender a mão a um irmão caído na berma da estrada. A um doutor da lei que se quer justificar da sua visão estreita e exclusiva do “outro”, Jesus conta-lhe uma parábola. Vamos “ler” essa parábola no sentido da inclusão e da humanização, dado que não se pode amar a Deus sem amar o próximo. Lucas coloca como questão fundamental, na procura de identidade, saber quem é o outro e que tipo de relação humana propõe Jesus. Na parábola, tanto os ladrões como o sacerdote e o levita desempenham papeis semelhantes. Os primeiros “foram-se embora deixando o homem quase morto”; os segundos deixaram a cena, distanciando-se do homem quase morto. E este homem é o único que permanece em cena sem identificação, sofrendo, contudo, diversas transformações. Primeiro, experimenta uma desagregação de si, ao ser espancado e roubado pelos ladrões; em seguida, adquire uma nova identidade, quando é tratado como gente pelo samaritano. Este homem, roubado e espancado, é a figura de um indivíduo excluído dos valores da vida. Porém, o samaritano, através das suas intervenções, faz dele uma pessoa importante, restituindo-lhe esses valores. É a relação de amor do samaritano que o torna próximo do homem sem identidade, restituindo-lha. Ele passa a ter um hoje e um amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacerdote e o levita não progridem na sua identidade, porque negam a relação ao homem quase morto. Ao invés, o samaritano, um excluído da comunidade de Israel, foi avaliado positivamente pelo doutor da lei, porque “foi bom para ele (o homem quase morto)”. Por isso, a sua identidade foi confirmada e a narrativa manifesta que ele tem um futuro assegurado. Podemos concluir que a realização concreta do processo de personalização e de integração da pessoa humana passa pela relação cordial, a qual determina a sua inclusão e é capaz de cumular as suas faltas. Este processo só é possível na medida em que somos capazes de passar da visão do próximo-objecto ao próximo-sujeito, ou, por outras palavras, passar de “quem devo eu amar?” a “como me vou eu tornar o próximo do outro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dt 30,10-14; Sl 69 (68) ou 18; Cl 1,15-20; Lc 10,25-37&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-6643313410520003578?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6643313410520003578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6643313410520003578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/07/xv-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XV Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8047224096937418770</id><published>2007-07-01T13:36:00.000+01:00</published><updated>2007-06-25T13:38:21.747+01:00</updated><title type='text'>XIII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo adverte-nos de que Deus nos chama e conta connosco para intervir na transformação do mundo e para o salvar. Convida-nos a responder a este chamamento com disponibilidade, no dom total de nós mesmos às exigências do Reino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos um Deus que, para actuar no mundo e na história, pede ajuda às pessoas. Eliseu é o homem que escuta o chamamento de Deus, corta radicalmente com o passado e parte generosamente ao encontro dos projectos que Deus tem para ele. O texto diz-nos que o profeta Elias, pela avançada idade, precisa de um substituto. Por isso, à ordem do Senhor, estende a sua capa sobre Eliseu, gesto que significa que este está vocacionado para o profetismo. É que o manto significa a própria personalidade, com os direitos e os carismas da vocação profética. Então Eliseu, uma vez chamado, abandonou os bois, pois estava a lavrar, e correu atrás de Elias e, numa total disponibilidade, deixou tudo o que possuía e entregou-se ao Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura diz-nos que o caminho do amor, da entrega, do dom da vida, é um caminho de libertação. Responder ao chamamento de Cristo, identificar-se com ele e aceitar dar-se por amor, é nascer para a vida nova da liberdade. Paulo confessa a necessidade de uma luta diária para a conquista da liberdade, pois só ela nos coloca ao serviço de Deus e dos outros, porque os nossos desejos humanos nem sempre coincidem com aqueles que o Espírito suscita em nós. Não podemos entender este texto como se de um maniqueísmo se tratasse: o humano, por um lado, e, o cristão, por outro. Cada baptizado é chamado à perfeição humana e cristã, à perfeição de um ser livre em Cristo. É esta liberdade, apoiada pela acção do Espírito Santo, que nos capacita para a entrega radical ao serviço do Evangelho, lutando, por isso mesmo, para vencer o nosso próprio egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho apresenta o “caminho do discípulo” como um caminho de exigência, de radicalidade e de entrega total e irrevogável ao Reino. “Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o Reino de Deus”. Esta frase, que Lucas coloca no final do texto, é uma frase lapidar. Por ela entendemos que o caminho que nos leva até Deus não tem regresso. Quem, um dia, a partir do seu baptismo, percebeu que a vocação cristã consiste no seguimento de Cristo e no compromisso com a sua mensagem e que, por algum motivo, renuncia a esta percepção e às exigências que ela comporta, torna-se indigno do Senhor. Seguir Jesus exige uma radicalidade de amor a Deus e ao próximo, mas sem fanatismos nem fundamentalismos. Num tempo em que quase tudo nos vem sem custo, vivendo numa sociedade “pré-fabricada”, difícil se torna aquilo que só se adquire com tempo, esforço e renúncia. Não há “eternidades” imediatas e sem dispêndios. Estas, quando prometidas, são apenas miragens, porque nada de verdadeiro e imperecível se constrói sem alguma renúncia e custo. Este é o preço da nossa caminhada para a Jerusalém celeste.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1 Re 19,16b.19-21; Sl 16 (15), 1-2a.5-7; Gl 5,1.13-18; Lc 9,51-62&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8047224096937418770?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8047224096937418770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8047224096937418770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/07/xiii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XIII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-465278219925748156</id><published>2007-06-24T16:45:00.000+01:00</published><updated>2007-06-19T16:46:56.953+01:00</updated><title type='text'>Nascimento de S João Baptista (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Liturgia Cristã apresenta-nos, hoje, a solenidade do nascimento de S. João Baptista, que toma o lugar do XII domingo comum. Normalmente, a Igreja celebra o dia da morte dos santos e não o do seu nascimento. Com S. João Baptista procede-se de outro modo – celebra-se primeiro o dia do seu nascimento e depois o da sua morte. Deve-se isto, ao facto de S. João Baptista ter sido consagrado a Deus e cheio do Espírito Santo, ainda no seio materno de Isabel, sua mãe, quando esta recebeu a visita de Maria, que trazia Jesus em gestação dentro do seu seio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho anuncia-nos que João Baptista é o profeta sem igual, que prepara os caminhos do Senhor, de que é precursor e testemunha. O nome de João, que lhe foi dado pelos seus pais, significa que ele é “dom de Deus”, não apenas a seus pais, mas e, sobretudo, ao seu povo, Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura coloca nos lábios de João Baptista as próprias palavras do profeta Isaías. “O Senhor chamou-me desde o seio de minha mãe. Fez da minha boca uma espada afiada. Tornou-me semelhante a uma seta aguda”. O profeta não se faz a si mesmo, nem é eleito pelo povo. É alguém que recebe de Deus a vocação que o constitui profeta. Deve manter-se como a “boca” de Deus, isto é, anunciar no momento certo a palavra certa, portadora da boa nova de salvação. Isto exige muita fidelidade a Deus e aos tempos, uma energia constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, apercebemo-nos de que o verdadeiro profeta não conhece fácil acomodação; o seu dever é peremptório, porque vive estimulado pela vertigem da presença e da seriedade divina. Assim, João Baptista, enviado a preparar os caminhos do Salvador, usa sempre de sinceridade e lealdade a toda a prova. Na sua missão evita equívocos e confusões. Diz: “Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos pés”. E, como todos os profetas, a sua vida acaba no martírio, porque continuou sempre a ser a “voz” ou a “boca” de Deus, mesmo nos momentos mais difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o cristão participa na vocação profética de Jesus Cristo. Por isso, é seu dever anunciar a boa nova da salvação e denunciar, pela palavra e pelo testemunho de vida, tudo o que a ela se opõe, mesmo à custa da sua própria vida, prestígio, fama. S. João Baptista interpela-nos, hoje, fortemente, a repensarmos a nossa vocação cristã na linha da profecia. Não podemos calar o que é anti-evangélico, seja no terreno eclesial, seja no secular. Estou eu disponível para isso? Estou suficientemente liberto para poder exercer, responsável e destemidamente, esta minha vocação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Is 49,1-6; Sl 139 (138); Act 13,22-26; Lc 1,57-66.80&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-465278219925748156?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/465278219925748156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/465278219925748156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/06/nascimento-de-s-joo-baptista-c.html' title='Nascimento de S João Baptista (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8316840367419899792</id><published>2007-06-17T12:13:00.000+01:00</published><updated>2007-06-12T12:14:05.411+01:00</updated><title type='text'>XI Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O tema central da Palavra deste domingo é a realidade humana do pecado e a atitude divina do perdão. A atitude de amor por parte da pessoa que peca é condição essencial para obter o perdão de Deus. As leituras falam-nos, cada uma a seu jeito, de pecadores concretos, tanto do Antigo como do Novo Testamento, e do único e eficaz meio de perdão e de libertação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, é-nos relatada a reacção de Deus ao pecado cometido pelo grande rei David. Certamente que este não foi o seu único pecado. Contudo, pelos contornos de maldade e de gravidade que reveste, esta atitude pecaminosa de David não pode ficar sem uma severa repreensão de Deus, para bem do próprio rei e do seu povo. “Como ousaste desprezar a palavra do Senhor? Mataste Urias e tomaste como esposa a sua mulher”. David, porém, reconhece que pecou e logo recebe a certeza do perdão de Deus. “Não morrerás”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira leitura, Lucas fala-nos do belo encontro de Jesus com uma pecadora que vivia na cidade. O seu nome nem sequer é mencionado. Jesus, porém, vendo que esta mulher supera todas as barreiras físicas e sociais para dele se abeirar e chorar os seus muitos pecados, com gestos de ternura e amor, diz-lhe cordialmente: “Os teus pecados estão perdoados. A tua fé te salvou. Vai em paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo sublinha que é a nossa fé em Jesus Cristo que nos torna justos, isto é, ilibados das nossas culpas. Mesmo vivendo numa natureza pecadora, posso estar animado pela fé no “Filho de Deus que me amou e se entregou por mim”. No fundo, quando nego a existência de pecado na minha vida, manifesto à evidência, que não estou suficientemente informado sobre a Pessoa de Jesus Cristo e do valor da sua missão redentora. Sem uma sólida e profunda formação cristã, o meu coração torna-se um terreno bravio, onde cresce toda a espécie de crendices e, sem convicções, torna-se volúvel e apto a absorver toda a informação, sem critérios de discernimento entre o bem e o mal. Tudo é válido, desde que me apeteça, diz-me a nossa cultura em profunda crise, geradora de cepticismo sobre os próprios fundamentos do conhecimento e da ética. Será que, ainda hoje, podemos falar de pecado e de perdão? Para muitos dos nossos contemporâneos a palavra “pecado” está excluída do seu dicionário existencial. Ora, se não há pecado, também não há necessidade de perdão. Com a crescente incapacidade para diferenciar o bem do mal gera-se, nas consciências nascentes e naquelas que ainda não acederam a uma autonomia ética, uma séria confusão de valores. Daí a dificuldade em reconhecer o pecado pessoal e social, numa sociedade impregnada de materialismo prático e onde o eclipse do sentido de Deus e do ser humano parece ter-se instalado. Estou convicto de que devo estar em permanente formação cristã como exigência da minha pertença a Jesus Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2 Sm 12,7-10.13; Sl 32 (31), 1-2.5.7.11; Gal 2,16.19-21; Lc 7,36-8,3&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8316840367419899792?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8316840367419899792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8316840367419899792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/06/xi-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='XI Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7699362069889179224</id><published>2007-06-10T10:21:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T10:22:09.715+01:00</updated><title type='text'>X Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Terminado o tempo pascal, voltamos ao tempo comum. O tema deste Domingo anda à volta do poder e da bondade de Deus, que é capaz de se compadecer dos que choram e de ressuscitar os mortos, preanunciando, assim, a própria ressurreição de Jesus, seu Filho querido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas apresenta-nos um episódio comovente, cheio da ternura e da bondade de Jesus para com uma mulher viúva, a quem lhe tinha morrido o seu filho único, que ia a sepultar. Movido de compaixão, Jesus pede-lhe que não chore e, tocando no caixão, ordena ao jovem que se levante. E, depois de o ressuscitar, entrega-o a sua mãe. Ao agir deste modo, Jesus revela que é o senhor da vida e da morte e que veio viver no meio de nós para nos libertar dos nossos limites e opressões. Anuncia, também, a sua própria ressurreição, fonte de vida para todos os que nele acreditam. É firme e audaz a minha fé em Jesus Cristo? Creio que Ele tem todo o poder sobre o mal e que é o Senhor da vida? Diante dos meus limites, confio no seu poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura, em estreita relação com o evangelho, narra-nos a ressurreição de uma criança, filha da viúva de Sarepta, que costumava hospedar o profeta Elias. Diante de tal prodígio, a mulher reconhece o poder de Deus que, através do profeta, restitui a vida ao seu filho, e dá testemunho da sua fé na palavra de Deus, anunciada por Elias. Ao acolher o profeta em sua casa, a viúva de Sarepta, acolhe o próprio Deus, segundo a palavra de Jesus: “Quem acolhe os meus enviados, a mim me acolhe”. E recebeu a recompensa deste acolhimento. Reconheço eu a presença do Senhor nos meus irmãos e acolho-os com bondade e ternura, ou sou fechado e egoísta? Estou, habitualmente, aberto à palavra de Deus, que me vem através dos profetas de hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura fala-nos no acolhimento do Evangelho, que Jesus confiou a Paulo, para que dele se fizesse arauto e testemunha. Não foi tarefa fácil, porque o Apóstolo tem dificuldade em se fazer aceitar por parte dos cristãos vindos do Judaísmo, devido aos seus antecedentes, em que ele próprio perseguia os cristãos. Estes mostravam-se receosos e desconfiados. Por isso Paulo explica que o Evangelho que prega lhe foi revelado directamente por Jesus Cristo, para que ele o levasse depois aos pagãos. Este texto faz-nos pensar nas pessoas preconceituosas, que se tornam incapazes de esquecer as fraquezas passadas dos seus semelhantes. Sem abertura para aceitar a novidade da fé, tornam-se intolerantes e desprezam a graça de Deus actuando nos corações dos que se vão convertendo. Que tipo de pessoa sou eu? Deploro, constantemente, as faltas dos outros, ou sou capaz de olhar para as minhas próprias e tornar-me indulgente face aos outros? Aceito, tanto o meu crescimento, como o crescimento dos outros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1 Re 17,17-24; Sl 30 (29); Gal 1,11-19; Lc 7,11-17&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7699362069889179224?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7699362069889179224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7699362069889179224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/06/x-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='X Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2714183044310436875</id><published>2007-06-03T15:56:00.000+01:00</published><updated>2007-05-28T15:58:13.317+01:00</updated><title type='text'>Santíssima Trindade (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Solenidade deste domingo abre-nos à contemplação do mistério de Deus uno em sua essência e trino em pessoas. A celebração desta Solenidade convida-nos, não a tentar desvendar o mistério da Santíssima Trindade, mas a acolher a revelação de um Deus que é amor e, portanto, família e comunidade. O Deus família torna-se trindade de pessoas distintas, contudo unidas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Qualquer linguagem ou imagem que possamos usar é limitada e não consegue “dizer” o mistério de Deus. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho convoca-nos para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho Jesus e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito Santo. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus amor. João, numa curta perícopa, apresenta-nos, com clareza, um pequeno discurso de Jesus, onde Ele próprio fala do Pai e do Espírito. Este texto tão simples, à primeira vista, esconde a profundidade da relação dinâmica existente entre as três pessoas divinas e introduz-nos, também a nós simples criaturas, na comunhão da vida trinitária, na posse de uma amizade com Deus, que nos transforma em filhos e filhas queridos, à semelhança de Jesus. Tenho eu consciência desta minha identidade cristã? Estão as minhas relações humanas embebidas de amor e de vontade efectiva de cooperação com os outros, de modo a que reproduza na vida do meu dia a dia o amor que se revela no mistério da Santíssima Trindade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de Deus se derramam sobre nós e nos dão a vida em plenitude. Porque fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus e podemos viver cheios de esperança na glória futura. Tudo o que tivermos a sofrer na nossa peregrinação a caminho da casa do Pai é motivo de glória, pois sabemos que viremos a gozar das riquezas de Deus, porque o Espírito Santo, que nos foi dado, é penhor do amor do Pai em nós. Acredito na presença actuante e transformadora de Deus no meu quotidiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos nas obras criadas e manifestam-se aos homens e mulheres na sua beleza e harmonia. Esta leitura fala-nos da “sabedoria” de Deus, como sendo uma pessoa viva, que acompanha todo o processo da criação e cuja origem é anterior a ela. A tradição cristã vê nesta “sabedoria”, desde os primeiros séculos da Igreja e, sobretudo, a partir de S. Justino, Jesus Cristo, Sabedoria e Palavra criadora de Deus, pelo qual “tudo foi criado”. Sou capaz de me extasiar diante das coisas que Deus me oferece? Percebo nelas o seu amor e entrego-me confiadamente nas suas mãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr 8,22-31; Sl 8,4-9; Rm 51-5; Jo 16,12-15&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2714183044310436875?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2714183044310436875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2714183044310436875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/06/santssima-trindade-c.html' title='Santíssima Trindade (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-53513584768640311</id><published>2007-05-27T14:29:00.000+01:00</published><updated>2007-05-22T14:30:45.302+01:00</updated><title type='text'>Domingo de Pentecostes (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Espírito Santo, dom de Deus a todos os crentes, é o tema deste Domingo. O Espírito dá vida, renova, transforma, constrói a comunidade e faz nascer o Ser Humano Novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É Ele que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências. É este o grande dom do Pentecostes, palavra grega que significa quinquagésimo dia depois da Páscoa. Não poderia ter sido melhor a dádiva de Jesus Cristo à Igreja e ao mundo, qual nova criação, nascida da Páscoa. O Espírito Santo é o agente dinamizador de toda a acção evangelizadora desenvolvida por cristãos leigos e ministros ordenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Lucas sugere-nos que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens e mulheres sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar entre si. É Ele que une, numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas. Hoje, a nossa história colectiva está profundamente marcada pela presença do Espírito, quer dela tenhamos consciência, quer não. São numerosos os movimentos e comunidades de renovação espiritual e das estruturas humanas, que nascem e se desenvolvem por acção do Espírito. São inéditos os grupos de solidariedade, a todos os níveis, dentro e fora das comunidades cristãs, por obra do mesmo Espírito. São diversificadas as descobertas científicas, em todos os domínios, que, quando orientadas para o bem, revelam a presença criadora do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo informa-nos que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros. Por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço do bem comum. Todos somos portadores e agentes do Espírito. Ele, origem de unidade e de diversidade, é o elo de união e o princípio radical de igualdade e de corresponsabilidade de todos os membros do Povo de Deus na construção da Igreja e do Reino. Há diversidade de funções, mas é o mesmo Espírito que actua em cada um e em todos. Só num espaço de liberdade, de criatividade e de respeito mútuo é possível construir a obra de Deus, no mesmo Espírito. E que ninguém se atreva a extinguir o fogo do Espírito, que leva cada crente a acender na terra a luz fulgurante do Amor! Porque Ele acciona quem quer, onde quer e como quer. É tão ágil e inventiva a sua acção, que na Bíblia é assemelhada ao vento invisível, penetrante e fecundo. Por isso, ninguém a pode nem deve deter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Act 2,1-11; Sl 104 (103); 1 Cor 12,3b-7.12-13; Jo 20,19-23&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-53513584768640311?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/53513584768640311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/53513584768640311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/05/domingo-de-pentecostes-c.html' title='Domingo de Pentecostes (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1329832134777613251</id><published>2007-05-20T10:34:00.000+01:00</published><updated>2007-05-14T10:35:27.579+01:00</updated><title type='text'>Ascensão do Senhor (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Celebramos, hoje, a Solenidade da Ascensão de Jesus. Esta festa litúrgica anuncia-nos que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida plena e definitiva, em comunhão com Deus. Diz-nos, ainda, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores e seguidoras, que havemos de continuar a realizar o projecto libertador de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho relata-nos as palavras de despedida de Jesus, que determinam a missão dos seus discípulos e discípulas no mundo. Depois de lhes recordar o que está escrito sobre o Messias, declara que a sua tarefa é a de serem testemunhas de tudo isto. E promete-lhes a assistência do Espírito Santo, o Consolador. Depois, “Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi elevado ao céu”. É deste modo que Lucas, a terminar o seu evangelho, relata o último acontecimento da vida terrestre de Jesus de Nazaré – a sua Ascensão aos céus. E os discípulos “voltaram para Jerusalém com grande alegria”. É de notar que, quando alguém muito querido para nós parte ou morre, o nosso coração se enche de tristeza. Ao contrário, a partida de Jesus deixa os seus amigos cheios de alegria e a louvar a Deus. Isto ocorre, porque Jesus, subindo ao céu, nos deixa outra forma de presença: a do seu Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que nos espera a todos, os que percorremos o caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar “a olhar para o céu”, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos seus irmãos e irmãs continuar o projecto de Jesus. Esta leitura sacode-nos, também a nós, que muitos vezes nos ficamos por cumprir os nossos deveres religiosos e não nos comprometemos na transformação pessoal e na do mundo, pelo testemunho cristão das bem-aventuranças, pelas quais este mundo há-de ser transfigurado e oferecido ao Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura convida os discípulos e discípulas a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos e irmãs – membros do mesmo "corpo" – e em comunhão com Cristo, a "cabeça" desse "corpo". Cristo reside nesse "corpo". A Ascensão do Senhor, para que fosse glorificado e sentado à direita de Deus Pai, a fim de que tudo o que há nos céus e na terra lhe seja submetido, significa o termo da sua carreira terrestre, o absoluto cumprimento da sua missão. Porém é urgente que nós, seus discípulos e discípulas, continuemos esta missão até ao fim dos tempos, destemidamente e com muita alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Act 1,1-11; Sl 47 (46); Ef 1,17-23; Lc 24,46-53&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1329832134777613251?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1329832134777613251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1329832134777613251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/05/ascenso-do-senhor-c.html' title='Ascensão do Senhor (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2437921874823654936</id><published>2007-05-13T11:51:00.000+01:00</published><updated>2007-05-08T11:53:39.646+01:00</updated><title type='text'>VI Domingo da Páscoa (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Palavra deste domingo prepara-nos, decididamente, para a Ascensão do Senhor, festa que celebramos no próximo domingo. Nesta Palavra sobressai a promessa de Jesus em acompanhar, de modo permanente, a caminhada da sua comunidade em marcha pela história, sob a acção do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Jesus fala da importância de ter sempre presente, na mente e no coração, a palavra que Ele nos ensinou a praticar. Essa palavra não é apenas dele, mas é também do Pai, e continuará a ser-nos ensinada pelo Espírito Santo, o Consolador, que nos é enviado pelo Pai e pelo Filho. Guardar e cumprir a palavra do Senhor é garantia de paz, de concórdia e de bom entendimento entre os membros da comunidade e destes com os outros irmãos e irmãs. A paz é o dom por excelência do Ressuscitado. Todo aquele que vive a vida nova de ressuscitado em Cristo usufrui da paz e é pacificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos um facto concreto de discórdia e de restituição da paz na comunidade primitiva. Levantaram-se dúvidas sobre se os gentios convertidos a Cristo deveriam ou não ser circuncidados antes de receberem o baptismo. Foi tal a agitação que provocou um primeiro concílio em Jerusalém. Depois da discussão, os discípulos do Senhor e o Espírito Santo decidiram não impor tal obrigação aos irmãos saídos do paganismo, mas pedir-lhes apenas o cumprimento de algumas obrigações consideradas importantes na época. E, assim, porque Cristo continua presente na comunidade, foi possível chegar a um acordo. Também hoje, na Igreja, se levantam muitas questões relativas a práticas eclesiais, sendo umas mais fundamentais do que outras. Por vezes encontramos verdadeiras divisões entre os e as discípulas do Senhor! O recurso à palavra de Jesus e à prática das primeiras comunidades parece ser o único meio de reencontrar a paz. Hoje, tal como ontem, é preciso ajustar práticas e encontrar o caminho de fidelidade à palavra de Jesus, que é também caminho de fidelidade às pessoas de cada tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura mostra-nos a “cidade santa de Jerusalém”, isto é, a comunidade cristã dos tempos futuros, fundada sobre os apóstolos do Cordeiro. Nela não há templo nem necessidade da luz do sol ou da lua, porque Jesus Cristo é o seu templo e a sua lâmpada. É no intento desta cidade que nós caminhamos. Cidade cheia de harmonia e de paz, porque nela somos um só em Cristo e todos nos sentimos totalmente realizados. A comunidade cristã tem uma história e um projecto. Esta é a nossa utopia. É o que alimenta o nosso sonho, na esperança activa de que, começando desde aqui e agora a construir esta cidade, estamos esboçando o que será totalmente acabado no fim dos tempos. A Palavra inquieta-nos e impele-nos ao compromisso eclesial e social, hoje!&lt;br /&gt;                                        &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Act 15,1-2.22-29; Sl 67 (66); Ap 21,10-14.22-23; Jo 14-23-29&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2437921874823654936?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2437921874823654936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2437921874823654936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/05/vi-domingo-da-pscoa-c.html' title='VI Domingo da Páscoa (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-6106093442910971307</id><published>2007-05-06T11:03:00.000+01:00</published><updated>2007-04-30T11:04:17.844+01:00</updated><title type='text'>V Domingo da Páscoa (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Podemos resumir a mensagem da Palavra deste domingo ao amor. É a prática desta virtude teologal que define os discípulos e discípulas de Jesus, isto é, a sua capacidade de dar a vida até ao fim, por Jesus, presente em cada ser humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho situa-nos na última refeição de Jesus, na qual Ele entrega o seu mandamento novo, o do amor. Nem podia ser outro o mandamento de Jesus, já que Deus se revela no Amor, e Jesus, sendo a encarnação de Deus, participa da mesma essência, o Amor. Para nós é fácil pronunciar, repetindo em palavras, este mandamento do Senhor. Porém, o mesmo não podemos dizer face ao seu cumprimento. Passámos do egocentrismo infantil, mas fixamo-nos no culto de nós próprios, da nossa imagem e dos nossos direitos. Temos natural aversão a cedermos a favor dos outros. Contudo, Jesus afirma: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Mas é só pela força do Espírito, que nós, discípulos do Senhor Jesus, conseguimos superar a limitação de um amor egoísta e carnal e nos lançar na aventura de um amor “agapé”, amando com o mesmo amor que nos vem de Deus, de modo a continuar a construção da nova comunidade instaurada por Jesus e a testemunhar ao mundo o amor materno e paterno de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos o modo como viviam as primeiras comunidades e o seu empenho missionário. Os irmãos e irmãs dão testemunho do amor com que Deus os ama, ajudando-se e fortalecendo-se mutuamente, no meio das dificuldades e das crises por que vão passando. Paulo e Barnabé, incansáveis missionários, apoiam as comunidades que fundam, exortando-as a permanecer na fé no momento das tribulações, que são necessárias para entrar no Reino de Deus. Este texto interpela-nos hoje? Estamos nós, também, empenhados na missão de ir ao encontro dos mais fracos da nossa comunidade, para os apoiar e ajudar, dinamizados pelo amor de Deus, fortalecidos na oração? É urgente sair pelas ruas e proclamar, pelo testemunho e pela palavra, a todas as pessoas, grupos e instituições da nossa cidade, que é preciso quebrar as cadeias da injustiça, da opressão, da miséria e da violência; que os homens e as mulheres são todos iguais e têm os mesmos direitos; que dois terços da humanidade não podem continuar a ser explorados pelo terço restante; que os povos do terceiro e do quarto mundo já não aguentam mais o jugo que pesa sobre eles. É imperioso denunciar que não basta uma solidariedade em momentos de calamidade, para tranquilizar a consciência, mas que o amor cristão se vive a tempo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empenhamento cristão exige energia, lucidez e luta. Luta por “um novo céu e uma nova terra”, na visão do Apocalipse, apresentada na segunda leitura. Esta novidade do amor, começa aqui e agora, e é definitiva, no fim dos tempos, aí onde Deus enxugará as lágrimas dos nossos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Act 14,21b-27; Sl 144; Ap 21,1-5a; Jo 13,31-33a.34-35&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-6106093442910971307?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6106093442910971307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6106093442910971307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/05/v-domingo-da-pscoa-c.html' title='V Domingo da Páscoa (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-866372371508519044</id><published>2007-04-29T16:52:00.000+01:00</published><updated>2007-04-28T16:57:00.292+01:00</updated><title type='text'>IV Domindo da Páscoa (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estamos no Domingo do Bom Pastor, assim designado porque todos os anos nos apresenta uma parte da alegoria de Jesus como Bom Pastor. É este, pois, o tema central da liturgia da Palavra. Celebramos, também, neste domingo, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura narra a reacção dos judeus e dos pagãos face ao anúncio da salvação, exposto por Paulo e Barnabé em Antioquia. O texto apresenta duas atitudes opostas diante da proposta do Bom Pastor. A primeira, é a dos judeus, “ovelhas” cheias de auto-suficiência, que, ao verem a multidão que acorria para escutar Paulo e Barnabé, se “encheram de inveja e responderam com blasfémias”, porque se sentiam donos da verdade sobre Deus e não estavam disponíveis para mudarem os seus esquemas religiosos e seguirem o Bom Pastor. A segunda, é a dos gentios, “ovelhas” atentas à voz do Bom Pastor, que, ao descobrirem a vida verdadeira, aceitam pôr-se em questão e arriscam seguir a voz do Pastor que os quer conduzir às pastagens da vida abundante. Estes dois protótipos de “ovelhas” encontram-se hoje dentro da comunidade cristã. Onde é que eu me situo? Na atitude de quem não aceita mudanças na Igreja e se acomoda a uma religião “certinha”, sem riscos, ou na atitude de quem se abre à novidade evangélica e aceita viver em constante dinâmica de conversão para uma vida em abundância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta-nos a “sorte” final das “ovelhas” que seguiram o Bom Pastor: “Uma multidão imensa, de todas as nações, tribos, povos e línguas, estão de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão”, isto é, possuem a vida total, de felicidade sem fim. Para termos esta mesma “sorte” basta que aceitemos a proposta de Jesus e sigamos atrás dele pelo caminho do amor e da entrega das nossas vidas, com esperança. Deste modo, começamos a concretizar, desde aqui e agora, o “novo céu e a nova terra”, que hão-de ser definitivos no Além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho mostra-nos Cristo, o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas “ovelhas” para lhes oferecer a plenitude da vida. As “ovelhas” são chamadas a escutar o Pastor e a acolher a sua proposta de vida, seguindo-o. Sabemos nós distinguir a voz deste Pastor das muitas outras vozes que nos sussurram promessas falazes e caducas? Todos sabemos que isto não é fácil, no nosso meio e no nosso mundo, e que exige de nós uma especial atenção ao Espírito que, na oração, nos ajuda a discernir as “vozes” que escutamos. Também, a nós cristãos, o Bom Pastor envia pessoas que nas comunidades presidem e animam a nossa vida de fé, de esperança e de amor. Hoje somos convidados a orar por essas pessoas, homens e mulheres, que disseram “sim” ao apelo do Bom Pastor, no ministério sacerdotal e na vida consagrada, para que respondam com alegria à sua maravilhosa missão de tornarem o Evangelho vivo. Pedimos, ainda, ao Bom Pastor que continue a enviar novos trabalhadores para que na Igreja não faltem vocações, em particular as de especial consagração ao serviço do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Act 13,14.43-52; Sl 99 (100); Ap 7,9.14b-17; Jo 10,27-30&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-866372371508519044?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/866372371508519044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/866372371508519044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/04/iv-domindo-da-pscoa-c.html' title='IV Domindo da Páscoa (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-9172128101821029062</id><published>2007-04-22T14:45:00.000+01:00</published><updated>2007-04-17T14:48:15.213+01:00</updated><title type='text'>III Domingo da Páscoa (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Palavra deste Domingo lembra-nos que à comunidade cristã foi confiada a missão de dar testemunho e de viabilizar o projecto libertador, que Jesus iniciou. Também nos assegura que Jesus ressuscitado há-de acompanhar sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua palavra.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho diz-nos que Jesus ressuscitado está ali, junto dos seus discípulos, mas eles não se deram conta disso e resolveram voltar à faina de antigamente. Saltaram para o barco de Pedro e foram, mar dentro, pescar com ele. Esqueceram-se que o Senhor lhes tinha entregue outra missão – a de serem pescadores de homens. Esqueceram-se que, doravante, Ele é o grande Senhor e que sem Ele nada podem fazer. Por isso, Jesus lhes pede de comer, lhes pede o fruto do seu trabalho. E eles, quase desesperados, nada têm para lhe dar. Contudo, à ordem do Mestre e, sob o seu olhar, desfrutam de uma pesca abundante. É por este sinal que reconhecem o Senhor. O Senhor está lá para lhes dar de comer, tal como hoje está presente na assembleia litúrgica sempre que celebra a Eucaristia, na qual Jesus Cristo é o pão que sacia a nossa fome. Tal como outrora, Jesus pede-nos também, hoje, um certificado de amor: “Simão, filho de João, tu amas-me?”. Se me amas “segue-me”, acrescenta Jesus. De facto, os discípulos retiveram esta chamada do Senhor ressuscitado: “Segue-me!”. Doravante, é outra a faina no âmago do avaro mar do mundo, onde são lançados, e outros são os peixes que apanham, para oferecer ao Mestre, nas praias desertas da vida. A experiência dos discípulos de Jesus pode ser a nossa própria experiência e a dos discípulos de todos os tempos. Hoje, Jesus também me pergunta: “Amas-me?” Quando trabalhamos por Ele, contamos com a sua presença? A nossa fé leva-nos a ter critérios diferentes dos que a não têm? O nosso agir apostólico, no mundo do trabalho ou na comunidade, tem o suporte da oração, da intimidade com Jesus? Ele labuta connosco para que o nosso trabalho possa dar fruto? Que levo para a vida quotidiana da Eucaristia que celebro cada domingo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura conta-nos a ousadia dos apóstolos em falar no nome de Jesus, a quem os seus conterrâneos deram aviltante morte, o que atraiu sobre eles afrontas e prisões. Mas são felizes, porque seguem o seu Senhor! Por isso, saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria, por terem merecido ser ultrajados por causa do nome de Jesus. Como reajo eu diante dos sofrimentos que me advém pelo facto de aceitar Jesus na minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura exalta Cristo ressuscitado, o Senhor da glória, centro de toda a criação. A Ele se elevam louvores, no céu e na terra, porque pela sua morte e ressurreição se tornou Senhor do nosso tempo e da nossa história.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Act 5,27b-32.40b-41; Sl 30 (29); Ap 5,11-14; Jo 21,1-19&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-9172128101821029062?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/9172128101821029062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/9172128101821029062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/04/iii-domingo-da-pscoa-c.html' title='III Domingo da Páscoa (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-6251552870126552787</id><published>2007-04-15T11:40:00.000+01:00</published><updated>2007-04-16T11:41:56.191+01:00</updated><title type='text'>II Domingo da Páscoa (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Liturgia deste domingo destaca o papel da comunidade cristã como “lugar” singular de encontro com o Senhor Jesus ressuscitado. “Estive morto, mas eis-me vivo pelos séculos dos séculos”, afirma Cristo, Primeiro e Último, na segunda leitura. Esta é a certeza de fé que, ainda hoje, move uma “multidão de homens e mulheres”. Esta é a certeza de fé que mantém viva e dinâmica a comunidade dos crentes, por entre escândalo, desprezo e perseguição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da experiência de contacto com Jesus ressuscitado, abriu-se para a comunidade dos crentes um período áureo. Os discípulos viam-na crescer, aceleradamente, e eles próprios passaram, de homens tímidos e medrosos, a gente destemida e audaciosa. Pela força do Espírito, Pedro, apenas com a sua sombra, curava enfermos e atormentados, conta-nos a primeira leitura. De facto, Jesus ressuscitado transformou radicalmente a vida de todos os homens e mulheres que por Ele se deixaram tocar. Mesmo quando duvidavam, como foi o caso de Tomé (terceira leitura). Acreditaram, não pela lógica humana, mas por uma adesão incondicional e inteligente ao mistério de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no final do século I, a comunidade cristã começou a sofrer tempos difíceis. O próprio apóstolo João foi exilado na ilha de Patmos. Às perseguições, juntavam-se graves erros doutrinais sobre a pessoa de Cristo. João sente o imperativo de reconfortar as comunidades cristãs, que fundou, com o mesmo conforto que recebera do Senhor ressuscitado, o grande presente-ausente. Por isso, escreve: “Vi alguém semelhante a um filho de homem... Ele poisou a mão direita sobre mim e disse-me: «Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último, o que vive. Estive morto, mas eis-me vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos»”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O que nos relatam as leituras deste domingo é um protótipo do que acontece no dia-a-dia e, ao longo dos tempos, na história das comunidades cristãs. A incredulidade de muitos, baptizados ou não, e a perseguição por parte dos que se julgam todo-poderosos para prescreverem leis coercitivas do direito à liberdade religiosa, mantêm a Igreja em permanente estado de dificuldade. Porém, Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta dele que ela se estrutura e é dele que recebe a vida que a anima para enfrentar as dificuldades e as perseguições. Sempre assim foi, senão Jesus não nos teria prevenido: “Se me perseguiram a mim, também vos perseguirão a vós”. Ontem como hoje os tempos não são fáceis! Porém, Cristo está bem vivo e, como João, podemos afirmar, convictamente, no meio das nossas dificuldades e angústias: «Eu vi... Ele poisou a mão sobre mim... Ele disse-me: Não temas!».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Actos 5,12-16; Sl 118 (117); Ap 1,9-11a.12-13.17-19; Jo 20,19-31&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-6251552870126552787?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6251552870126552787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6251552870126552787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/04/ii-domingo-da-pscoa-c.html' title='II Domingo da Páscoa (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2877770955494033945</id><published>2007-04-08T11:41:00.000+01:00</published><updated>2007-04-04T11:42:44.913+01:00</updated><title type='text'>Domingo de Páscoa (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Igreja celebra, hoje, a Páscoa de Jesus, ou seja, a sua passagem da morte à vida plena e imortal, através da sua ressurreição. Cristo ressuscitou! É o grito que soltam todos os cristãos e cristãs que se empenharam verdadeiramente na vivência do período quaresmal e, em especial, da semana santa, evocativa da paixão e morte do Senhor. Alicerçados na Palavra de Deus, aproximemo-nos do acontecimento da ressurreição de Jesus Cristo, porque é ele que dá razão de ser à nossa fé cristã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O evangelho apresenta-nos um relato, cheio de movimento e de frescura, no qual Maria Madalena, a discípula sempre fiel, corre ao sepulcro, logo de manhãzinha, e vê que a pedra que fora colocada a tapar a entrada do sepulcro está retirada. E corre a anunciá-lo a Pedro e a João, pensando ela que tinham roubado o corpo do seu Senhor. A partir daqui podemos analisar o movimento destes dois discípulos e a lógica de cada um. Pedro, que tentou afastar Jesus do sofrimento e da morte, representa a lógica humana de que o amor partilhado até à morte, o serviço simples e sem pretensões e a entrega da vida, só conduzem ao fracasso e não são um caminho sólido e consistente para chegar ao êxito, ao triunfo e à glória. João, que seguiu Jesus até à morte de cruz, representa o discípulo ideal, que ama Jesus apaixonadamente e que por isso entende o seu caminho e a sua proposta. Não se escandaliza que da cruz nasça a vida nova e plena, a vida verdadeira. A ressurreição de Jesus prova, precisamente, que a transformação total da nossa realidade e das nossas capacidades passa pelo amor dado até às últimas consequências. É da entrega das nossas vidas que nasce a vida nova, que permanece para sempre. Este relato apresenta-nos o sepulcro vazio. Outros relatos nos contam como cada um dos discípulos do Senhor solidificou a sua fé, através da experiência mística com Jesus ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Pedro, já transformado pela experiência do Ressuscitado, proclama a todos o primeiro anúncio catequético ou kérygma, isto é, a fé em Jesus de Nazaré, que “passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo demónio”, e que os judeus mandaram matar e crucificar, mas a quem Deus ressuscitou, e foram muitas as testemunhas que conviverem com Ele, após a sua ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo afirma que todos os que são baptizados em Cristo ressuscitaram com Ele e vivem já uma vida nova, embora escondida com Cristo em Deus. É uma verdadeira vida de ressuscitados, mas ainda não totalmente manifesta, porque envolvida nos limites e fraquezas da vida terrena. Assim, os cristãos e as cristãs, vivendo a sua condição de baptizados em Cristo, acreditam que o medo, a morte, o sofrimento e a injustiça deixam de ter poder sobre o ser humano, porque pela sua ressurreição, Jesus de Nazaré tornou-se Cristo, o Senhor. E empenham-se em ser testemunhas desta ressurreição por uma vida de amor e de entrega, sinal da vida nova de Jesus em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras de Domingo de Páscoa (C): &lt;br /&gt;Act 10, 34a.37-43; Sl 118 (117); Cl 3, 1-4; Jo 20, 1-9&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2877770955494033945?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2877770955494033945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2877770955494033945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/04/domingo-de-pscoa.html' title='Domingo de Páscoa (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8985880181215655494</id><published>2007-04-01T13:34:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T13:36:22.567+01:00</updated><title type='text'>Domingo de Ramos (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo apresenta-nos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, cidade santa, que se torna o cenário dos factos culminantes da sua vida e significa a visita definitiva de Deus ao seu povo e o mistério da paixão e morte de Jesus. Por isso se chama Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.  A liturgia convida-nos a contemplar este Deus de amor que, em Jesus, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se nosso servo e deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou os seus projectos. Os primeiros cristãos viram neste "servo de Jahwéh" a figura de Jesus. Este texto serviu-lhes para interpretar o mistério de Jesus: Ele é a Palavra de Deus feita carne, que oferece a sua vida para trazer a salvação/libertação à humanidade. A vida de Jesus realiza plenamente esse destino de dom e de entrega a favor de todos. E a sua glorificação mostra-nos que uma vida vivida deste modo não termina no fracasso, mas gera vida nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A segunda leitura é constituída por um hino, em que o exemplo de Cristo Jesus é nomeado do princípio ao fim. Este hino define o "aniquilamento" de Cristo: Ele não reivindicou a sua condição divina, mas aceitou fazer-se homem, assumindo com humildade a condição humana, para nos revelar totalmente o ser e o amor do Pai. Este "aniquilamento" conduziu Jesus a aceitar uma morte infame, para nos ensinar a máxima lição do amor radical. É esta lição que a Palavra de Deus nos propõe. O cristão e a cristã devem ter como exemplo este Cristo, servo sofredor e humilde, que fez da sua vida um dom a todos, para uma vida plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O evangelho convida-nos a contemplar Jesus na sua paixão e a morte. A morte de Jesus é a consequência lógica das tensões e resistências que a proposta do "Reino" provocou entre os que dominavam o mundo. Por isso, da cruz surge o Novo Ser Humano, o modelo da pessoa que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Novo Ser Humano vai assumir como missão a luta contra o pecado, isto é, contra todas as causas que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração e morte. Celebrar a paixão e a morte de Jesus é mergulhar na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil. Contemplar a cruz significa assumir a atitude de Jesus e solidarizar-se com todos os que são "crucificados" neste mundo. Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão e a cristã sabem que amar como Jesus amou é viver a partir de uma dinâmica que a morte não pode vencer, porque o amor gera sempre vida nova e introduz no nosso ser os dinamismos da ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do Domingo de Ramos&lt;br /&gt;Is 50,4-7; Sl 22 (21); Fl 2,6-11; Lc 22,14-23,1-49&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8985880181215655494?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8985880181215655494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8985880181215655494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/04/domingo-de-ramos-c.html' title='Domingo de Ramos (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5848699419085304325</id><published>2007-03-25T12:01:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T13:36:00.597+01:00</updated><title type='text'>V Domingo da Quaresma (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da palavra deste domingo apresenta-nos a lógica de Deus, que é de tolerância e de compreensão, face aos nossos erros e desvios do seu amor. Ele desafia-nos à superação das nossas escravidões e convida-nos a alcançar a vida nova em Cristo, desde aqui e agora, até à ressurreição final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o segundo Isaías, recordando como o Deus libertador arrancou o seu povo do Egipto e o conduziu à terra da promessa, convida-nos a olhar para o futuro com esperança, porque o Deus que assim agiu no passado, é o mesmo Deus que continua a não tolerar qualquer tipo de opressão e que está do lado dos oprimidos para os libertar. A caminhada do povo de Israel para a libertação, que Deus conduziu, apresenta-se-nos como o protótipo da libertação que Deus nos convida a fazer neste tempo da Quaresma, a qual nos conduzirá à vida nova do Espírito. Qual o ponto de situação face à minha vida cristã neste tempo quaresmal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo, numa carta afectuosa e terna, escreve aos seus amigos de Filipos. Convida-os a seguirem o seu exemplo, pois apesar de ter muitos motivos de glória humana, decidiu considerar tudo isso como "lixo" diante do conhecimento de Jesus Cristo, isto é, da sua comunhão de vida e de destino com Ele, a fim de ressuscitar para uma vida nova. O Apóstolo desafia-nos a libertarmo-nos do "lixo" que impede a descoberta do fundamental cristão: a comunhão com Cristo, a identificação com Cristo, princípio da nossa ressurreição. Onde se situa o meu fundamental cristão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho apresenta-nos mais uma bela página. Desta vez a do encontro de Jesus com a mulher apanhada em flagrante adultério. Com determinação Jesus não procura branquear o pecado nem desculpabilizar o comportamento da mulher. Também não aceita pactuar com uma Lei que, em nome de Deus, gera morte. Convida os acusadores a interiorizarem a lógica de Deus, lógica de tolerância e de compreensão, porque afinal todos somos pecadores. Apesar da dureza do seu coração e da refinada má vontade contra Jesus, escribas e fariseus, ao retirarem-se em silêncio, conseguiram entrar em si e confessar-se pecadores, tanto ou mais, que aquela mulher que queriam apedrejar. Quem sabe se não estaria também algum deles implicados no adultério com aquela mulher? Quando ela ficou só, Jesus não lhe pergunta se está arrependida, mas apenas a convida e seguir um caminho novo, o da liberdade e da paz. A proposta que Deus nos faz, através de Jesus, não passa pela eliminação dos que erram, mas por um convite à conversão, à libertação de tudo o que os escraviza. Sem excluir ninguém, Jesus promove os desacreditados, dando-lhes dignidade, tornando-os pessoas livres, apontando-lhes o caminho da vida plena, porque a lógica de Deus é de amor e misericórdia, a única que transforma e permite a superação dos limites humanos. É esta lógica de Deus que eu assumo na minha relação com os irmãos e irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do V Domingo da Quaresma – Ano C&lt;br /&gt;Is 43,16-21; Sl 126 (125); Fl 3,8-14; Jo 8,1-11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5848699419085304325?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5848699419085304325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5848699419085304325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/03/v-domingo-da-quaresma-c.html' title='V Domingo da Quaresma (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1521630496753326596</id><published>2007-03-18T11:15:00.000Z</published><updated>2007-03-15T11:17:19.494Z</updated><title type='text'>IV Domingo da Quaresma (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo convida-nos a descobrir o Deus Amor, empenhado em conduzir-nos a uma vida de comunhão com Ele. C ertifica-nos que todos somos pecadores salvos em Cristo, porque Ele restabeleceu os laços que havíamos quebrado com Deus, admitindo-nos à sua intimidade e restituindo-nos a dignidade, que adquirimos pelo baptismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira leitura apresenta-nos Deus Pai, que ama de forma gratuita, com um amor fiel e eterno, apesar das escolhas erradas e da irresponsabilidade dos filhos rebeldes. É um amor entendido na linha da misericórdia e não na linha da justiça humana. O evangelho de hoje é a mais bela página de Lucas, a parábola do pai bom que tinha dois filhos. Esta história de amor revela-nos o excesso de amor deste pai, que trata os seus dois filhos como pai algum jamais poderia fazer. O filho mais novo aspira a uma liberdade sem responsabilidade. Exige a sua herança ao pai, como que antecipando a sua morte. O pai, por sua vez, respeitando a sua liberdade, entrega-lhe a parte que lhe caberia por sua morte e deixa-o partir. O filho mais velho continua em casa, fechado sobre si mesmo, tendo como refúgio e segurança do seu bom comportamento a casa paterna. O mais novo, jovem irrealista e irresponsável quer, a todo o custo, satisfazer o desejo incontido do prazer que o abrasava. Mas tudo se esgotou em pouco tempo e ficou só, na miséria física e espiritual. Então, caiu em si, tomando consciência do estado a que chegara. Arrependeu-se e decidiu ir ter com o pai. Mas, no distanciamento do filho, o pai havia-o guardado sempre no seu coração, sem qualquer ressentimento, esperando, com lágrimas, o seu regresso. Mal o avistou encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Tudo invertido, pensamos nós. E foi tão grande a alegria, que houve festa. O pai restitui-lhe a dignidade e a confiança de filho, e elevou-o ainda mais! Que pai magnânimo e excessivo, diríamos! Se fôssemos nós... O filho mais velho não reconheceu o seu irmão, e recusou-se a participar na festa. Mas o pai, misericordioso para ambos, veio instar com ele, ajudando-a a compreender e a perdoar. Será que os ouvintes de Jesus perceberam a lição? Ou ficaram de fora, como o filho mais velho? E tu, de que lado estás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura convida-nos a acolher a oferta de amor que Deus nos faz através de Jesus. Só reconciliados com Deus e com os irmãos podemos ser criaturas novas, em quem se manifesta o "homem novo". Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, não levando em conta as nossas faltas e confiando-nos a palavra da reconciliação. Sou instrumento de reconciliação no meu dia-a-dia?&lt;br /&gt;A primeira leitura fala-nos d a passagem do povo de Israel da escravidão e do deserto à vida nova, à vida da liberdade e da paz, isto é, à "circuncisão do coração" ou conversão. Que preciso eu "cortar" na minha vida para que entre na liberdade cristã? O que é que ainda me impede de celebrar um verdadeiro compromisso com o nosso Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do IV Domingo da Quaresma — Ano C&lt;br /&gt;Js 5,9a.10-12; Sl 33 (34); 2 Cor 5,17-21; Lc 15,1-3.11-32&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1521630496753326596?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1521630496753326596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1521630496753326596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/03/iv-domingo-da-quaresma-c.html' title='IV Domingo da Quaresma (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-7226784602899463360</id><published>2007-03-11T13:41:00.000Z</published><updated>2007-03-06T13:42:54.250Z</updated><title type='text'>III Domingo da Quaresma (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia, convoca-nos, hoje, à transformação das nossas vidas, à conversão, à mudança de mentalidade e de atitude, de modo que Deus e os seus valores passem a ocupar em nós o primeiro lugar. O Deus libertador propõe-nos que passemos da escravidão do egoísmo e do pecado a pessoas libertas, que vivem uma vida plena, sob a acção do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura conta-nos o maravilhoso episódio da ternura de Deus para com o seu povo, mergulhado na escravidão do Egipto: "Eu vi a situação miserável do meu povo; escutei o seu clamor. Conheço as suas angústias. Desci para o libertar e levar deste país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel". Moisés, figura de Jesus libertador, é o intermediário. Entra na intimidade de Deus, através da sarça ardente, acolhe a missão que Ele lhe confia e escuta o seu nome: "Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob", isto é, o Deus vivo e dos vivos. "Eu sou Aquele que sou", Aquele que sofre convosco e vos quer e pode libertar, para que sejais felizes. Hoje, a humanidade continua a gemer por uma libertação política, cultural e económica. E, onde alguém luta por uma sociedade mais justa e fraterna, lá está Deus a viver com paixão o sofrimento dos explorados. Tenho consciência desta realidade? Estou disposto a arriscar a minha vida, como Moisés, para colaborar com Deus na libertação dos meus irmãos e irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas apresenta-nos um discurso interpelativo de Jesus sobre o tema da conversão, citando dois exemplos históricos de acidentes e contando a parábola da figueira plantada na vinha. Esta vinha simboliza o povo de Deus e a figueira é cada um de nós, que pertence a este povo. O dono da vinha é o Pai e o vinhateiro é Jesus, que constantemente intercede por nós. Mas a transformação da nossa vida não pode ser adiada constantemente. Esta quaresma é o ano a mais que o Pai nos concede para que em nós cresça um novo ser em Cristo. Em que é que a minha mentalidade deve mudar para que eu dê prioridade aos valores do Reino e aceite as propostas de Jesus na minha vida, de modo a intervir, como intermediário de Deus, na transformação da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na segunda leitura, Paulo exorta os cristãos de Corinto, a não murmurar como os seus antepassados, os quais morreram no deserto, sem chegarem a ver a terra da promessa. É que só murmura contra Deus, quem nunca entrou na sua intimidade, quem nunca sentiu o pulsar do seu coração de Pai/Mãe e compreendeu que Ele vela ternamente por nós e, pacientemente, espera que demos fruto de boas obras. Ele acompanha-nos, agora, no seu Filho Jesus, novo Moisés, vinhateiro que cava, aduba e rega a figueira que és tu e eu, para que os nossos gestos sejam de solidariedade com os mais fracos e oprimidos, de modo a sermos coerentes com a fé que, comunitariamente, celebramos. Qual a minha atitude habitual diante de Deus: acolho-o na minha vida, entrando na sua intimidade amorosa, ou queixo-me constantemente dele?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do III Domingo da Quaresma — Ano C&lt;br /&gt;Ex 3,1-8a.13-15; Sl 102 (103); 1 Cor 10,1-6.10-12; Lc 13,1-9&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-7226784602899463360?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7226784602899463360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/7226784602899463360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/03/iii-domingo-da-quaresma-c.html' title='III Domingo da Quaresma (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-721361861433288616</id><published>2007-03-04T17:16:00.000Z</published><updated>2007-02-26T17:19:45.261Z</updated><title type='text'>II Domingo da Quaresma (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo coloca-nos diante de uma tarefa cristã: a de nos deixarmos "transfigurar", isto é, de mudarmos o nosso coração e a nossa vida, convertendo-nos à vida nova de Deus, que recebemos no baptismo, e que devemos fazer crescer, através das mediações que Jesus Cristo deixou na sua Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura narra-nos um ritual de aliança no Antigo Testamento. Deus promete a Abraão, homem velho, sem filhos e sem terra, uma descendência tão numerosa "como as estrelas do céu". Abraão acreditou nesta promessa com uma confiança tão radical, que esta sua entrega plena aos desígnios de Deus lhe foi tida em conta de justiça. Então, Deus concluiu a aliança com Abraão, através de um misterioso cerimonial, mediante o qual a promessa divina ficou totalmente garantida. Abraão, que até esse momento não passava de um homem velho e estéril, sem futuro, "transfigura-se" num homem novo, cheio de esperança na promessa de uma grande descendência e de uma terra promissora. Em quem deposito eu a minha confiança? Confio nas promessas de Deus e entrego-me aos seus desígnios, com serenidade e audácia, sabendo que Ele está sempre comigo e, sobretudo, quando o ritmo da minha vida parece indicar-me o contrário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo avisa os cristãos de Filipos e a nós, também, de que a salvação não está alcançada definitivamente. Ela é um processo em que vamos amadurecendo sob o signo da cruz de Cristo. Caso contrário, estamos perdidos, como afirma Paulo relativamente a alguns filipenses: "O fim deles é a perdição: têm por Deus o ventre, orgulham-se da sua vergonha e só apreciam as coisas terrenas". Nenhum de nós atinge a perfeição por práticas externas, porque o essencial está na mudança de coração, na "transfiguração" da nossa vida segundo Cristo. Deixo-me impregnar pela salvação que me é oferecida, sobretudo na celebração dos mistérios da fé, na liturgia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho relata o episódio da transfiguração de Jesus, diante de três dos seus amigos: Pedro, Tiago e João. Jesus revelou-lhes uma outra face da vida, a vida divina que o habitava, e que é promessa para todos nós. Para contemplar tal maravilha, todos tiveram de fazer caminhada. Como Abraão, também eles deixaram algo para trás, para poderem subir ao monte. Este é o "lugar" do encontro com Deus e com a sua palavra, mediatizada por Moisés (a Lei) e por Elias (os Profetas). Jesus ficou resplandecente e os discípulos do meio da "nuvem" ouviram a voz do Pai: "Este é o meu Filho, o meu eleito: escutai-o". Pedro, atordoado, queria ficar ali, sem percorrer o duro caminho do calvário e da cruz, sem se submeter à sua "transfiguração". Mas Jesus chama-o à realidade. A experiência com Jesus, obriga-nos a "regressar ao mundo" para fazer da vida um dom e uma entrega aos nossos irmãos e irmãs. A fé cristã lança-nos na tarefa de colaborar na "transfiguração" do mundo e da humanidade. Empenho-me eu nesta transfiguração pessoal e comunitária? Aceito, vivo e supero com fé as dificuldades da vida como caminho necessário para chegar à minha pessoal transfiguração?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do II Domingo da Quaresma – Ano C&lt;br /&gt;Gn 15,5-12.17-18; Sl 27 (26); Fl 3,17-4,1; Lc 9,28b-36&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-721361861433288616?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/721361861433288616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/721361861433288616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/03/ii-domingo-da-quaresma-c.html' title='II Domingo da Quaresma (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-894658733456724610</id><published>2007-02-25T10:34:00.000Z</published><updated>2007-02-26T17:19:00.365Z</updated><title type='text'>I Domingo da Quaresma (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Com este primeiro domingo da Quaresma, iniciamos o ciclo pascal, que nos conduz até ao Pentecostes. Hoje, a liturgia convida-nos a confessar a nossa fé em Deus, nosso Senhor. É Ele que conduz a história humana e a nossa história pessoal, de modo a nos reconduzir ao coração do seu projecto salvador. A primeira e a segunda leitura evocam os acontecimentos fundamentais da História da Salvação, cujo centro celebramos na Páscoa, e apresentam-nos a profissão de fé dos judeus e dos cristãos, respectivamente. O evangelho, como em todos os primeiros domingos da Quaresma, expõe o episódio das tentações de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Moisés recomenda ao povo que a apresentação dos dons diante do Senhor, seja acompanhada pela profissão de fé no memorial do acontecimento fundador do Antigo Testamento, a saber, as maravilhas que Deus operou a favor da libertação do seu povo da escravidão do Egipto. O texto convida-nos a fazer memorial ou recordar com fé os benefícios de Deus para connosco, sendo agradecidos. É na repetição deste memorial que vamos beneficiando da salvação que Deus nos oferece e nos capacitamos para entregar a Deus as nossas ofertas, ao mesmo tempo que lhe pedimos os seus favores. Tenho o hábito de recordar e agradecer as maravilhas que Deus realiza em mim e na história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na segunda leitura, Paulo afirma que o essencial da fé cristã é confessar com a boca que Jesus é o Senhor e acreditar no coração que Deus o ressuscitou dos mortos. Isto é, Paulo recomenda que a confissão de fé em Jesus Cristo seja pessoal e brote do coração, mas que seja também comunitária, proclamada com a boca. A fé impregna a minha existência? Confesso-a com o coração e com a boca? Participo na assembleia cristã dominical como um direito e um dever que me assiste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho narra-nos que Jesus, após o seu baptismo, foi conduzido ao deserto, pelo Espírito Santo, para ser tentado. Lucas parece evocar as tentações humanas de todos os tempos, antes e depois de Jesus, até às tentações dos nossos dias: a tentação do poder, do dinheiro e do amor-próprio. Todos nós estamos submetidos a estas mesmas tentações. A capacidade de as vencer ou de sair vencido delas, depende do nível da nossa fé cristã, isto é, se a nossa vida está ou não sob a acção do Espírito Santo, como a de Jesus. O texto interpela-nos, fortemente, sobre o modo como estamos a superar as nossas tentações. Jesus venceu a sedução do diabo, que o queria impedir de realizar a missão que o Pai lhe confiara, com humildade e espírito de serviço, até à morte de cruz, usando a Palavra de Deus, a oração e o jejum. "Está escrito", respondia Jesus, sem hesitar, a cada uma das tentações. E eu? Que respondo ao tentador e como reajo às múltiplas tentações que me assaltam no meu dia a dia? Este tempo convida-me a aprofundar a minha fé, através da leitura e da oração da Palavra de Deus, do jejum e da caridade, sobretudo a favor dos mais necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do I Domingo da Quaresma – Ano C&lt;br /&gt;Dt 26,4-10; Sl 90 (91); Rm 10,8-13; Lc 4,1-13&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-894658733456724610?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/894658733456724610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/894658733456724610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/02/i-domingo-da-quaresma-c.html' title='I Domingo da Quaresma (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-5427454482431066517</id><published>2007-02-18T17:17:00.000Z</published><updated>2007-02-14T17:19:14.461Z</updated><title type='text'>VII Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo coloca diante de nós dois modos de pensar e de agir, duas lógicas opostas, e conduz-nos a fazer a nossa pessoal opção. A segunda leitura pode ser a chave para lermos e interiorizarmos as outras duas leituras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos os dois "Adão". O primeiro, nascido segundo a lei natural, é terreno; o segundo, nascido de Deus é celeste. O primeiro "Adão" refere-se à geração dos homens e mulheres à qual todos nós pertencemos. O segundo "Adão" refere-se a Jesus Cristo, do qual nós fazemos parte na ordem da graça. O autor da carta termina, convidando-nos a " trazer em nós a imagem do homem celeste", isto é, a imagem de Cristo, que revestimos pelo nosso Baptismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, encontramos estes dois tipos de "homem". O episódio narrado passa-se num campo de batalha, cujo protagonista é Saul, rei de Israel. De noite, enquanto o exército dormia, David e Abisaí encontram-se diante de Saul, que também dorme, com a lança cravada em terra. Estes dois amigos encarnam os dois tipos de "Adão". Abisaí, com uma atitude violenta, acha que o momento é oportuno para se vingar do agressor e introduzir a lança na cabeça de Saul, até à morte. David, porém, impregnado do amor de Deus e do respeito pela vida humana, deixa crescer nele sentimentos de perdão e não permite que o seu inimigo seja morto. Apesar da maldade de Saul, ele é o "ungido do Senhor", exclama David. Que tipo de "ser humano" encarno eu? O de Abisaí, isto é, de Adão, ou o de David, isto é, de Jesus Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas apresenta-nos o discurso de Jesus sobre o amor e o perdão, o qual só é possível ser vivido pelo cristão e pela cristã que cultivam em si os sentimentos e atitudes de Jesus, o "homem celeste". Para os judeus, o amor só era devido aos compatriotas. Para com os estrangeiros era natural cultivar-se o ódio e a vingança. Jesus vem inverter esta lógica, afirmando que o amor e o perdão são devidos ao próximo e que o próximo é cada homem e mulher, seja qual for a sua pátria, religião ou cultura. Amar só os amigos, é prática natural, do "homem terreno"; mas amar os inimigos, fazer bem aos que nos fazem mal, perdoar àqueles que nos ofendem, é a atitude de um homem e de uma mulher espiritual, modelados segundo a figura do "homem celeste", Jesus Cristo. A lógica dos seguidores de Jesus é mesmo a única que é capaz de travar a violência e o ódio, que se implantaram na nossa sociedade. O cristão e a cristã não podem recorrer às armas, à violência, à mentira e à vingança para resolver qualquer situação de injustiça que os atingiu. Não é fraqueza, como alguns pensam, abrir-se ao perdão dos inimigos, dar o primeiro passo ao encontro de quem falhou, ter gestos de bondade e de compreensão para quem nos faz mal. A « regra de ouro», que está contida no evangelho deste domingo, pode resumir a mensagem da Palavra de hoje: "O que quiserdes que os outros vos façam, fazei-lho vós também". Tenho, habitualmente, o coração aberto aos meus irmãos e irmãs, mesmo quando eles são meus inimigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 7º Domingo do Tempo Comum – Ano C&lt;br /&gt;1 Sm 26,2.7-9.12-13.22-23; Sl 103 (102), 1-2.3-4.8.10.12-13; 1 Cor 15,45-49; Lc 6,27-38 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-5427454482431066517?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5427454482431066517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/5427454482431066517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/02/vii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='VII Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8032104529181606282</id><published>2007-02-11T17:48:00.000Z</published><updated>2007-02-08T17:49:58.419Z</updated><title type='text'>VI Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo diz-nos, com transparência e expressividade, que Deus existe e tem um projecto para nós. Existe mesmo para aqueles que O negam e excluem das suas vidas, como se Deus tivesse morrido, em Jesus Cristo, segundo a crença da «teologia da morte de Deus». Encontramos um perfeito paralelismo entre a primeira leitura e o evangelho, o qual se completa com a carta de Paulo aos Coríntios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, Jeremias apresenta-nos duas categorias de pessoas: as que são malditas, porque se afastam de Deus e põem toda a sua confiança nas outras pessoas, naquilo que elas sabem, fazem, inventem, como se a sua felicidade só delas dependesse; e as pessoas que são benditas, porque colocam a sua esperança no Senhor. Dele lhes vem a segurança, a solidez, a paz, a fecundidade e a abundância de vida. Em que categoria me situo eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas põe na boca de Jesus a proclamação de quatro bem-aventuranças para os pobres, seguidas de quatro maldições para os ricos. Aos primeiros, isto é, à classe de pessoas privadas de bens e que vivem ao arbítrio dos ricos e poderosos, Jesus promete a felicidade, porque sendo elas desprezadas pelos seus semelhantes, afirma-lhes a sua total solidariedade e promete-lhes estar do seu lado, porque a salvação é, prioritariamente, para os simples e humildes, para aqueles que só em Deus põem a sua total esperança. Aos segundos, isto é, à classe de pessoas instaladas na vida, que depreciam e exploram as outras e se julgam não precisar das benesses divinas, Jesus adverte-as, fazendo-lhes sentir que se elas prosseguirem nesta lógica não têm lugar no «Reino» que Jesus vem inaugurar. Porém, não se pode concluir daqui que Deus faz acepção de pessoas, mas que exige condições humanas para poder actuar em nós e connosco. Jesus aponta-nos o caminho, faz-nos uma proposta libertadora, oferece-nos uma boa nova, que enche de alegria os corações partidos e angustiados, os que não têm nada, nem podem nada neste mundo. Será que nós já entendemos a mensagem de Jesus? Será que, através dos nossos gestos, já conseguimos passar esta proposta aos pobres, principais destinatários deste projecto, de modo que ele tenha impacto na nossa história humana? Onde está o nosso compromisso social cristão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira leitura, Paulo atesta-nos a certeza da ressurreição de Jesus e, consequentemente, da nossa. Garante-nos que a nossa vida tem sentido e que a nossa busca de felicidade é um direito e um dever. Todavia, havemos de acreditar que só há felicidade plena e perfeita em Deus; esta vai-se efectivando na medida em que repetimos, criativamente, aqui e agora, os gestos libertadores de Jesus Cristo. Entendo que a minha felicidade passa, inequivocamente, pela felicidade dos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 6º Domingo do Tempo Comum – Ano C&lt;br /&gt;Jr 17,5-8; Sl 1,1-2.3.4.6; 1 Cor 15,12.16-20; Lc 6,17.20-26 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8032104529181606282?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8032104529181606282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8032104529181606282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/02/vi-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='VI Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-546987536846363446</id><published>2007-02-04T17:40:00.000Z</published><updated>2007-01-30T17:42:24.400Z</updated><title type='text'>V Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia de hoje convida-nos a reflectir, seriamente, sobre a nossa vocação cristã, exactamente neste domingo dedicado às vocações de consagração a Deus. Há muitos modos de seguir Jesus, em Igreja: há os cristãos que seguem o caminho mais comum, o do matrimónio; há alguns que são chamados ao ministério ordenado, há mulheres e homens que se sentem interpelados a uma especial consagração a Deus, na vida monástica ou na vida apostólica; e há as pessoas que se decidem pelo celibato consagrado no meio do mundo. No interior destes estados, cada pessoa tem a comum missão de anunciar com a sua vida, palavra e acção, Jesus Cristo e a sua mensagem libertadora às pessoas do seu tempo. Como me sinto face à minha vocação na Igreja?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura é uma catequese sobre a vocação, a propósito do chamamento do profeta Isaías. Nela encontramos o itinerário de toda a pessoa que é chamada por Deus a uma missão especial. Em primeiro lugar, é Deus que chama. Diante deste Deus grande e majestoso, a pessoa chamada sente-se pequena, indigna, limitada, incapaz de realizar a missão a que é chamada. Isaías exclamou: "Ai de mim, que estou perdido...". Muitos jovens e menos jovens, ficam estarrecidos, como Isaías, mas preferem não se comprometer. Contudo, no nosso texto, a "purificação" dos lábios do profeta é um sinal que nos revela que quando Deus escolhe alguém não há indignidade, nem limitações pessoais que constituam obstáculo à missão. Por isso, Isaías aceita a missão que Deus lhe confia e responde-lhe humilde e confiadamente: "Eis-me aqui: podeis enviar-me".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas apresenta-nos os elementos essenciais para que alguém siga verdadeiramente Jesus, em qualquer situação de vida cristã em que se encontre. É preciso estar do lado de Jesus, estar com Ele "no mesmo barco". O barco significa a comunidade cristã, que está encarregada de O anunciar ao mundo, com a sua proposta de libertação. O cristão e a cristã hão-de escutar a palavra de Jesus, seguir as suas indicações e reconhecer nele o "Senhor" que dá a vida e faz frutificar tudo e todos. Pedro exclamou: "Mestre, já que o dizes, lançarei as redes". Jesus convida-nos a ser também, hoje, "pescador de homens", como disse a Pedro, o que significa que cada cristão e cada cristã é chamada a activar a obra libertadora, que Jesus iniciou, nas tarefas do mundo e junto das pessoas oprimidas pelos medos e sofrimentos vários, que impedem a sua felicidade. Para isso, precisamos, nós próprios, de estar desprendidos e libertos, "deixar tudo", permitindo que Jesus, pelo seu Espírito, nos santifique e nos contagie com a sua alegria, pois que ela é um fruto da acção do Espírito Santo em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Paulo ousemos fazer a experiência de viver em permanente "ressurreição" em Cristo. Nem as limitações pessoais, nem os obstáculos exteriores nos podem impedir de viver a sério o nosso compromisso vocacional cristão, porque a graça de Deus está connosco e, em nós, não pode ser inútil.   Porque é que haverá tanta dificuldade em aceitar a chamada de Deus quando ela nos indica o caminho de uma total consagração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 5º Domingo do Tempo Comum – Ano C&lt;br /&gt;Is 6,1-2a.3-8; Sl 138 (137); 1 Cor 15,1-11; Lc 5,1-11 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-546987536846363446?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/546987536846363446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/546987536846363446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/02/v-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='V Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1214050994631211722</id><published>2007-01-28T10:15:00.000Z</published><updated>2007-01-24T10:16:50.107Z</updated><title type='text'>IV Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da palavra deste domingo convida-nos a recordar e a revigorar a nossa vocação baptismal de "profeta", como participantes na missão de Jesus Sacerdote Profeta. Reflectindo sobre o que os textos bíblicos nos narram sobre as dificuldades que tiveram aqueles e aquelas a quem Deus confiou esta missão, podemos sentir-nos mais iluminados e fortalecidos na nossa própria vocação cristã, cuja essência é o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Jeremias dá-nos a conhecer a maravilha do amor de Deus, que o chama à vocação profética, ainda antes de ser concebido no seio de sua mãe. E ele deixou-se escolher e enviar pelo Senhor, cheio de coragem, porque sabia que a força de Deus estava com Ele. Na verdade, Jeremias passou por muitas dificuldades e perseguições, ao ser porta-voz de Deus para o seu povo, mas sentia-se de tal forma "invadido" por Deus e apaixonado pela sua palavra, que conseguiu viver até ao fim em total fidelidade à sua missão. Eu tenho consciência de que Deus me chama pessoalmente a ser sua testemunha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira leitura, Lucas narra-nos o episódio da sinagoga de Nazaré, começado a ler no passado domingo, momento em que Jesus inicia o seu programa messiânico de proposta de libertação aos pobres e oprimidos. Ora, os judeus não estão interessados neste tipo de programa, porque sonham com um messias espectacular, milagreiro. Rejeitam Jesus e tentam liquidá-lo, como os seus antepassados fizeram a Jeremias e aos outros profetas. Esta rejeição leva Jesus a exclamar: "Nenhum profeta é bem recebido na sua terra". Mas, apesar das dificuldades, Jesus permanece fiel à missão que o Pai lhe confia. Como costumo eu reagir às dificuldades que me advêm pelo facto de professar a fé cristã? Sou fiel a Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo tece o melhor poema ao amor-caridade. Afirma que só o verdadeiro amor é capaz de mover os profetas, do passado e do presente, no sentido de não calarem a sua voz, quando ela se inspira na verdadeira palavra de Deus, para se dirigirem aos homens e mulheres do seu tempo. No baptismo todos fomos ungidos profetas, no seguimento de Cristo. O profeta e a profetiza vivem sempre à escuta de Deus e da sua palavra e à escuta dos irmãos e irmãs que os cercam. Vivem em comunhão com Deus e sabem ler a realidade e o projecto humano e tentam perceber se este projecto está de acordo ou não com o Deus, para denunciar, avisar, corrigir. O profeta e a profetiza são pessoas cristãs, solidamente formadas, audazes, convictas. Tomam posição para defender a vida e a verdade, sempre que necessário, mesmo à custa do sofrimento, da perseguição e da marginalização. Como lido eu com a injustiça e com tudo aquilo que arruína a dignidade humana? A cobardia e o medo alguma vez me impediram de ser profeta ou profetiza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 4º Domingo do Tempo Comum – Ano C&lt;br /&gt;Jr 1,4-5.17-19; Sl 71 (70); 1 Cor 12,31-13,13; Lc 4,21-30 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1214050994631211722?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1214050994631211722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1214050994631211722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/01/iv-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='IV Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8082006343968370884</id><published>2007-01-21T16:51:00.000Z</published><updated>2007-01-16T16:52:33.647Z</updated><title type='text'>III Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da Palavra coloca-nos diante do livro da nossa fé, a Bíblia. Ela contém a maioria dos Sinais de Deus, através dos quais Ele se torna presente no meio do seu povo. É em torno desta Palavra que se constrói a nossa experiência cristã. Para isso, é importante que os cristãos e as cristãs aceitem três princípios fundamentais: tornar-se próximo do tempo e do espaço em que os acontecimentos bíblicos se desenrolam, assim como da comunidade na qual e para a qual o texto foi escrito; perceber que a Palavra é uma realidade que continua a actuar na história; e ler a Palavra em Igreja, isto é, aceitar que a Palavra dá vida à Igreja, e que só em comunidade eclesial podemos perceber o sentido que a Palavra tem.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta um cenário que evoca uma celebração da Palavra, digna e solene. Toda a comunidade é convocada para escutar a Palavra: homens, mulheres e crianças, pois que ela foi escrita para todos. Entretanto, os responsáveis da Palavra preparam a sua proclamação: colocam um estrado para o leitor, abrem solenemente o Livro, enquanto todos se levantam em atitude de respeito e veneração. Depois da aclamação da Palavra, feita pela assembleia, os levitas lêem clara e distintamente, após o que se procede a uma explicação da Palavra lida. O povo, confrontado com a Palavra, chora, mostrando que foi interpelado pela Palavra que caiu no seu coração. Que acolhimento dou eu à Palavra de Deus, quando a leio ou ouço ler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas anuncia-nos que Jesus Cristo é a verdadeira Palavra, porque revela na sua própria Pessoa toda a ternura do amor de Deus e o seu projecto para a humanidade. Também Jesus abre o Livro e lê a profecia, que agora vai ser actualizada pela sua mediação. Ungido pelo Espírito, anuncia a Boa Nova aos pobres, proclama a redenção aos cativos, dá vista aos cegos, restitui a liberdade aos oprimidos, proclama o ano da graça do Senhor. Este projecto libertador de Jesus ainda hoje não está finalizado. Mais ainda, no nosso mundo multiplicam-se e perfilam-se novas formas de opressão e de violência. Onde está a força da Palavra que impregna o coração e o agir dos cristãos e das cristãs? Estaremos nós sensíveis à nossa missão libertadora, no seguimento de Cristo? A fidelidade ao caminho que Ele percorreu é a exigência fundamental do ser cristão e cristã. Tenho consciência disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura apresenta uma lista de "carismas" por ordem de importância. Paulo dá prioridade aos carismas de "apóstolo", "profeta" e "doutor", porque estes dizem respeito ao estudo e anúncio da Palavra. Assim como a Bíblia nasceu da vida do Povo da Aliança, também hoje a comunidade crente nasce da Palavra, da sua leitura orante e da interpelação que esta lhe faz. Que lugar dou eu à Palavra de Deus na minha vida e na minha acção cristã e pastoral? Considero-a fundamental? É nela que me apoio para as minhas opções de vida e de acção? Sinto-me co-responsável da Palavra na formação da comunidade cristã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 3º Domingo do Tempo Comum – Ano C&lt;br /&gt;Ne 8,2-4a.5-6.8-10; Sl 19 (18 B); 2 Cor 12,12-30; Lc 1,1-4; 4,14-21 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8082006343968370884?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8082006343968370884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8082006343968370884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/01/iii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='III Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-6294277450515597240</id><published>2007-01-14T13:53:00.000Z</published><updated>2007-01-09T13:55:10.703Z</updated><title type='text'>II Domingo do Tempo Comum (C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia deste domingo centra-se em torno do amor fiel e incondicional de Deus para com o seu povo, apresentado sob a simbologia do casamento: uma aliança de amor entre duas partes: o esposo (Deus) e a esposa (Povo). A questão primordial desta liturgia é a revelação do amor de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura descreve o amor de Deus como um amor esponsal, infrangível e eterno. O texto apresenta a cidade de Jerusalém como a esposa de Jahvé. O amor do marido pela esposa é a imagem que define, de modo feliz, a ternura imensa e permanente de Deus pelo seu Povo, que não revoga o seu amor, apesar das muitas infidelidades de Jerusalém. Ao contrário, faz rejuvenescer a relação de amor, transformando a esposa infiel em "coroa esplendorosa", em "diadema real" nas suas mãos. O amor esponsal, assim reabilitado, é uma alegria para Deus, que caminhando ao lado do seu povo, só está feliz quando o ser humano aceita o amor que Ele partilha com cada homem e mulher. Viver esta relação esponsal com Deus-amor exige que também cada um de nós seja "profeta do amor", isto é, que deixe transparecer nas suas relações humanas o amor incondicional e terno com que Deus nos ama, na alegria. Sou sinal vivo do amor de Deus na minha relação interpessoal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho enquadra a acção de Jesus no âmbito de um casamento. É evidente que João nos quer apresentar os sinais do Reino, através de simbologias que nos convidam a descobrir, para além dos episódios concretos, a realidade mais profunda que a narrativa contém. O mais importante não é que a água tenha sido transformada em vinho, mas que Jesus tenha vindo aperfeiçoar a relação esponsal entre Deus e cada pessoa, que é o novo vinho da alegria, do amor e da festa. O vinho é o símbolo do amor; assim como ele é o ingrediente indispensável à boda, também o amor é o elemento essencial entre o esposo e a esposa. Jesus é quem nos dá o vinho do amor; é nele que nos encontramos com Deus. No meu dia-a-dia testemunho um coração alegre e amoroso, fruto da minha pessoal relação com Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo enumera os diferentes carismas da comunidade e deixa bem claro que, apesar da diversidade, todos eles provêm do mesmo Espírito e devem ser postos ao serviço do bem comum. É o mesmo Deus trinitário que a todos une e a comunidade cristã há-de reflectir esta comunidade divina. A diversidade de dons, não deve ser, pois, um motivo de divisão ou de conflito, mas de enriquecimento para todos. Não há uns carismas mais importantes que outros; também não há pessoas mais dignas que outras. Na comunidade cristã todas as pessoas são necessárias e importantes, cada uma pondo a render ao serviço das outras os dons que recebeu de Deus. Só deste modo a comunidade há-de ser ícone do amor da Santíssima Trindade. É essencial que cada cristão e cada cristã tenham consciência dos seus próprios "carismas", de modo a servirem a comunidade com eles, na alegria e na simplicidade. Utilizo os dons que Deus me dá para me auto-promover ou para o serviço do bem comum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do 2º Domingo do Tempo Comum – Ano C&lt;br /&gt;Is 62,1-5; Sl 96 (95); 2 Cor 12,4-11; Jo 2,1-11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-6294277450515597240?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6294277450515597240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/6294277450515597240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/01/ii-domingo-do-tempo-comum-c.html' title='II Domingo do Tempo Comum (C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-9201156873922265565</id><published>2007-01-07T16:38:00.000Z</published><updated>2007-01-08T16:46:14.374Z</updated><title type='text'>Epifania do Senhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da Palavra da Solenidade da Epifania do Senhor mostra-nos como Deus se dá a conhecer a todos os povos e nações, independentemente da sua origem e condição. Deus manifesta-se (significado da palavra "epifania") para nos oferecer a sua salvação e espera que O acolhamos com fé e esperança na realização das suas promessas de amor feitas para nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Isaías, ao mesmo tempo que anuncia a glória que há-de brilhar sobre Jerusalém, após a humilhação dos tempos do cativeiro de Babilónia, prediz a universalidade da salvação: "Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor (&amp;hellip;). Invadir-te-á uma multidão de camelos e dromedários de Madiã e de Efá". Hoje, a Igreja proclama que o Filho de Deus feito homem é a sua luz, qual raiar de um novo dia, que se destina a iluminar todas as pessoas e a convocá-las para formarem um só Povo de Deus. A minha vida é luz cristã para os que vivem, ainda, na ignorância religiosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Mateus apresenta-nos o mistério profundo do Filho de Deus, nascido como homem, que é adorado, quase em primeiro lugar, pelos pagãos, representados nos Magos. Pessoas dedicadas ao estudo dos astros perceberam numa estrela especial, o anúncio do nascimento de Alguém, o Rei dos Judeus, que seria o Messias há muito prometido e esperado. Vieram seguindo a estrela que os orientava na viagem. Mas na confusão das luzes da cidade de Jerusalém, deixaram de ver a estrela. Mas, depois de informados pelo rei Herodes, partiram para adorar o Menino Rei. Ao dar-nos o seu Filho querido como nosso salvador, o Pai oferece-O a toda a humanidade, e não apenas ao povo escolhido, embora este seja necessário para que Jesus pudesse ser homem verdadeiro, com uma terra, uma história e uma genealogia. Assim, a festa que hoje celebramos, abre o nosso coração às dimensões do de Deus, a recordar-nos que todos os povos, nações, raças e línguas são chamados a proclamar, a seu modo, as maravilhas do amor de Deus e a adorar o seu Filho, feito ternura e proximidade numa criança, da qual nos vem a salvação. Onde estão os cristãos da nossa terra e que força moral têm para perguntarem aos "Herodes" de hoje: onde está o Menino para o irmos adorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo testemunha que o mistério de Cristo lhe foi dado a conhecer por uma revelação: "os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho". De facto, Deus preparou o povo bíblico ao longo de milhares de anos para que dele nascesse o Salvador. Assim aconteceu, na plenitude dos tempos. Mas Deus quis, na sua bondade e amor, salvar todas as pessoas de todos os tempos e lugares, pela acção e mediação de Jesus Cristo. Creio e aceito que a salvação é para todas as pessoas ou excluo alguém deste amor-ternura de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras da Epifania do Senhor&lt;br /&gt;Is 60,1-6; Sl 72 (71); Ef 3,2-3.5-6; Mt 2,1-12&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-9201156873922265565?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/9201156873922265565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/9201156873922265565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2007/01/epifania-do-senhor.html' title='Epifania do Senhor'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-4902841295277626572</id><published>2006-12-24T16:28:00.000Z</published><updated>2006-12-20T16:30:04.203Z</updated><title type='text'>IV Domingo do Advento (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estamos próximos da Solenidade do Natal. Hoje, toda a Palavra se volta para Jesus e a sua missão. Ele será a Paz! Por isso é alarmante que os povos e as nações se dizimem mutuamente com as sofisticadas armas que constroem. É deplorável que tanta gente concentre o seu desejo e a sua expectativa de Natal, nas ceias, nos presentes e no vestuário, em vez de se centrarem em Jesus Cristo, o verdadeiro acontecimento da festa e o seu centro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na primeira leitura, o profeta Miqueias aponta ao povo a promessa de Deus: "De ti, Belém-Efratá, sairá aquele que há-de reinar sobre Israel". Nesta promessa vemos uma referência explícita a Jesus, o descendente de David, nascido em Belém, que nos garante a contínua presença de Deus na história humana. É certo que a missão de Jesus não passa pela restauração do trono político do rei David, mas pela proposta de um reino de paz, de amor e de justiça no mais íntimo do coração de cada pessoa, e que se manifestará no seu circuito de vida. Será contra as injustiças, as arbitrariedades, as opressões e as misérias que eu reajo, a fim de construir esse Reino ao qual Jesus me convida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No evangelho, Lucas conta-nos a visita de Maria a sua prima Isabel. Na simplicidade desta narrativa, apercebemo-nos da concretização das promessas de salvação e de libertação que Deus faz ao seu povo. O primeiro sinal é o "estremecimento" de João Baptista no seio de Isabel, logo que dela se aproxima Maria, no início da sua gravidez. A proposta libertadora de Deus chega ao mundo e à humanidade, através da grandeza de Maria, que decide dizer "sim" a Deus, apesar de, por ela ser mulher, pertencer a um grupo de gente excluída dos direitos civis e religiosas, na Palestina. Este facto consciencializa-nos de que as promessas de Deus só se concretizarão, no aqui e agora da nossa história humana, se encontrarem em cada crente um agente disponível, através do qual Ele possa actuar, mesmo por entre os nossos limites e fragilidade. De que modo me disponibilizo eu para ser instrumento de Deus para a libertação/salvação das pessoas no meio das quais vivo e me realizo? Luto pela vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura mostra-nos como o Filho de Deus, ao encarnar, se manifesta totalmente disponível para realizar a vontade do Pai: "Eis-me aqui". Este "eis-me aqui" manifesta o desejo que Deus tem de nos aproximar de si, de estabelecer com cada pessoa uma relação filial. Por isso, este tempo de Natal nos convida, acima de tudo, a uma atitude de contemplação do amor de Deus que, pelo seu Filho, nos conduz a uma profunda comunhão com Ele. Viver o Natal é, antes de mais, aceitar o Deus da ternura, que se faz próximo de nós, em Jesus, e proclamar esta Boa Notícia por todos os meios ao nosso alcance: Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito. Sou eu, pelo meu viver, um grito de Natal? Como me relaciono eu com Deus, que me assume, em Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do IV Domingo do Advento – Ano C&lt;br /&gt;Miq 5,1-4a; Sl 80 (79); Heb 10,5-10; Lc 1,39-45&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-4902841295277626572?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4902841295277626572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/4902841295277626572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/12/iv-domingo-do-advento-ano-c.html' title='IV Domingo do Advento (ano C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-2968715815362833847</id><published>2006-12-17T14:15:00.000Z</published><updated>2006-12-12T14:16:51.148Z</updated><title type='text'>III Domingo do Advento (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Palavra deste domingo convida-nos à alegria, que é um dos frutos do Espírito Santo no coração de todos quantos se deixam conduzir por Ele. Por vezes, damos a impressão de que a vida cristã contem em si algo de sério, que é triste e mortificante, e isto contra o aforismo que diz que «um santo triste é um triste santo». Deus é alegre e é na alegria que Ele nos convida a viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Sofonias faz-nos um chamamento directo à alegria. E esta alegria tanto há-de nascer dentro de nós, porque constatamos que Deus nos ama e reside no meio de nós, propondo a salvação e a felicidade para todos os que O acolhem, como nos há-de vir do próprio Deus, na medida em que Ele nos renova com o seu amor. Deus também exulta de alegria! Deus é alegre! Serei eu capaz de saltar de alegria ao reconhecer o amor de Deus para comigo, de modo particular na ternura do Menino de Belém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, João Baptista, depois de aconselhar cada pessoa a prepara-se para a vinda do Messias, anuncia a chegada do baptismo de Jesus, que é feito no Espírito Santo, e se contrapõe ao seu próprio baptismo. O baptismo de Jesus consiste em receber a vida de Deus, que actua no nosso coração e o transforma, tornando-nos capazes de compartilhar a nossa vida e de amar como Jesus amou. Esta é a transformação que Jesus há-de operar no coração de todos os que estão dispostos a acolher a sua proposta de libertação. Para estes começará uma vida nova, uma vida onde o egoísmo é eliminado, para passarem a viver segundo o amor de Deus. Não estará neste estilo de vida a fonte de uma alegria pessoal, íntima e transbordante, que ninguém e nada me pode roubar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo faz-nos idêntico apelo à alegria: "Irmãos, alegrai-vos sempre no Senhor". Em Belém, os anjos do presépio anunciaram aos pastores uma grande alegria: "Nasceu para vós o Salvador". A alegria cristã, que hoje nos é vivamente recomendada, resulta da presença salvadora de Jesus no meio dos homens e das mulheres do nosso tempo. Não resulta dos êxitos, nem da acumulação de bens, nem da música e das luzes, nem da saciedade no comer e no beber, nem se exprime na algazarra. A alegria cristã é fruto do Espírito Santo e certeza da presença libertadora do Senhor, que faz desabrochar em nós sentimentos de bondade e mansidão para com os irmãos e irmãs, de confiança e diálogo face a Deus. Poderei eu sentir e viver a alegria, que vem do Espírito de Deus, se o meu coração está fechado com cadeias de intolerância, de prepotência e de incompreensão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do III Domingo do Advento – Ano C&lt;br /&gt;Sof, 3,14-18a; Is 12,2-3.4bcd.5-6; Fl 4, 4-7; Lc 3,10-18&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-2968715815362833847?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2968715815362833847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/2968715815362833847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/12/iii-domingo-do-advento-ano-c.html' title='III Domingo do Advento (ano C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8826582088905811516</id><published>2006-12-10T12:26:00.000Z</published><updated>2006-12-12T12:29:36.411Z</updated><title type='text'>II Domingo do Advento (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A liturgia da Palavra deste domingo recorda-nos que todos nós, baptizados em Cristo, participamos da sua missão profética, isto é, temos o dever de anunciar o Evangelho e denunciar as situações mundanas que são anti evangélicas. Esta missão profética exerce-se através de todo o dinamismo do nosso ser, que é composto por ideias, intenções, sentimentos, palavras e acções. A Palavra convida-nos a deixarmo-nos impregnar por ela, eliminando todos os obstáculos, para que a nossa missão profética seja portadora da autêntica mensagem de Deus às pessoas da nossa contemporaneidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira leitura, o profeta Baruc diz-nos que este tempo de Advento é o "espaço" favorável para soltarmos as amarras da nossa própria escravidão e de nos deixarmos conduzir à bondade e à ternura de Deus, na alegria e na liberdade de filhos e filhas. Neste ambiente havemos de descobrir o nosso ser comunhão, pelo dom de Deus, e construir fraternidade, partilha e serviço. Que escravidões me habitam ainda? Que modelo de comunidade cristã estou eu a construir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho situa-nos num tempo e num espaço concreto, no qual João Baptista inicia a sua missão profética. Ele é o escolhido por Deus para convidar os seus ouvintes à conversão e à penitência, ou seja, à mudança de mentalidade e de vida, para que possam acolher a chegada de Jesus. De facto, num momento dado da história humana e numa geografia concreta, Deus fez-se próximo de nós no Menino de Belém. Mas Jesus ainda não "invadiu" o coração de cada homem e mulher, nem sequer daqueles que também O anunciam. Há zonas escuras no nosso ser, feitas de ódio, vingança, egoísmo, opressão, violência, que clamam por uma urgente mudança. Preparar o caminho do Senhor, é tomar consciência da minha situação cristã existencial e reorientar-se para Deus. De que de modo é que os valores e os critérios evangélicos conduzem a minha vida e me levam a dar testemunho deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo adverte-nos contra o espírito de rivalidade, de crítica destrutiva e de luta pelo poder, entre outros, que conspurcam o nosso coração e o tornam opaco e impermeável à Palavra de Deus. Tomar parte na causa do Evangelho, isto é, ir e ensinar, como Jesus recomenda, é um grande feito que Paulo agradece aos cristãos de Filipos, a quem é dirigida esta carta. Cada comunidade cristã há-de estar preocupada com o anúncio profético e manifestar o seu apoio àqueles que a ele se dedicam de modo especial, como os pregadores, os catequistas, os missionários... Jesus só pode "nascer" no coração de cada pessoa, se houver quem O anuncie. A minha comunidade sente este imperativo evangelizador? A caridade une e polariza a minha comunidade na mesma missão profética? Isto é condição essencial para podermos viver o Natal do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do II Domingo do Advento – Ano C&lt;br /&gt;Baruc 5,1-9; Sl 126 (125),1-2ab.2cd-3.4-5.6; Fl 1,4-6.8-11; Lc 3,1-6&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8826582088905811516?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8826582088905811516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8826582088905811516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/10/ii-domingo-do-advento-ano-c.html' title='II Domingo do Advento (ano C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-8616065552146935808</id><published>2006-12-03T18:12:00.000Z</published><updated>2006-12-05T18:14:44.330Z</updated><title type='text'>I Domingo do Advento (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Iniciamos, hoje, um novo ano litúrgico. O Advento é a estação da esperança, ou, dito de outro modo, a estação em que o desejo é educado, no sentido de se tornar esperança. A esperança é a meta e o desejo é a partida. Em cada ano, o Advento apresenta-se-nos como uma pedagogia do desejo, e é a liturgia que nos conduz, de diversas maneiras, através das leituras e das orações que nos propõe. No Advento condensamos todas as nossas expectativas no grito «Vem, Senhor!», grito que brota da solidão, da angústia, da fragilidade e do medo de todos aqueles sentimentos que marcam, de modo brutal e doloroso, o nosso ser de pessoas incompletas e necessitadas de que alguém venha socorrer-nos. No fundo, é ao Senhor que esperamos alcançar e é o desejo dele que nos põe em andamento.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura, escrita por Jeremias alguns séculos antes da vinda do Senhor, num contexto de opressão social e religiosa, revela-nos que o desejo do povo escolhido se activou, na esperança do surgimento de um rei Messias, que exercesse a justiça e o direito. O profeta anuncia a vinda desse "rebento" de David que trará a paz e a segurança ao povo. Porém, este povo não chegou a ver o nascimento do Salvador, mas alimentou o desejo da sua vinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Lucas, utilizando uma linguagem apocalíptica, fala-nos da segunda vinda do Senhor. É, na verdade, essa segunda vinda que esperamos no Advento. Ele há-de vir com poder e glória, em oposição ao modo como se apresentou no meio da humanidade, na sua primeira vinda, a do Natal. Mas é essencial fazer memória do nascimento do Senhor e da sua mensagem, pois é este memorial, celebrado e vivido por cada um e uma de nós, que nos prepara para O acolher na sua segunda vinda. Aqui se abre o espaço à esperança e à exigência do desejo, que nos conduz, a partir ao encontro da pobreza e da humildade do Deus próximo, no Menino de Belém. "Vigiai e orai em todo o tempo, para terdes a força de vos livrar de tudo o que vai acontecer e poderdes estar firmes na presença do Filho do homem", adverte-nos Jesus pela boca de Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na segunda leitura, Paulo convida-nos a alargar o desejo do encontro amoroso e definitivo com o Senhor, que esperamos. Para isso, havemos de crescer na caridade fraterna, viver em santidade irrepreensível e conhecer as normas sobre o modo de proceder para agradar a Deus. Numa sociedade em que muitos dos nossos desejos são justamente cumulados, peçamos ao Senhor do Advento que nos livre do perigo de uma situação de saciedade, que eliminasse os nossos medos e extinguisse os nossos desejos, porque, então, poderemos cair na ilusão de uma libertação plena. A insatisfação é salutar, porque há sempre em nós uma semente de Deus, que teima em nascer, sob a crosta dura do nosso coração. Vem, Senhor, para ti elevo a minha alma! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do I Domingo do Advento – Ano C&lt;br /&gt;Jr 33,14-16; Sl 25 (24), 4bc.8-9.10.14; 1 Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-8616065552146935808?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8616065552146935808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/8616065552146935808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/12/i-domingo-do-advento-ano-c.html' title='I Domingo do Advento (ano C)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-762513202399631640</id><published>2006-11-26T17:58:00.000Z</published><updated>2006-11-24T18:02:20.002Z</updated><title type='text'>XXXIV Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A coroar o ano litúrgico, celebramos, hoje, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Jesus, que durante toda a sua vida pública recusou sistematicamente ser aclamado rei, exactamente na hora do seu julgamento, antes de ser condenado à morte, se auto proclama Rei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a primeira leitura, tirada da profecia de Daniel, como a segunda leitura, uma perícopa do Apocalipse, corroboram o ensinamento do evangelho, no sentido de que Jesus Cristo é o Senhor do Universo, o princípio e o fim, no qual nos encontramos com o amor salvador de Deus. Ele é "Aquele que é, que era e que há-de vir", isto é, o Eterno, de onde viemos e para onde nos encaminhamos, pela Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho Pilatos pergunta a Jesus: "Tu és o Rei dos Judeus?", ao que Ele responde: "É como dizes: sou Rei". Naquele momento, e diante da autoridade romana, era perigoso para Jesus declarar-se Rei, porque tinha sido este o objecto da sua acusação, por parte dos judeus. Declarar-se Rei era colocar-se em pé de igualdade com o imperador de Roma, que Pilatos representava. Não era conveniente que Jesus fosse, assim, tão directo e tão verdadeiro, pois iria apressar o processo que o conduziria à morte. Porém, o Senhor da glória, apesar de tão fragilizado. opta, mais uma vez, pela verdade da sua Pessoa: "É como dizes: sou Rei". E acrescenta. "O meu reino não é deste mundo, não é daqui".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Então, quem é este Rei? É o Rei Verdade, no horizonte do evangelho segundo João. Para isso nasceu e veio ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Na perspectiva bíblica, a noção de verdade funda-se na experiência religiosa do encontro com Deus. No Antigo Testamento, a verdade é, antes de tudo, a fidelidade à Aliança. No Novo Testamento, a verdade torna-se a plenitude da revelação de Deus, centrada em Cristo. Esta é a grande novidade cristã: o próprio Cristo é a Verdade, porque, sendo o Verbo feito carne, traz em si mesmo a plenitude da revelação, dando-nos a conhecer o Pai. Noutra passagem do evangelho de João, Jesus explica o sentido deste título, inserindo-o entre dois outros: o do Caminho e o da Vida. "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Ele é Caminho que conduz ao Pai, precisamente o homem Jesus, enquanto Verdade, nos transmite em si mesmo a revelação do Pai e, deste modo, nos comunica a vida divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A verdade tem um papel importante na vida do crente. Após o baptismo, o cristão e a cristã hão-de esforçar-se por viver, habitualmente, sob a influência da verdade que permanece neles para os tornar seres nascido do Espírito. A verdade é o princípio interior da vida moral. Pois que a verdade é a revelação do amor de Deus, Cristo Rei Verdade convida os cristãos e as cristãs a praticarem o amor fraterno e a tornarem-se cooperadores da verdade. Que lugar ocupam a caridade e a verdade na minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo&lt;br /&gt;Dn 7,13-14; Sl 93 (92), 1ab.1c-2.5; Ap 1,5-8; Jn 18,33b-37&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-762513202399631640?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/762513202399631640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/762513202399631640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/11/xxxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XXXIV Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-3367633179319996374</id><published>2006-11-19T18:31:00.000Z</published><updated>2006-11-20T18:32:55.764Z</updated><title type='text'>XXXIII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As leituras deste domingo apontam-nos para os últimos tempos, para a escatologia, dando-nos a conhecer, em linguagem simbólica, o nosso destino final. Dão-nos, porém, uma certeza: aqueles que vivem e morrem sábios e santos brilharão como luz no firmamento por toda a eternidade. A liturgia da Palavra estimula a nossa esperança cristã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A primeira leitura alude a um tempo de perseguição religiosa, sofrida pelo povo de Israel, ao qual o profeta Daniel traz palavras de consolação, afirmando que o destino dos perseguidos é a ressurreição gloriosa. Prenuncia, assim, a vitória do Senhor Jesus sobre a morte. Quando nos enredamos nas tribulações da nossa vida presente, sem perspectiva de eternidade, vivemos sem esperança cristã. Mas é essa esperança que nos esclarece e pacifica em tempo de angústia. Muitos são os sofrimentos do justo ao ver que a sociedade caminha sem rumo e se orienta para a autodestruição e para a morte. O justo é perseguido pelas suas rectas convicções, que o levam a tornar-se denúncia pela sua própria vida. Muitos profetizam desgraças ainda maiores. Porém o crente põe a sua esperança no Senhor e confia que não será abandonado na mansão dos mortos, mas que o Senhor lhe dará a plena alegria, desde agora, e por toda a eternidade. O que é que me guia nos tempos de tribulação? Vivo a sério a virtude teologal da esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No evangelho, Jesus, dominado pelo pensamento apocalíptico, apresenta-nos o fim dos tempos como algo terrível e cheio de aflições. Todavia, no meio de tanta angústia surge o Filho do homem, o próprio Jesus, com grande poder e glória para reunir os eleitos de toda a terra. É Ele é a nossa esperança! Ao celebrar o final do ano litúrgico, a mensagem cristã anuncia-nos também o fim dos tempos, não com o sentido de nos horrorizar, mas para nos chamar a atenção para a renovação de todo o universo. O texto evangélico usa a parábola da figueira para nos fazer entender que, assim como do seu tronco, quase seco, brotam ramos tenros, folhas e belos frutos, assim acontecerá no fim dos tempos, os quais só o Pai conhece. Haverá uma novidade radical, tão surpreendente e deslumbrante que não podemos sequer prever ou imaginar. Só a esperança cristã nos conduz a esta restauração completa. O que é que me guia nos tempos de tribulação? Vivo a sério a virtude teologal da esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A segunda leitura abre diante dos nossos olhos o cenário da glória futura. Jesus sacerdote, depois de oferecer o seu único sacrifício para o perdão de todos os nossos pecados, sentou-se à direita do Pai, esperando que todos os poderes do mal se submetam completamente à sua soberania. Emaranhados em toda a espécie de males, limitações, sofrimentos, inquietações, perseguições, é em Cristo glorioso que encontramos a nossa vitória sobre o mal. Nisto consiste a nossa esperança: passar com Cristo da tribulação e da morte à ressurreição gloriosa, à vida feliz em Deus, para sempre. O que é que me guia nos tempos de tribulação? Vivo a sério a virtude teologal da esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XXXIII Domingo Comum – Ano B&lt;br /&gt;Dn 12,1-3; Sl 16 (15); Heb 10,11-14.18; Mc 13,24-32&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-3367633179319996374?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3367633179319996374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/3367633179319996374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/11/xxxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XXXIII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-1181179091913355793</id><published>2006-11-12T19:01:00.000Z</published><updated>2006-11-21T19:05:23.467Z</updated><title type='text'>XXXII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Palavra deste domingo afirma-nos que Deus olha para a pureza do nosso coração e não para os grandes gestos, por mais espectaculares que sejam. Diz-nos, ainda, que Deus está do lado dos pobres e dos pequenos, e que não deixa sem resposta o menor grito ou lágrima de dor, soltada por aqueles que sofrem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A primeira leitura põe em destaque a magnanimidade de uma viúva, que soube repartir com o profeta Elias o mínimo que tinha para sobreviver. Era pobre, mas confiava no seu Deus e por isso vivia pacificada com a sua sorte e aberta aos que, como ela, também eram pobres e desprovidos. Por este facto, não regateia o pedido de Elias quando lhe pede que, com a única porção de farinha e de azeite que possui, coza pão para ele, em primeiro lugar, e acredita na palavra do profeta. Esta mulher antecipa a bem-aventurança dos pobres, porque do “punhado” de alimento brotou um manancial que nunca mais se esgotou. Porque sou avaro e guardo sigilosamente o que possuo em vez de o partilhar e de me partilhar com os mais necessitados? Em quem ponho a minha esperança: nos bens materiais e nas minhas capacidades ou na riqueza de Deus que nunca me falta com o pão, do corpo e do espírito, para cada dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O evangelho estabelece um confronto entre os escribas, que gostavam de ostentar as suas vestes, assim como os ricos, que deixavam cair as moedas na caixa das esmolas, com grande estrondo, e a modéstia de uma viúva que, discretamente, entregou a sua oferta à entrada do templo. Eram duas pequenas moedas, que lhe faziam muita falta para o governo da sua casa, pois era muito pobre. Porém, Jesus afirmou aos seus discípulos que esta mulher deu mais do que todos os outros, porque deu tudo o que tinha, enquanto que os ricos deram do que lhes sobrava. O Senhor critica, ainda, os que exploravam as pobres viúvas, com o pretexto de fazerem longas rezas. Este episódio evangélico contesta fortemente todos os que exploram os pobres, sobretudo por motivos religiosos. Quem são esses exploradores? Talvez alguns de nós, membros da comunidade cristã. Pensemos nisto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A segunda leitura fala-nos de Cristo, o grande sacerdote, que se ofereceu uma só vez por todos nós e pela nossa salvação. Esta oferta de Cristo é intensa e total. Consiste no seu completo esvaziamento e entrega incondicional ao Pai, que o libertou do poder da morte e o exaltou na sua presença. Jesus deu-nos o maior testemunho de pobreza, abandonando-se a si próprio e confiando no amor absoluto do Pai. É em Jesus e no seu exemplo que cada um de nós há-de beber a inspiração e a força para ser pobre, afectiva e efectivamente, esvaziando-se da sua arrogância e solidarizando-se com os mais pequenos e pobres, pela partilha dos seus bens espirituais e materiais. É este o meu modo habitual de me posicionar na vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXXII Domingo Comum – Ano B&lt;br /&gt;1 Rs 17,10-16; Sl 146 (145), He 9,24-28; Mc 12,38-44&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-1181179091913355793?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1181179091913355793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/1181179091913355793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/11/xxxii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XXXII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-116240014211252834</id><published>2006-11-05T16:54:00.000Z</published><updated>2006-11-01T16:55:42.126Z</updated><title type='text'>XXXI Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Palavra deste domingo, celebrada na liturgia, é incisiva na afirmação de que Deus é único e que além dele não há outro deus. Afirma, ainda, que o primeiro e maior mandamento, que nos foi entregue desde os tempos mais antigos, é o de amar a Deus acima de tudo, com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças que possuímos, isto é, um amor interior e exterior, afectivo, cognitivo e prático.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         A primeira leitura apresenta-nos a lei fundamental para todo o ser humano, que consiste em amar a Deus de todo o coração e acima de todas as coisas, como condição de uma vida longa e feliz. Tão importante foi esta lei para o povo judeu que ele a inseriu na sua oração diária. Chamou-se-lhe "Credo histórico de Israel" ou Chemá, porque encerra uma verdadeira profissão de fé do crente hebreu. Este credo era rezado diariamente pelos judeus, quer na liturgia, quer nas sinagogas, quer nas orações privadas. Amar a Deus em primeiro lugar e acima de tudo, é o princípio absoluto do Antigo Testamento, o qual foi elevado à perfeição por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O evangelho oferece-nos uma leitura actualizada do texto da primeira leitura. Mas acrescenta uma segunda parte, ou seja, um segundo mandamento que completa o primeiro e que, em conjunto, resumem toda a lei. Este refere-se ao amor do próximo. Jesus esclarece o escriba, que o interroga, que não é possível cumprir o primeiro mandamento sem o segundo. Mais tarde o apóstolo João vai dizer-nos que quem afirma amar a Deus, que não vê, e não ama o próximo que vê, é um mentiroso. Logo, os dois mandamentos se abraçam e se completam. Este é o modelo que o próprio evangelho nos apresenta na relação amistosa entre Jesus e o escriba, pois ambos se elogiam reciprocamente. Nisto consiste o amor: no reconhecimento de uma recíproca igualdade e numa mútua e perpétua fidelidade. É assim com amor: dá e recebe como Jesus.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A segunda leitura continua o tema anterior do sacerdócio de Jesus, afirmando que este sacerdócio é eterno. Por isso, Jesus é o incessante mediador entre Deus e nós e intercede perduravelmente por nós. Todo o sacerdócio da Antiga Lei claudicou diante de tão grande sumo-sacerdote, que é Jesus, porque Ele se ofereceu a si mesmo, de uma vez por todas, e continua em perene oblação, à qual nos unimos sempre que nós próprios nos oferecemos a Deus e, de modo particular, sempre que nos oferecemos com Ele na liturgia eucarística. Jesus é a proximidade do amor de Deus. Nele encontramos a salvação, a eterna permanência do perdão e da paz que Deus nos outorga. Amar a Deus e ao próximo é ser e fazer como Jesus até à entrega das nossas vidas no quotidiano da nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Diante da Palavra de Vida deste domingo hei-de interrogar-me a mim mesmo sobre o primado do meu amor e sobre a indissolubilidade dos dois mandamentos de amor: a Deus e ao próximo. Para mim, Deus está acima de tudo e de todos? Dedico-lhe todas as energias do meu ser? Estou consciente, na prática cristã, que não posso estar a bem com Deus se menosprezo, ignoro, ofendo e não amo o meu próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXXI Domingo Comum – Ano B&lt;br /&gt;Deut 6,2-6; Sl 18 (17); Heb 7,23-28; Mc 12,28b-34&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-116240014211252834?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/116240014211252834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/116240014211252834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/11/xxxi-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XXXI Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-116126877577643458</id><published>2006-10-22T15:36:00.000+01:00</published><updated>2006-10-19T15:40:35.196+01:00</updated><title type='text'>XXIX Domingo do Tempo Comum (B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A mensagem bíblica deste domingo revela-nos a lógica de Deus, na qual os vencedores são aqueles e aquelas que vivem no sofrimento, na humilhação e na abnegação da sua própria vida, e que, por isto, trazem à humanidade concreta uma mais valia de vida, de libertação e de esperança. Contrária é a lógica humana, em que os vencedores são aqueles e aquelas que se preocupam com o poder, com o dinheiro e com o domínio, e cujo fruto é presunção e frivolidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos a figura do Servo do Senhor. Este Servo foi esmagado pelo sofrimento, mas ofereceu a sua vida como vítima de expiação. Por isso terá uma descendência duradoira e, no fim dos seus dias “verá a luz e ficará saciado”. Em Jesus, esta enigmática figura do Servo do Senhor alcançou a sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da segunda leitura fala-nos de Jesus Cristo, que, pela sua encarnação, vestiu a nossa fragilidade, partilhou a nossa condição humana e sofreu a morte. Mas Deus ressuscitou-o e fê-lo penetrar nos Céus, tornando-se, assim, o grande sumo-sacerdote, capaz de se compadecer das nossas fraquezas e de nos obter todos os auxílios e favores, de que carecemos. Tanto o Servo do Senhor como Jesus foram vencedores, na direcção da lógica de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Marcos narra um episódio que nos mostra a dificuldade que os próprios discípulos de Jesus têm em entender e acolher o itinerário de vida que Ele lhes propõe, segundo a lógica de Deus. Jesus veio habitar no meio de nós, pela sua encarnação, para servir e, por isso, recusou todas as tentações de ambição, de poder e de grandeza. Fez da sua vida um permanente serviço aos pobres, aos pequenos, aos doentes, aos últimos da comunidade humana e religiosa. Este é o exemplo da vida de Jesus que Ele apresenta como modelo aos seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comunidade cristã há a tentação de nos organizarmos de acordo com os esquemas da lógica humana: jogos de poder, tentativas de domínio, sonhos de grandeza, de fazer “carreira”, de conquistar honras e privilégios, de protagonismo, de expectativa sobre lugares de destaque, promoções, etc. Contudo, esta não é a Igreja fundada em Jesus Cristo, porque toda a autoridade que não é amor e serviço, é incompatível com a dinâmica do Reino. Nós, os discípulos e discípulas de Jesus, temos a responsabilidade de instaurar e desenvolver uma nova ordem em todos os espaços, onde nos encontramos, desde o familiar ao eclesial, passando pelo laboral, político e económico. Havemos de exercer as nossas funções de autoridade como um serviço, na perspectiva do bem comum e, se alguém há a privilegiar, que sejam os mais pequenos e desprotegidos. A nossa habitual atitude face ao próximo, há-de ser a de acolhimento empático, de respeito caloroso e profundo, de aceitação incondicional e de autenticidade, vendo nele um filho e uma filha muito amada de Deus. É assim que eu sirvo Jesus e a sua Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XXIX Domingo Comum - Ano B&lt;br /&gt;Is 53,10-11; Sl 33 (32); Heb 4,14-16; Mc 10,35-45&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-116126877577643458?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/116126877577643458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/116126877577643458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/10/xxix-domingo-do-tempo-comum-b.html' title='XXIX Domingo do Tempo Comum (B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-116048616305911090</id><published>2006-10-15T14:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-10T14:16:53.413+01:00</updated><title type='text'>XXVIII Domingo do Tempo Comum (B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Palavra deste domingo conduz-nos à reflexão sobre a sabedoria que nos vem de Deus. Esta sabedoria é fruto da escuta atenta e reverente da Palavra de Deus e da disponibilidade interior para nos deixarmos confrontar com ela, no que toca aos valores que assumimos e aos sentimentos e atitudes que expressamos. Vamos adquirindo a sabedoria ao longo da nossa vida pela relação íntima com a Palavra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A primeira leitura, diz-nos que o autor do livro da Sabedoria a preferiu aos ceptros e tronos e, em sua comparação considerou a riqueza como nada. Amou-a mais do que a saúde e a beleza e decidiu tê-la como luz. Este homem, porque recebeu de Deus a capacidade de apreciar e interpretar a vida e os acontecimentos à luz dos critérios e da lógica de Deus e soube viver de acordo com as suas opções, foi sábio e feliz. Com a recepção da sabedoria lhe vieram todos os outros bens e riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A segunda leitura afirma que é pela obediência à Palavra de Deus, que é viva e eficaz e penetra no mais fundo de nós mesmos, que nos vem a sabedoria, isto é, o dom de fazermos bons discernimentos e tomarmos as atitudes que mais nos sintonizam com o projecto de Deus para cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     No evangelho, Marcos coloca-nos diante de um encontro de Jesus com um homem rico. Este homem tinha grandes e justas aspirações. Queria ser plenamente feliz, alcançar a Vida eterna, a qual não se refere apenas à vida para além desta vida, mas refere-se também à vida de qualidade que começa aqui e agora, dentro do nosso coração. Jesus percebeu a ânsia deste homem e quis conduzi-lo mais longe, na sua relação com Deus, através da pessoa de Jesus. “Vai vender o que tens, dá o dinheiro os pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-me”. Era exactamente isto que o interlocutor de Jesus precisava de fazer para ser plenamente feliz, mas como lhe faltava a sabedoria para as boas opções, preferiu retirar-se pesaroso, em vez de seguir a palavra de Jesus, “porque era muito rico”, acrescenta Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      A atitude deste homem foi inversa à da do autor da primeira leitura. Este considerou a riqueza como nada, comparando-a com a sabedoria. Aquele preferiu conservar a sua riqueza, ainda que isso não lhe desse felicidade. Não é que os bens materiais sejam incompatíveis com a sabedoria que vem do Alto, mas há que saber hierarquizar os valores e perceber que os únicos bens que não murcham, nem acabam, são os que se referem à nossa vida de relação com Deus. Esta é uma verdade que muitos de nós esquecemos e que põe em acentuada crise as pessoas do mundo actual. Os cristãos e as cristãs que escutam a Palavra de Deus e que a deixam penetrar nas suas “vísceras”, com a sua vivacidade e eficácia são sábios e, embora neste mundo, vivem já em vida eterna. Estou disposto a aceitar o desafio que a Palavra de Deus hoje me faz?  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXVIII Domingo Comum – Ano B&lt;br /&gt;Sb 7,7-11; Sl 90 (89); Heb 4,12-13; Mc 10,17-30&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-116048616305911090?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/116048616305911090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/116048616305911090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/10/xxviii-domingo-do-tempo-comum-b.html' title='XXVIII Domingo do Tempo Comum (B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115987008362071981</id><published>2006-10-08T11:05:00.000+01:00</published><updated>2006-10-10T14:16:29.903+01:00</updated><title type='text'>XXVII Domingo do Tempo Comum (B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O projecto de Deus para o homem e para a mulher é o tema central da Palavra deste domingo. Este projecto pode resumir-se assim: Deus Trindade, que é comunhão, quer que o seu amor se reflicta na humanidade, sobretudo através da comunidade de amor, firme e indestrutível, de um homem e de uma mulher, vivido na mútua doação e entrega no matrimónio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura oferece uma segunda narrativa da criação do homem e da mulher. É uma catequese, onde o autor nos quer inculcar a ideia de que o ser humano só se realiza na relação com outro ser humano. Quem teima em ficar só e recusa o diálogo e a comunhão, definha e morre na sua infelicidade. O amor é a vocação natural do ser humano. E não há amor sem partilha e auto-doação, quer a nível de bens espirituais, quer materiais. Por isso, Deus fez cair o homem num grande êxtase, o êxtase do amor, e colocou a seu lado a mulher. O homem, então, exclamou: "Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne", o que significa que o homem e a mulher são radicalmente iguais em dignidade, ambos participantes do projecto divino. Esta afirmação exclui, portanto, toda a tentação de domínio, de escravidão e de prepotência de um sobre o outro. Se ambos são iguais diante de Deus, porque não o hão-de ser diante da comunidade humana e cristã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O evangelho apresenta-nos Jesus diante de uma prova a que os judeus o pretendem sujeitar: "Pode um homem repudiar a sua mulher? Jesus responde, por fim: "Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne". Este é o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: viverem um amor firme e indestrutível, capaz de sobreviver a todas as tensões, fraquezas e dificuldades, apesar da fragilidade do amor humano. Este só tem a garantia de ser duradoiro e fiel, de ambas as partes, quando é apoiado na força de Deus que é AMOR. A sociedade contemporânea dificulta a fidelidade dos esposos, pelos modelos que apresenta na comunicação social e na vida real de algumas pessoas públicas. À menor dificuldade resolve-se o problema pela separação dos esposos, ou, mais frequentemente, o homem e a mulher unem-se sem contraírem nenhum vínculo. Porém, por vezes, há dificuldades reais e pessoas incompatíveis na relação interpessoal. Estas como que se sentem obrigadas a se separarem para um maior bem pessoal e dos filhos. A todos havemos de respeitar e ajudar a encontrar a sua plena realização, segundo o projecto de Deus. Não se deve marginalizar ninguém, mas dar testemunho da bondade e da misericórdia de Deus, que lê no mais fundo dos corações e ama cada pessoa no interior da sua condição existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, tirada da carta aos Hebreus, o autor mostra-nos Jesus assumindo a condição de debilidade dos homens e das mulheres e morrendo na cruz, para nos revelar o grande amor de Deus. Como não havemos nós, também, de manifestar este amor uns para com os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XXVII Domingo Comum – Ano B&lt;br /&gt;Gn 2,18-24; Sl 128 (127); Heb 2,9-11; Mc 10,2-16&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115987008362071981?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115987008362071981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115987008362071981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/10/xxvii-domingo-do-tempo-comum-b.html' title='XXVII Domingo do Tempo Comum (B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115746954286048266</id><published>2006-09-10T16:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T16:19:02.863+01:00</updated><title type='text'>XXIII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;b&gt;A liturgia deste domingo revela-nos a dinâmica de Deus, que escolhe os mais fracos para neles revelar as suas maravilhas; pela sua acção faz-nos perceber que a vida está em constante pujança. Para além dos nossos pessimismos e desalentos, Deus constrói a salvação/libertação nas pessoas e no mundo, sem que disso nos apercebamos. A Palavra deste domingo não deixa dúvidas. É um forte apelo à esperança.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na primeira leitura, Isaías anuncia uma nova era para o povo de Israel, onde a libertação, a alegria e a vida em abundância lhes estão reservadas. " Fortalecei as mãos fatigadas, firmai os joelhos vacilantes; dizei aos corações desanimados: «Sede fortes! Não tenhais medo! Olhai para o vosso Deus»." Todo o universo irá rejubilar: os cegos, os surdos e os coxos serão curados e do deserto brotarão fontes, que tornarão a terra fértil e aprazível. Os medos desaparecerão. É o próprio Jesus que efectiva esta nova criação. Nele cumpre-se literal e cabalmente a salvação anunciada por Isaías.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Marcos narra-nos como Jesus abre os ouvidos e a boca das pessoas surdas-mudas, para que sejam capazes de ouvir e falar, isto é, discernir a realidade e dizer a palavra que a transforma. Estes gestos do Senhor renovam a esperança do povo, sobretudo dos que não tinham vez nem voz. Imersos nesta Palavra todos nós podemos fazer o gesto e dizer a palavra oportuna que vai transformar esta ou aquela situação, que não se compagina com a mentalidade evangélica. Seremos os continuadores desta nova criação, inaugurada em Jesus. Acomodo-me às situações, ou sou portador de uma palavra que dá vida e transforma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na segunda leitura, Tiago, directo e assertivo, mostra-nos com clareza como misturamos facilmente certos favoritismos pessoais com a fé que temos em Jesus Cristo, dando mais atenção "à pessoa que está vestida com elegância" e menosprezando a "pessoa pobre". Este modo de proceder manifesta péssimos critérios, que se opõem à fé cristã. Para o cristão existe uma só glória: a do Senhor Jesus. Há sempre o perigo de não sermos tão magnânimos como o nosso Pai celeste, não distribuindo a todos, indistintamente, e segundo as necessidades de cada um, os bens que nos vêm dos gestos salvadores de Jesus. Porque há sempre o perigo de fazermos acepção de pessoas. Vivo o espírito evangélico na minha relação com os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto vem a propósito da esperança e da capacidade de sermos positivos diante da própria vida e da dos outros, diante das situações e dos factos. Sem favoritismos. A nossa fé cristã leva-nos, naturalmente, à meditação frequente da Palavra, de modo a que ela nos ilumine a inteligência e nos dê critérios de discernimento em situações concretas e com pessoas concretas. Proceder de outro modo é negar a nossa condição cristã, é sintoma de falta de maturidade evangélica. É pensar e agir como pagãos e não como crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XXIII Domingo Comum - Ano B&lt;br /&gt;Is 35,4-7 a; Sl 146 (145); Tg 2,1-5; Mc 7,31-37&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115746954286048266?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115746954286048266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115746954286048266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/09/xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XXIII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115677789347112974</id><published>2006-09-03T15:57:00.001+01:00</published><updated>2006-08-28T16:11:34.316+01:00</updated><title type='text'>XXII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Palavra deste Domingo ilumina a nossa reflexão sobre as diversase que também conhecemos, como experiência de muitos dos nossos irmãos e irmãs. Refiro-me a aplicações injustas de leis ou a leis anacrónicas, que cavam desníveis económicos escandalosos entre os cidadãos do mesmo país, levam a um certo tipo de puritanismo e exclusivismo e, ainda, a muitas outras situações escravizantes, muitas vezes em nome da própria religião que professamos!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura apresenta-nos o extracto de um discurso de Moisés, elogiando alguns estatutos e normas, que visavam levar a uma prática de vida conforme a Aliança com Javé. Tratava-se de uma nova Constituição, cheia de sabedoria, de justiça e de maleabilidade para responder a novas situações, de tal modo que os outros povos ao olharem para as leis que regiam o povo de Israel se admiravam, tal era a justeza ea liberdade com que eram aplicadas as suas leis! Apesar da superioridade desta Constituição, inspirada por Deus a Moisés, ao longo dos tempos, muita poeira se foi acumulando sobre ela e, em nome do próprio Deus, muitas interpretações, acomodações e extrapolações foram construídas, de modo a acorrentar os mais pequenos, indefesos e pobres do povo e a conceder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Marcos põe na boca de Jesus severas advertências contra este modo de proceder, que é uma autêntica corrupção da lei de Deus, tantas eram as tradições e ritualismos com que eles a tinham sobrecarregado. Jesus anuncia uma nova forma de moralidade, onde os homens e as mulheres se podem relacionar entre si na igualdade, na liberdade e na justiça. A lei da pureza e da impureza criou uma sociedade injusta, baseada em tabus, que estabeleciam e solidificavam diferenças entre as pessoas, gerandoprivilegiados, opressores e oprimidos. Na verdade "o que sai da pessoa é que a torna impura". O que vem de fora não torna a pessoa pecadora, mas simo que sai do coração, isto é, da consciência humana, que cria os projectos e dá uma direcção às coisas, boa ou má, justa ou injusta.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Tiago diz-nos que Deus é apenas autor do bem e daquilo que leva ao bem. O supremo bem realizado por Deus consiste em gerar os seres humanos para a vida nova, comunicada pelo Evangelho. Tudo o resto é criação humana que desvirtua esta Palavra. O mesmo apóstolo adverte-nos para o essencial da vida cristã. A fé não consiste, apenas, em saber fórmulas ou conteúdos doutrinários de cor. Ela é um compromisso que abarca toda a nossa vida, privada e pública, e que nos leva a tomar atitudes concretas e consequentes. O Evangelho, centrado no mandamento do amor, é a lei da liberdade, pois o amor não se restringe a exigir a obediência a uma lista de obrigações. Ao contrário, ele é um comportamento criativo, que sabe dar resposta libertadora e construtiva em qualquer situação da vida.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como encaro eu a Lei de Deus? Sou legalista, cumprindo apenas a letra da Lei, ou coloco-me sob a acção do Espírito, a fim de perceber, intimamente, o que está escrito e de dinamizar na minha vida uma corrente de amor que contagia e que me liberta a mim e aos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XXII Domingo Comum - Ano B &lt;br /&gt;Dt 4,1-2.6-8; Sl 15 (14); Tg 1, 17-18.21b-22.27; Mc 7,1-8.14-15.21-23&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115677789347112974?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115677789347112974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115677789347112974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/09/xxii-domingo-do-tempo-comum-ano-b_03.html' title='XXII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115383546927690966</id><published>2006-07-30T14:49:00.000+01:00</published><updated>2006-07-25T14:51:09.290+01:00</updated><title type='text'>XVII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;b&gt; A liturgia da palavra deste domingo fala-nos da magnanimidade de Deus, que nos enche de todos os bens, temporais e, sobretudo, espirituais. Esta generosidade divina contrasta com a nossa tacanhez, sobretudo quando nos fechamos no nosso egoísmo e não ouvimos os gritos da humanidade, carente de tudo, até do mais essencial, que é o pão de cada dia. A palavra garante-nos que Deus se oferece a nós, a cada pessoa e à humanidade em geral e que, se confiarmos nele, nada nos pode faltar. Ele abre as suas mãos e sacia a nossa fome, como canta o salmo 145.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na primeira leitura, vemos o profeta Eliseu a saciar a fome a cem pessoas, apenas com vinte pães, porque o Senhor lhe disse: “Dá-os a comer a essa gente. Comerão e ainda há-de sobrar”. No evangelho, João fala-nos de um prodígio ainda maior: cinco mil homens ficaram saciados com cinco pães de cevada e dois peixes. E ainda sobrou pão. O milagre da abundância opera-se, porque estes cinco pães passaram pelas mãos de Jesus, como outrora os vinte pães tinham passado pelas mãos do profeta Eliseu, por ordem de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Será que há, ainda hoje, profetas que façam passar os seus bens pelas mãos de Jesus? Cristo, habitando no meio dos homens e mulheres do nosso tempo, é Ele mesmo o pão integral (total), que mata todas as fomes do mundo, as do corpo e as do espírito. Os cristãos, que “praticam” verdadeiramente Jesus Cristo, sabem alimentar-se dele, diariamente, comendo o pão da Palavra e da Eucaristia. Aprendem com este Pão a partilhar tudo o que têm com os demais. Hoje, não há ninguém que não se aperceba das profundas desigualdades sociais. Há cada vez mais pobres, e, cada vez, mais ricos, abarrotando de todos os bens. Multiplicam-se os apelos de solidariedade, fazem-se campanhas de rua, abrem-se bancos alimentares contra a fome, mas as imagens que nos chegam e as notícias que vamos lendo indicam-nos que, cada dia, morrem milhares de pessoas, sobretudo crianças, por falta de nutrição. Há quem pense resolver o assunto, combatendo a natalidade. Contudo, o problema não se encaminha por aí. É necessário que cresça a caridade cristã, à qual se chama, vulgarmente, solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na segunda leitura, Paulo recomenda aos cristãos que vivam de tal modo Cristo, que manifestem ao mundo que há um só Pai, Deus, que “actua em todos e em todos se encontra”. É, exactamente, este testemunho de que há um só Pai e de que todos somos irmãos e irmãs, iguais em direitos e deveres, que o cristão é chamado a dar, pela partilha pessoal e pelo apelo aos outros, para que partilhem, também, não só daquilo que lhes sobra, mas do que lhes faz falta, aprendendo a viver na sobriedade para uma maior caridade. Se todos aprendermos a partilhar como Jesus, entregando-lhe os nossos “cinco pães e os dois peixes”, isto é, tudo aquilo que temos e somos, Jesus encarregar-se-á de nos ensinar a matar a fome espiritual e corporal a todos os irmãos e irmãs de quem nos quisermos fazer próximos. Porque todos comerão e ainda há-de sobrar, prometeu o Senhor. A mesa da Eucaristia está sempre posta e o convite de Jesus para este banquete dirige-se a todos. Tenho fome deste pão? A partilha eucarística impele-me à partilha fraterna?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XVII Domingo do Tempo Comum&lt;br /&gt;2 Reis 4,42-44; Sl 145 (144); Ef 4,1-6; Jo 6,1-15&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115383546927690966?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115383546927690966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115383546927690966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/07/xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XVII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115321491924574259</id><published>2006-07-23T10:26:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T12:13:54.110+01:00</updated><title type='text'>XVI Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na liturgia deste domingo, o Senhor apresenta-se-nos como o bom pastor, pronto a cuidar do seu rebanho e a prestar-lhe toda a assistência de que carece. Jesus ensina-nos o seu jeito de ser pastor, de conduzir as pessoas à unidade e à paz, à reconciliação e ao encontro com o Pai. Cura o nosso nervosismo e agitação, a nossa pressa e correria, que nos fazem esquecer o cuidado de sermos atenciosos e bons ouvintes dos nossos irmãos e irmãs.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O profeta Jeremias, na primeira leitura, como porta-voz de Deus, queixa-se dos pastores de Israel, não dos que andavam pelas montanhas a guardar as ovelhas, mas, em jeito de alegoria, refere-se aos reis e sacerdotes do tempo, os condutores do povo, porque dispersam as ovelhas, em vez de as reunirem, e as escorraçam, em vez de terem cuidado com elas. Por isso, Deus intervém para reunir o “resto” das ovelhas, prometer “um rebento justo”, que há-de “governar com sabedoria”. O Senhor promete bons pastores e, sobretudo, um bom pastor, que será um rebento de David. Esse pastor “será um verdadeiro rei”, que promoverá a unidade entre as ovelhas, será solícito pela justiça, o amor e a paz. Encontramos nesta promessa uma clara alusão a Jesus Cristo, o bom pastor. Os humildes de Israel foram vivendo na esperança deste pastor e cantavam o Salmo 23, que nós hoje podemos repetir:”O Senhor é meu pastor, nada me falta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      No evangelho, Jesus, o bom pastor, convida-nos a ir com Ele e a descansar um pouco. Estamos em tempo de férias. Passar as férias com Jesus é sumamente reconfortante. Este convite é, sobretudo, dirigido aos evangelizadores, sacerdotes ou leigos, que se afadigam, excessivamente, com mil e uma tarefas diárias e que tanto precisam de repousar e de repousar com Jesus, isto é, aproveitar o tempo de férias para uns dias de retiro ou para tempos mais prolongados de oração, de convívio ou de leitura. É certo, que o descanso de Jesus com os discípulos durou pouco tempo, porque ao desembarcarem, logo a multidão os procurou. Ao ver toda aquela gente, Jesus compadeceu-se, porque eram como ovelhas sem pastor. O modo de Jesus se compadecer levo-a a ensinar as pessoas, a dar-se totalmente a elas. De que jeito me compadeço eu dos outros? Lamento as suas desgraças e passo ao largo, ou coloco-me ao seu serviço, como Jesus, para os ajudar a libertar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Paulo, na segunda leitura, explica a acção de Cristo pastor, que reúne, em oposição aos antigos pastores de Israel. “Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo e derrubou o muro da inimizade que os separava.” Foi pela cruz, que Jesus reconciliou com Deus todos os povos, reunindo-os no seu Corpo e dando-lhes a possibilidade de se aproximarem do Pai, no Espírito Santo. Cristo é, de facto, a nossa paz. Trabalhar no estabelecimento da paz e da justiça, é uma tarefa primordial. Como me situo eu face a esta tarefa, no meio de tantas divisões? Anuncio a boa nova da paz pelo meu ser e agir? Numa sociedade dividida, em que é mais comum divulgar más notícias, más famas… construo a paz, ergo pontes, integro as pessoas, dialogo?  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XVI Domingo do Tempo Comum – Ano B&lt;br /&gt;Jr 23,1-6; Sl 23 (22); Ef 2,13-18; Mc 6,30-34&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115321491924574259?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115321491924574259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115321491924574259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/07/xvi-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XVI Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115322129703905325</id><published>2006-07-16T12:13:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T12:14:57.040+01:00</updated><title type='text'>XV Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;      &lt;b&gt;A liturgia deste domingo coloca-nos, de novo, diante da actividade profética e missionária.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A primeira leitura apresenta-nos uma rejeição do profeta Amós, por parte do sacerdote Amásias de Betel, onde o altar, anteriormente erguido ao Deus de Israel, foi transformado num santuário pagão, pelo rei Jeroboão I. Aqui se faziam peregrinações e se organizavam celebrações religiosas e festas luxuosas, às expensas dos mais pobres. Amós foi chamado pelo Senhor para profetizar a este povo de Israel. Ele sente que foi Deus que lhe pôs a Palavra na sua boca para denunciar esta ruptura da Aliança, assim como as injustiças, o luxo e a corrupção, que alastravam entre o povo. Denuncia a divisão social existente: por um lado, a classe alta, que vivia à custa dos “humildes” e, por outro, os criados, os órfãos e as viúvas, que eram explorados e injustiçados pelos primeiros. O profeta estava a mais, porque era voz dos sem voz, sem terra, sem defesa. Por isso, tornou-se “pessoa não grata” face aos importantes, que o convidam, agora, a retirar-se e a regressar à sua terra, de modo a não os incomodar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      No evangelho, Marcos conta-nos como os doze receberam de Jesus o mandato missionário e profético. Recomenda-lhes: “Se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles”, porque esta pode ser, realmente, a sorte dos que anunciam boas novas e denunciam os erros. Esta ideia de rejeição aproxima Amós dos doze, porque juntos são chamados ao anúncio profético e estão sujeitos a ser “expulsos” pelo povo a quem são enviados. No texto podemos aperceber-nos das condições apresentadas por Jesus para que os discípulos exerçam, com ética e fé, a sua missão: envia-os dois a dois, para apoio mútuo e testemunho de fraternidade; ordena-lhes que não levem nada para o caminho, a não ser o bastão, para que se abandonem, totalmente, à providência de Deus, o que exige fé na Palavra; dá-lhes poder, simbolizado no bastão, porque a Palavra de Deus é eficaz; manda-os permanecer numa localidade ou sacudir o pó dos pés, onde não forem aceites, porque Deus não se impõe, é tolerante e respeita a liberdade de cada um, assim como as diferentes opções religiosas; finalmente, os discípulos partiram e pregaram, porque não se pode ficar apenas no desejo e nas boas intenções. Jesus Cristo pratica-se pela palavra e pela acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      A actividade profética e missionária obedecem ao plano salvífico de Deus para com o seu povo e exigem um suporte doutrinal sólido e esclarecido. Por isso, encontramos na segunda leitura, um belo texto da carta aos Efésios, onde Paulo apresenta elementos essenciais da nossa fé: por meio de Jesus Cristo, somos abençoados e chamados a ser filhas e filhos adoptivos de Deus, recebemos a remissão dos nossos pecados e a sabedoria, para podermos conhecer a vontade de Deus, recebemos a palavra da verdade, o Evangelho, que nos conduz à fé, e fomos marcados pelo Espírito Santo, que é a garantia da nossa herança gloriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XV Domingo do Tempo Comum – Ano B&lt;br /&gt;Am 7, 12-15; Sl 85 (84); Ef 1,3-14; Mc 6,7-13&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115322129703905325?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115322129703905325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115322129703905325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/07/xv-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XV Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115255028462898773</id><published>2006-07-09T17:50:00.000+01:00</published><updated>2006-07-10T17:51:24.660+01:00</updated><title type='text'>XIV Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          A liturgia deste domingo fala-nos dos profetas e das profecias. Não dos falsos profetas que anunciam o futuro, de forma espectacular, mas dos verdadeiros profetas, que recordam ao povo a mensagem da salvação, já revelada, e lhes apontam o caminho a seguir para serem felizes e darem alegria ao Senhor.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na primeira leitura, o profeta Ezequiel, ao mesmo tempo que sente o imperativo de cumprir a sua missão, tem também uma dúvida interior: Que adianta pregar a um povo que não quer escutar? Não será perder tempo? Mas o Espírito do Senhor ajuda-o a assumir as suas responsabilidades, segredando-lhe interiormente: “Podem escutar-te ou não – porque são uma casta de rebeldes – mas saberão que há um profeta no meio deles”. Porque pôs o dedo na chaga, lançou pedras no charco, foi ousado e atrevido, em nome de Deus, Ezequiel sentiu-se rejeitado pelo povo. Esta é a sorte de todos os profetas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No evangelho, Marcos fala-nos das dificuldades que o próprio Jesus teve de enfrentar, para cumprir a missão que o Pai lhe confiara. Ele é o verdadeiro profeta e mais do que profeta! Ele é a própria Palavra do Pai. Jesus não é um homem espectacular, nem realiza prodígios para ser aplaudido. Está na sua terra natal e, aí, todos sabem que ele é carpinteiro, filho de José e conhecem bem Maria, a sua mãe, assim como os seus familiares mais próximos, chamados de “irmãos”. Que trará de novo um homem jovem que sabe menos do que eles? À partida, está rejeitado! Mas a verdadeira causa desta recusa é que as suas palavras abalam as estruturas vigentes e contestam as falsas interpretações da Lei de Deus. São palavras revolucionárias demais para os que estão excessivamente acomodados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Paulo na segunda leitura, cansado de tantas perseguições e lutas, queixa-se ao Senhor da sua fragilidade, que ele pensa ser um impedimento à pregação do Evangelho. Mas o Senhor diz-lhe: “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder”. Paulo compreendeu e ajuda-nos a compreender que não são os fortes e os poderosos que Deus chama à profecia, isto é, ao anúncio do Evangelho, mas os fracos. É, exactamente, este sentimento de fragilidade, diante da tarefa a cumprir, que desenvolve em nós o sentimento de humildade e nos leva a perceber que é o Senhor que actua através de nós, seus instrumentos. A nossa palavra e acção são tanto mais eficazes, quanto mais nos sentirmos frágeis e pequenos e mais confiarmos na força de Deus. O importante é que as perseguições, calúnias ou rejeições, que temos de suportar, não nos façam depor as armas do bom combate pela causa de Deus e da sua Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Pelo baptismo, cada cristão/ã participa da missão profética de Jesus. Tenho consciência disso? Sinto-me em paz e sou feliz quando me rejeitam por causa do anúncio e da vivência do Evangelho? Habitualmente, procuro solidarizar-me com os mais fracos, os rejeitados, os criticados, ou, ao contrário, sou inclinado/a a agredir, mal dizer, caluniar? Sou rebelde ou obediente ao Espírito do Senhor? Exerço a minha vocação de profeta, sem temor, apenas confiado/a na força de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XIV Domingo do Tempo Comum&lt;br /&gt;Ez 2,2-5; Sl 123 (122); 2 Cor 12,7-10; Mc 6,1-6&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115255028462898773?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115255028462898773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115255028462898773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/07/xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XIV Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115151627198065924</id><published>2006-07-02T18:36:00.000+01:00</published><updated>2006-06-28T18:38:34.436+01:00</updated><title type='text'>XIII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O drama da vida e da morte constitui o tema principal da Liturgia da Palavra deste Domingo, realçado, nomeadamente, na primeira leitura e no evangelho. Este tema interessa-nos a todos, qualquer que seja a nossa posição diante dele, isto é, quer tenhamos fé e acreditemos na vida eterna, quer não acreditemos, e digamos: tudo acaba aqui (na terra). Viver e viver em qualidade, é a grande aspiração de todo o ser humano. Aqueles que perderam o sentido da vida, ou nunca o encontraram, refugiam-se em diversificadas alienações, desde as de carácter religioso, como a magia, o ocultismo, o milagrismo, as superstições, até às que se prendem com uma vida devassa ou com a exaltação ou entorpecimento, provocados pelos múltiplos estupefacientes, para se esquecerem que existem, com esta ou aquela situação vital concreta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A primeira leitura oferece-nos novos contributos à questão teológica da imortalidade dos justos; traz uma resposta às questões angustiadas de Job, ensinando que, perseguidas na terra, as pessoas virtuosas gozam de uma tranquilidade perfeita face a Deus e serão recompensadas no dia da Visita ou do Julgamento. Para o autor do livro da Sabedoria, a verdadeira morte não é física, mas de ordem espiritual. Não foi Deus que criou a morte, nem Ele se alegra com a perdição dos vivos; tudo o que nasce no mundo se destina ao bem. Mas a morte espiritual está já presente na vida dos ímpios e continua para além da sua morte terrena, pois que estes vivem sob o império do demónio, por quem entrou a morte no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na terceira leitura, Marcos relata-nos dois episódios importantes: um, sobre a morte e a revivescência de uma jovem, operada por Jesus, mediante a confissão de fé de seu pai e, outro, sobre a qualidade de vida oferecida a uma certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos. Marcos refere que a mulher estava doente e ninguém a conseguia curar, antes piorava. Esta mulher, segundo a mentalidade do tempo, vivia em contínua impureza legal, não podia ir ao templo para a oração, nem sequer conviver com o seu marido. Era uma excluída! Envergonhada e às ocultas, a mulher toca na ponta do manto de Jesus. Este elogia, em alta voz, a fé da mulher, depois de a curar, denunciando, deste modo, aqueles que a votavam à exclusão. Jesus veio restaurar a bondade original de toda a criação e renovar a verdade e a justiça nos corações das pessoas, que, pelo mau uso da liberdade, caem no pecado. Cristo veio restituir ao ser humano a vida e a liberdade, vivendo no meio do povo para melhor ver, sentir e experimentar as suas angústias, dramas e alienações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na segunda leitura, Paulo apela aos cristãos de Corinto para que repartam os seus bens com os que os não têm, como Cristo que, sendo rico se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza. Crês em Jesus Cristo? Crês na missão que Ele te confia? Cristo pede-te que integres, acolhas, compreendas, apoies e ajudes a viver os que vivendo, se encontram mortos espiritualmente. Como os cristãos de Corinto, partilha o que és e tens. Sê rico em generosidade, ao serviço de alguém, que espera por ti! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do XIII Domingo do Tempo Comum&lt;br /&gt;Sab 1,13-15; 2,23-24; Sl 30 (29); 2 Cor 8,7.9.13-15; Mc 5,21-43&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115151627198065924?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115151627198065924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115151627198065924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/07/xiii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XIII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115097947509916596</id><published>2006-06-25T13:27:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T13:34:58.146+01:00</updated><title type='text'>XII Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Todos passamos por fases difíceis e nos interrogamos sobre o porquê de tais dramas. Somos tentados a revoltar-nos e a perguntar: Onde está Deus? A liturgia deste domingo afirma-nos que, ao no decurso da nossa história pessoal e colectiva, não estamos sós, abandonados à nossa sorte, porque Deus faz caminho connosco, cuidando de nós com amor paternal/maternal e oferecendo-nos a sua vida e salvação.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura coloca-nos diante do sofrimento persistente de um homem bom, fustigado por toda a espécie de males. O texto apresenta Job, por um lado, diante da majestade e omnipotência de Deus e, por outro, diante da sua pequenez e finitude, que não lhe permitem perceber a lógica dos projectos de Deus. Perante isto, somos convidados a ser verdadeiros crentes, isto é, a reconhecer os nossos limites e a concluir que os projectos de Deus não se podem entender à luz da nossa ténue lógica humana. Imersos no mistério insondável deste Deus omnipotente, por vezes desconcertante e incompreensível, resta-nos atirar-nos, confiadamente, para os seus braços de Pai/Mãe, mesmo sem entendermos os seus projectos. Como reajo eu diante dos "males" da minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Marcos propõe-nos uma catequese sobre a Igreja, na qual os discípulos, são fustigados por toda a espécie de oposições, calúnias e falsas suposições. Mas os discípulos nunca estão sozinhos a enfrentar as tempestades, porque Jesus está sempre lá, embarcado com eles, dando-lhes segurança e paz. Os discípulos nada têm a temer, porque Cristo vai com eles, ajudando-os a vencer a oposição das forças que se opõem à vida e à salvação das pessoas. "Ainda não tendes fé?", pergunta Jesus aos discípulos, nos quais cada um de nós se encontra. Se tivéssemos fé, não teríamos medo e estaríamos conscientes da sua presença ao nosso lado e não estaríamos à espera de uma intervenção mágica de Jesus para nos livrar das dificuldades. O verdadeiro discípulo é aquele que aderiu a Jesus, que vive em permanente comunhão e intimidade com Ele, que caminha com Ele, que descobre a sua presença reconfortante. Qual a minha identidade como discípulo/a?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura assegura-nos que o nosso Deus não é um Deus indiferente, que deixa as pessoas abandonadas à sua sorte. A vinda de Jesus ao mundo, para nos libertar do egoísmo que escraviza e para nos propor a liberdade do amor, mostra que o nosso Deus é um Deus interveniente, que nos ama e nos quer ensinar o caminho da vida. Paulo, depois de ter encontrado Jesus e de ter aderido à sua proposta, tornou-se testemunha do projecto salvador e libertador de Deus para a humanidade. Cada um de nós tem de se tornar arauto das propostas de Deus e de anunciar aos seus irmãos, com gestos concretos, essa oferta de vida nova e verdadeira que Deus nos faz. Os meus gestos diários testemunham a vida nova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida "açoita-nos" assustadoramente. A todos, sem excepção! Como vivo eu a experiência das minhas "tempestades"? «Ainda não tenho fé?».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XII Domingo do Tempo Comum:&lt;br /&gt;Job 38,1.8-11; Sl 107 (106); 2 Cor 5,14-17; Mc 4,35-41&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115097947509916596?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115097947509916596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115097947509916596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/06/xii-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XII Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-115097954637021170</id><published>2006-06-18T13:31:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T13:35:18.503+01:00</updated><title type='text'>XI Domingo do Tempo Comum (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A palavra deste domingo garante-nos que o reino de Deus, “semeado” por Jesus, vai crescendo, noite e dia, sem que disso nos apercebamos. É verdade que o crescimento do reino depende da força interna que ele próprio comporta, ao modo de fermento, mas está, também, condicionado pela actividade criadora dos homens e mulheres no seio dos quais ele foi semeado e há-de crescer.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura mostra-nos, a jeito de parábola, como Deus criador consegue plantar um cedro gigantesco, numa elevada montanha, a partir de um ramo novo e alto, arrancado de um cedro antigo. O cedro é figura do povo de Deus, destroçado pelo cativeiro da Babilónia, sem grande riqueza, nem cultura, mas a quem Deus, pelo vigor da sua mão poderosa, transforma num grande povo. É deste pequeno povo que brota o Messias, como rebento saído desse cedro gigantesco e cuja mensagem se estende até aos confins da terra. Quão longe dos nossos pensamentos estão os de Deus e o seu modo de agir! Normalmente, somos pela grandeza, pela fama, pelo sucesso. Como me situo eu diante dos insucessos humanos? Acredito que deles poderá sair algo de grande e novo, se vividos na confiança e no abandono à força criadora de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No evangelho, as duas parábolas da semente ajudam-nos a compreender melhor a lógica de Deus e do seu reino. A primeira semente é lançada à terra no silêncio da noite. Ninguém dá por isso, mas a semente, que contém em si toda a energia de um novo ser, vai-se desenvolvendo, dando fruto, que amadurece e é colhido. A segunda semente é tão pequenina, que, humanamente, ninguém daria nada por ela. Jesus quer dar-nos a conhecer a natureza do reino que Ele próprio veio inaugurar. É um reino que começa no interior de cada pessoa, semeado com o nosso baptismo, e que, pela força do Espírito Santo há-de transformar cada crente numa testemunha de Jesus, pelo seu ser e agir; há-de ajudar a transformar o mundo, lentamente, a jeito de fermento, sem captação televisiva, porque o bem não faz barulho, nem é sensacionalista. Acredito, existencialmente, na força transformadora do reino, em mim, pessoalmente, e no meio, através de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura coloca-nos diante da tensão, em que vivemos, entre a experiência diária desta vida e a saudade da vida futura. Porém, esta vida que vivemos, aqui e agora, é a única oportunidade que nos é dada para fazermos crescer a semente do reino, que em nós foi depositada no dia do nosso baptismo. Para isso, somos convidados a viver na confiança absoluta em Deus e na esperança de que Ele realiza as suas promessas. Como os nossos antepassados na fé, somos convidados a olhar para o reino futuro, com os pés firmes na terra e o olhar lançado para o futuro, pois é aqui e agora o lugar e o tempo da construção, em esboço, desse reino. Que frutos espirituais produzo eu habitualmente? Deixo que a Palavra ecoe em mim e modelo as minhas palavras e gestos sobre essa Palavra salvadora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do XI Domingo do Tempo Comum&lt;br /&gt;Ez 17,22-24; Sl 92 (91); 2 Cor 5,6-10; Mc 4,26-34&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-115097954637021170?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115097954637021170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/115097954637021170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/06/xi-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html' title='XI Domingo do Tempo Comum (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-114998742078048056</id><published>2006-06-11T01:55:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T01:57:00.790+01:00</updated><title type='text'>Santíssima Trindade (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A liturgia deste domingo propõe à nossa contemplação e adoração o Deus Uno em sua essência e Trino em pessoas, cuja revelação encontramos no Novo Testamento. Na verdade, o mistério do Verbo feito carne, leva-nos a distinguir três pessoas em Deus. É só o Verbo que encarna. Mas não podemos descobrir a sua identidade se não reconhecermos nele o Filho enviado pelo Pai, destinado a comunicar o Espírito Santo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura interpela-nos com a frase: “Qual foi o deus que formou para si uma nação no seio de outra nação, como fez para vós o Senhor vosso Deus no Egipto, diante dos vossos olhos?”. De facto, o nosso Deus é muito diferente dos outros “deuses”, criados ou imaginados pelos povos. Ele é um Deus próximo, criador e salvador. Ele é um Deus eterno, que saiu de si e veio conviver connosco. Deus tirou o véu que cobria o seu mistério e manifestou o que Ele é para nós, antes que fôssemos capazes de O conhecer e de nos aproximarmos dele. Foi Ele o primeiro a amar-nos como obra perfeita das suas mãos. Que relação alimento eu com o Deus dos cristãos? Reconheço-O na sua proximidade e na sua transcendência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho, Mateus faz-nos subir ao monte, como discípulos e discípulas de Jesus, e aí escutar as suas últimas palavras: “Ide e fazei discípulos de todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei”. Encontramos, assim, revelada a identidade do nosso Deus: Uno na natureza e Trino nas pessoas. Se, por um lado, precisamos de cultivar uma humildade intelectual, que nos conduza à obediência filial para com Deus, aceitando, na fé, a revelação que faz de si mesmo, por outro lado, somos convidados por Jesus e, em nome da nossa fé cristã, a penetrar sempre mais no mistério da Trindade e a estabelecer laços de profunda intimidade com cada uma das pessoas divinas, porque cada uma tem o seu campo de actuação, conquanto o faça em união com as outras. Vivo consciente de que, pelo meu baptismo, sou habitação de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo? Que relação estabeleço eu com cada uma das pessoas da SS. Trindade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda leitura, Paulo evoca a SS. Trindade, dizendo que nós recebemos o Espírito de Deus pelo baptismo e confirmação; este Espírito capacita-nos para chamarmos “Abba, Pai”, como filhos e herdeiros, em Jesus Cristo. Contemplamos a SS. Trindade como princípio e modelo de toda a relação humana. Nela, cada pessoa vive para a outra e age em interacção. Em perfeito entendimento. Como é importante, neste domingo da Trindade, revermos a nossa relação com o Deus trinitário e revermos, a esta luz, a nossa vida de relação familiar e comunitária! Como vivo a relação com as outras pessoas? Tenho o hábito de contemplar a vida trinitária de Deus e modelar sobre ela as minhas relações com os outros? Respeito a unidade na diversidade?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leituras do Domingo da Santíssima Trindade&lt;br /&gt;Deut 4,32-34.39-40; Sl 33 (32); Rm 8,14-17; Mt 28,16-20&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-114998742078048056?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/114998742078048056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/114998742078048056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/06/santssima-trindade-ano-b.html' title='Santíssima Trindade (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-114891759247012457</id><published>2006-06-04T16:45:00.000+01:00</published><updated>2006-05-29T16:46:32.483+01:00</updated><title type='text'>Pentecostes (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;    A liturgia do domingo de Pentecostes incide sobre o modo como os discípulos do Senhor e toda a multidão dos fiéis se aperceberam da acção do Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho. O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, cuja missão é ser o princípio de santificação e o distribuidor de todos os dons e carismas que enriquecem a Igreja. Porém, a sua acção não se confina ao interior da comunidade crente, pois o Espírito actua em toda a pessoa, que decide empreender alguma obra boa para bem da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A primeira leitura narra o que aconteceu no dia de Pentecostes, por ocasião da festa judaica das Semanas. Os discípulos e discípulas do Senhor estavam reunidos no mesmo lugar, em oração, quando, de repente, um som semelhante a uma forte rajada de vento encheu toda a casa e eles viram aparecer uma espécie de línguas de fogo, ficando todos cheios do Espírito Santo e começando a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. Então, de temerosos e tímidos, ficaram cheios de tal energia espiritual, que, doravante, conseguiram dar testemunho de Jesus em todas as partes do mundo, até ao martírio de sangue. Acredito que sou habitado (a) pelo Espírito Santo, que me assiste desde o meu baptismo? Como manifesto esta energia espiritual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O evangelho afirma-nos que o Espírito Santo é fruto da morte e ressurreição de Jesus. Por isso, Jesus comunica-nos o Espírito Santo logo na manhã da sua vitória sobre a morte, como dom de Deus, que restabelece a Aliança que Ele faz connosco e que se quebra pelo pecado. O Espírito Santo é o dador do perdão e da paz que se lhe segue. É Ele que reconcilia e refaz o tecido das nossas relações com Deus e com os irmãos e irmãs. Não é fácil vivermos em harmonia… e as pessoas e sociedades vivem mergulhadas em discórdias, raivas, vinganças. Quem nos poderá reconciliar? Só o Espírito de Deus, trabalhando em nós, em oposição ao espírito do mal, a quem chamamos diabo, porque divide. Quantos sofrimentos causados por ódios, vinganças, rancores, porque o Espírito, o doce hóspede, é, muitas vezes, ignorado por nós, crentes. Tenho consciência de que sou possuído (a) pelo Espírito Santo? De que modo colaboro com Ele na acção reconciliadora a que sou chamado (a)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A segunda leitura insiste em que só o Espírito Santo nos pode unificar na diversidade de talentos e de acções que realizamos. Somos muito diferentes uns dos outros, de facto, mas se nos deixarmos conduzir pelo Espírito havemos de descobrir em cada irmão e irmã um dom de Deus, uma revelação do seu amor, para construir a tarefa comum, o Reino. Todos nós formamos um só Corpo, o de Cristo, porque nos foi dado a beber do mesmo Espírito. Como integro eu, no único projecto salvador, as diversidades de cada irmão e irmã? Tenho tendência a reduzir tudo à uniformidade, ou consigo descobrir a riqueza do diferente?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leituras do Domingo de Pentecostes&lt;br /&gt;Actos 2,1-11; Sl 104 (103); 1 Cor 12,3b-7.12-13; Jo 20,19-23&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-114891759247012457?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/114891759247012457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/114891759247012457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/06/pentecostes-ano-b.html' title='Pentecostes (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28227214.post-114849073677148836</id><published>2006-05-28T18:10:00.000+01:00</published><updated>2006-05-25T10:57:04.873+01:00</updated><title type='text'>Ascensão do Senhor (ano B)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;    Celebramos, neste domingo, a solenidade da ascensão do Senhor, que nos fala do nosso destino final: ir para o Pai como Jesus. Esta afirmação significa que, pela sua ascensão, Jesus não entra num lugar mas numa nova dimensão. O seu corpo humano adquiriu a glória e as propriedades de Deus, que Ele tinha antes de encarnar. É uma solenidade de esperança, pois com Cristo todos nós subimos ao Pai na esperança e na promessa. A ascensão do Senhor recorda-nos que o céu é a nossa meta e que a vida terrena é o caminho para conseguir atingi-la. Esta é missão que Ele nos confia!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A primeira leitura relata-nos o facto da ascensão do Senhor. Jesus convida os seus amigos a subir com Ele o monte das Oliveiras e, ali mesmo, se despede, começando a elevar-se à vista deles e uma nuvem escondeu-o a seus olhos. Porém, antes de se elevar, o Senhor Jesus confia-lhes uma grande missão: a de serem suas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra. Mas, como os discípulos estavam pasmados a olhar para o céu, foram sacudidos por dois homens vestidos de branco que os despertaram para a “missão”. Esta consiste em tornar realidade o projecto libertador do Pai junto dos irmãos e irmãs. O meu testemunho de vida tem transformado a realidade que me rodeia, ou vivo alienado dessa realidade? Qual o impacto desse testemunho na minha família, no local onde desenvolvo a minha actividade profissional, na minha comunidade cristã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O evangelho explicita a “missão” confiada por Jesus aos seus amigos, quando os envia ao mundo inteiro e a todos os povos. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. Foi deste modo que esta palavra chegou até aos nossos ouvidos, penetrou no nosso coração e mudou a nossa vida. E se estes homens e mulheres se recusassem a cumprir a “missão” que Ele lhes confiou? Hoje, nenhum de nós confessava que Jesus é o Filho de Deus. Vivíamos nas trevas, como muitos dos nossos contemporâneos. Esta “missão” está, hoje, nas nossas mãos e no nosso coração. É o mesmo Senhor que nos envia. Partir, não significa, para muitos de nós, deixar a sua casa ou a sua terra. Partir, é, antes de mais, um movimento interior. É sair de si e abrir-se aos demais, para lhes falar de Jesus Cristo e da sua força transformadora. Quem está livre para partir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A segunda leitura convida-nos a reavivar a nossa esperança no chamamento que Deus nos faz: vivermos em plena comunhão com Ele. A ressurreição/ascensão/glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria ressurreição/glorificação. Formamos com Ele um “corpo” destinado à vida plena. Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo” significa vivermos numa comunhão total com Ele e em solidariedade total com todos os nossos irmãos e irmãs, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida. Como vivo estas duas coordenadas na minha existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leituras da Ascensão do Senhor&lt;br /&gt;Actos 1,1-11; Sl 47 (46), 2-3.6-7.8-9; Ef 1,17-23; Mc 16,15-20 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28227214-114849073677148836?l=deolindaserralheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/114849073677148836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28227214/posts/default/114849073677148836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deolindaserralheiro.blogspot.com/2006/05/ascenso-do-senhor-ano-b.html' title='Ascensão do Senhor (ano B)'/><author><name>PJF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://ptmat.fc.ul.pt/~pedro/imagens/pf_cubista.jpg'/></author></entry></feed>
